Pages

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

País pode ganhar mais 43 partidos


O número de partidos com pedido de criação nos tribunais regionais eleitorais dos estados ultrapassa 40. Mas a soma pode ser ainda bem maior. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nem todos os tribunais disponibilizam esses dados na internet. Além disso, algumas siglas estão registradas em cartório, mas ainda colhem assinaturas para a legalização, fase anterior ao protocolo do pedido de registro nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Legendas como PMB (Partido Militar Brasileiro) e Rede Sustentabilidade já contam com mais de 400 mil assinaturas de eleitores em pelo menos um terço dos estados, conforme exige o TSE.

O tribunal estabelece que o número de firmas de eleitores aptos deve corresponder a, no mínimo, 0,5% dos votos dados na última eleição para a Câmara dos Deputados, excluindo votos em branco e nulos. O que significa que os partidos devem colher mais de 490 mil assinaturas de apoiadores. Sem as mais de 40 legendas que algum dia tentarão um lugar no cenário político-eleitoral, as críticas já são muitas. Mas, na opinião do cientista político da UFRGS Benedito Tadeu César, o maior problema não é a quantidade de siglas (atualmente, são 32): "Os Estados Unidos têm mais de 100 partidos.

A diferença é que lá os partidos precisam se manter. No Brasil, há tempo de propaganda eleitoral gratuita e os recursos do Fundo Partidário. Isso acaba sendo usado como moeda de troca". O fisiologismo, apontado pelo cientista político, pode ser traduzido no programa de vários partidos que buscam registro. Alguns conseguem amalgamar no mesmo programa pautas claramente progressistas com outras conservadoras. Na maioria, porém, prevalece o discurso de direita, seja ela liberal ou conservadora. Um documento do Partido Militar Brasileiro afirma que o programa Bolsa Família "faz uma geração de pais vagabundos" e coloca sob o rótulo de "esquerda" siglas diversas como PT, PSDB e PMDB.

O Partido Nova Arena, que pretende ser refundado a partir das posições da antiga Arena, também coloca em xeque argumentos sobre o fim das dicotomias entre esquerda e direita. Em suas propostas, a Nova Arena aclara que possui como ideologia "o Conservadorismo, o Nacionalismo, o Empreendedorismo e a Ética, tendo para todos os efeitos a posição de Direita no espectro político bidimensional (Direita e Esquerda) e de terceira alternativa no espectro político tridimensional (Esquerda, Centro e Direita)". O conservadorismo também está nos regimentos internos. No estatuto do Partido Novo, consta que "os mandatos dos membros do Diretório Nacional são de prazo indeterminado, até que o respectivo dirigente atinja 75 anos de idade".

Já o Partido da Mulher Brasileira (PMB), que recolheu mais de 400 mil assinaturas, afirma querer dar mais voz às mulheres. Entretanto, não nega a filiação e a eleição de políticos do sexo masculino. Especialista em Direito Eleitoral e professora da FGV/RJ, Silvana Batini explica que os partidos não estão obrigados a adotar internamente um formato democrático. "O TSE não pode, em princípio, negar registro a um partido que tenha essa cláusula esdrúxula de organização interna. Trata-se de uma pessoa jurídica de direito privado. É muito estranho, mas se pensarmos nas formas de intervenção vertical de diretórios que existem em praticamente todos os partidos, veremos que práticas democráticas não são o forte das agremiações partidárias". - Brasil Econômico

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Francischini (SD), ostenta arma na cintura em programa de TV


No estilo do velho oeste, o secretário de Segurança Pública do Paraná, deputado Fernando Francischini (SD), deu entrevista à TV Tribuna com um saliente revólver na cintura, dando péssimo exemplo jogando contra campanhas de desarmamento para reduzir crimes violentos e letais nas ruas.
Francischini recebeu da Taurus, grupo fabricante de armas, R$ 50 mil para sua campanha em 2010. Durante seu mandato de deputado era apontado como um dos membros da chamada "bancada da bala"....O governador tucano nomeou Francischini secretário de Segurança Pública. Se os problemas com a criminalidade já eram graves antes, depois da nomeação do secretário, as dores de cabeça aumentaram, inclusive com um escândalo político e sexual envolvendo a secretaria....Favores sexuais.....Veja o vídeo e leia a matéria completa aqui

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Para 42% dos moradores de São Paulo, crise de falta de água é culpa do governador tucano


Para 42% dos moradores da capital paulista, a atual crise de falta de água é consequência da falta de planejamento do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) aponta pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (22) pela Rede Nossa São Paulo e a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). Na opinião de 29% dos entrevistados, a culpa pelo desabastecimento é da falta de chuvas nas represas, e para 15%, faltou planejamento por parte da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). A pesquisa foi realizada entre os dias 24 de novembro e 8 de dezembro de 2014 com 1.512 pessoas que moram em São Paulo. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Ibope: 2 a cada 3 pessoas dizem ter problemas com falta de água em SP
 Duas a cada três pessoas que moram na capital paulista afirmam que tiveram ou alguém de sua família teve problemas com falta de água nos últimos 30 dias. É o que revela pesquisa divulgada nesta quinta-feira (22), feita pelo Ibope a pedido da Rede Nossa São Paulo e a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). Segundo o levantamento, 68% dos entrevistados afirmaram que tiveram (ou alguém da família teve) problemas no abastecimento de água no mês anterior. A pesquisa foi realizada entre os dias 24 de novembro e 8 de dezembro de 2014 com 1.512 pessoas. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Em outubro do ano passado, pesquisa Datafolha mostrou que 60% dos moradores da capital diziam ter ficado sem água em casa nos 30 dias anteriores. 

Crise no Alto Tietê faz bairros voltarem a receber água do Cantareira

O agravamento da seca no Sistema Alto Tietê obrigou a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) a suspender o "socorro" prestado a regiões da capital que eram abastecidas pelo Cantareira antes da crise. O objetivo é evitar o colapso do segundo maior manancial paulista. Com o fim da transferência de água, moradores de bairros como Cangaíba, Penha e Tatuapé, na zona leste, voltam para a zona de abrangência do Cantareira, ficando mais expostos a falhas no abastecimento, por causa da redução da pressão, que é mais drástica para quem depende do principal sistema.

Sabesp nega divulgar contratos de empresas que mais consomem água

Embora a Lei de Acesso à Informação determine, já no seu primeiro artigo, que toda a administração pública está sujeita a ela, incluindo "autarquias, fundações públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista e demais entidades", a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) parece se considerar uma exceção. Desde dezembro do ano passado, a reportagem da "Agência Pública" pede, por meio da legislação, os contratos de Demanda Firme assinados pela companhia com cerca de 500 empresas para o fornecimento de altos volumes de água. Juntas, elas consomem, em média, 1,9 milhão de m³/mês. Agora, em resposta ao recurso da reportagem, a Sabesp alega que as empresas têm direito à privacidade como as pessoas, este estabelecido pelo artigo 5º da Constituição

Eleitores do Alckmin estão decepcionados

Crimes de Youssef compensaram para ex-mulher: ganhou do MPF apê de R$ 4 milhões comprado com dinheiro sujo.




É bastante razoável e previsto em lei que para pegar outros criminosos de uma máfia e para reaver dinheiro roubado dos cofres púlicos, o Ministério Público negocie a redução da pena para quem faça acordo de delação premiada que leve à provas.

No acordo de delação premiada com o doleiro Alberto Youssef, ele terá sua pena reduzida para no máximo 5 anos de prisão em regime fechado, sendo solto após este período sem precisar passar por progressão de regime. Em troca terá que colaborar totalmente com as investigações.

O questionável é deixar parentes do delator ficarem com bens milionários sabidamente frutos dos crimes.

Pois foi isso que o Ministério Público Federal fez, sendo bastante generoso com a ex-mulher e filhas do doleiro Alberto Youssef no acordo de delação premiada já homologado no STF.

Um apartamento de alto luxo avaliado em cerca de R$ 4 milhões, na Vila Nova Conceição, região onde o metro quadrado é mais caro em São Paulo, passará para a ex-mulher do doleiro dentro do acordo.

Detalhe: o apartamento sequer estava em nome do doleiro, pois ele não tinha renda nem patrimônio declarado, fazendo suas negociatas em nome de laranjas.

Segundo denúncia feita em 11 de dezembro de 2014 pelo próprio Ministério Público contra Youssef, diretores da Mendes Júnior e outros, este apartamento foi "adquirido com o produto de delitos previamente perpetrados por Youssef", nas palavras do MPF.

Outro imóvel em Londrina, também de alto padrão, ficará para as filhas do doleiro.

Assim, pelo menos para os parentes, o crime compensou financeiramente.

Será que o povo compreenderia como justo se um ladrão de carros, além de reduzir sua pena, pudesse deixar um carro de luxo roubado para a ex-mulher, oficialmente com a benção do judiciário, em troca de denunciar seus comparsas e ajudar a localizar outros carros roubados? E o verdadeiro dono do carro, teria que assistir a, digamos, "primeira dama" do criminoso se apossar do seu carro sem poder retomá-lo?

Pois se o dinheiro que comprou o apartamento foi desviado dos cofres da Petrobras ou de outros órgãos públicos, o MP está fazendo "cortesia" com o chapéu alheio do povo.

Conversinha estranha do Eduardo Cunha


Dos grampos...

O deputado Eduardo Cunha é pessoa de sorte. Conta que, no mesmo fim de semana, foi procurado por dois policiais, em atos isolados. Um delegado federal quis preveni-lo de uma trama ordenada pelo governo à PF para incriminá-lo na Lava Jato. Depois, outro policial foi entregar-lhe cópia de um grampo com diálogo comprovador da trama. Os dois policiais tiveram a mesma ideia de mostrar sua gratidão por medidas do deputado em benefício da polícia.

Eduardo Cunha e grampos telefônicos: tudo a ver. Surgido do nada, ele apareceu como presidente da Telerj, a então telefônica do Rio, escolhido por PC Farias. A partir daí, houve longo período, mesmo depois de sua saída, com frequentes indícios de grampos, por cuja instalação foram enfim identificados um ex-funcionário da Telerj e um ex-agente do SNI. Eram veladas mas corriqueiras as atribuições da iniciativa a Eduardo Cunha.

A disputa pela presidência da Câmara cria métodos inovadores. Quando aqui registrei que Júlio Delgado (PSB) seguia o caminho de Eduardo Cunha (PMDB) para caçar votos no Rio Grande do Sul, também Arlindo Chinaglia (PT) já viajava para lá. Agora vejamos até onde vão suas imaginações. Notinha de Janio de Freitas

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Conta na Suíça liga Youssef ao escândalo das propinas nos trens de São Paulo


Na linha 15-Prata do Metrô está a estação Vila Prudente, listada na planilha apreendida com Youssef em março pela Polícia Federal, ao lado da cifra de R$ 7,9 milhões, de  propina para São Paulo
 A força-tarefa que investiga a Operação Lava Jato encontrou movimentações financeiras em nome da multinacional canadense Bombardier nas contas usadas pelo doleiro Alberto Youssef na Suíça. É mais uma peça no quebra-cabeças de indícios e provas que o Ministério Público paulista tem de montar sobre o esquema de corrupção no Metrô, chamado pomposamente de cartel pela imprensa tucana, onde empresas combinavam preços nas licitações e pagavam propinas a autoridades do governo tucano de São Paulo nas gestões de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.... Leia mais aqui

Fifa investe US$ 100 milhões no Brasil


A Fifa anunciou ontem que pretende investir US$ 100 milhões (cerca de R$ 262 milhões) no Brasil nos próximos anos. O chamado Fundo de Legado da Copa de 2014 será repassado para a CBF, que deverá usá-lo nas categorias de base, no futebol feminino e em iniciativas ligadas ao futebol nos 15 estados que não receberam jogos do Mundial.

O primeiro projeto financiado pela Fifa no Brasil é a construção de quatro campos de futebol no Centro Esportivo da Juventude, em Belém, no Pará, que devem ser entregues mês que vem. Na sequência, serão construídas estruturas semelhantes em Rondônia, Tocantins, Alagoas, Piauí e Sergipe. Os centros serão administrados pelas federações locais de futebol.

O anúncio foi feito na Arena Corinthians, em São Paulo, durante cerimônia com dirigentes da Fifa, da CBF e do Ministério do Esporte. O mesmo tipo de fundo de legado foi criado na África do Sul, após a Copa de 2010. Lá, além de financiar projetos comunitários, parte do investimento pagou a construção de uma nova sede para a confederação sul-africana de futebol.

A Fifa se comprometeu a repassar o dinheiro para a CBF aos poucos e a fazer uma auditoria anual nas contas para evitar que a verba do legado seja mal empregada.

Em sua primeira visita ao país após a Copa do Mundo, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, disse que o torneio foi "incrível", mostrando que o Brasil é um "grande país" para se visitar. Durante a preparação para o Mundial, o dirigente chegou a dizer que o país merecia um "chute no traseiro" para acelerar as obras:

- Não estou dizendo que tudo foi perfeito, que tudo foi entregue em tempo para o evento. Mas tudo funcionou muito bem para o que precisávamos. A movimentação entre uma sede e outra foi perfeita para nós, para os atletas, para a mídia, para os fãs. Não chegou uma única reclamação sobre isso na minha mesa.

Defesa dos estádios

Valcke também respondeu à crítica sobre a construção de arenas em cidades que não têm times de futebol:

- As pessoas podem criticar que os estádios não estão sendo utilizados sempre. Mas eles estão. Leva tempo para que todas as arenas sejam usadas em sua máxima capacidade. Mas vemos que estão recebendo jogos, mesmo das séries B ou C.

Secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luís Fernandes declarou que o Brasil organizou uma grande Copa do Mundo, apesar do "ceticismo e das dúvidas". Segundo ele, 95% dos investimentos em aeroportos foram feitos a tempo e 80% dos projetos de mobilidade foram concluídos:

- Não foram poucos os investimentos. De um total de 44 projetos de mobilidade, 36 foram entregues a tempo. Os outros oito foram investimentos antecipados e que ainda serão entregues para a população.Agência Globo

Janot cria força-tarefa para cuidar de processos de políticos citados


O procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, criou uma força-tarefa específica para cuidar dos processos dos políticos envolvidos na Operação Lava-Jato, que investiga suposto esquema de corrupção em contratos da Petrobras.

Oito procuradores ou promotores foram escolhidos pelo próprio Janot, que voltou de férias na segunda- feira e sinalizou, então, que pretende dar celeridade ao caso.

Além de analisar as informações já obtidas sobre o esquema, o grupo vai poder sugerir ações para apurar a participação de autoridades com foro privilegiado, como deputados, senadores e ministros, nos desvios ocorridos na estatal: buscas e apreensões, quebras de sigilo, pedidos de depoimentos e até assinar acordos de delação premiada - quando envolvido nas irregularidades revela os crimes para tentar reduzir as penas.

A corrupção na estatal foi delatada pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que, nos depoimentos, citou mais de 30 políticos, segundo uma fonte.

O caso é investigado também pelo Ministério Público e Justiça Federal do Paraná. As acusações envolvendo políticos foram encaminhadas à Procuradoria-Geral da República - responsável pela apresentação de denúncias contra as pessoas com foro privilegiado.

A cooperação vai continuar agora com a criação da equipe que vai auxiliar Janot na análise dos desdobramentos da operação, cujo relator no Supremo Tribunal Federal é o ministro Teori Zavascki.

Na força-tarefa, Janot reuniu profissionais de diferentes áreas, como combate ao crime organizado, cooperação jurídica internacional e centro de inteligência. O coordenador será o procurador regional Douglas Fischer, responsável pelas questões criminais da secretaria de apoio jurídico da PGR.

O grupo, que vai trabalhar por seis meses, só deve começar a se reunir em fevereiro, quando termina o recesso do Judiciário e Janot deve apresentar as primeiras denúncias ou pedir investigação contra envolvidos na Lava-Jato que têm foro privilegiado.

Para cuidar do caso, Janot convocou um time experiente. Sergio Fernandes e Wilton Queiroz, por exemplo, são promotores de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e já trabalharam juntos na Caixa de Pandora, que revelou a corrupção no  mensalão do DEM e culminou até na prisão do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.

Também fará parte da equipe o secretário de cooperação jurídica internacional da PGR, Vladimir Aras; além dos procuradores da República Bruno Calabrich, Fabio Coimbra, Rodrigo Telles de Souza e Andrey de Mendonça.

Os desdobramentos da Lava-Jato no Supremo só vão ocorrer após o fim do recesso do Judiciário, em 2 de fevereiro. Se a PGR entender que ainda não tem indícios suficientes para denunciar algum político supostamente envolvido no esquema, poderá pedir a abertura de inquérito.

Caberá a Zavascki autorizar a investigação. Em caso de forte suspeita contra um dos citados, Janot pode apresentar, de imediato, denúncia. Se algum governador for acusado, o caso será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Lista de políticos é mantida em sigilo

A lista de políticos vem sendo mantida em sigilo pela PGR, mas informações divulgadas na imprensa apontam para alguns dos futuros investigados, como o atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que deve disputar a reeleição ao posto; e o líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), candidato favorito à Presidência da Câmara. São suspeitos de terem se beneficiado com repasses ilegais , senadores e deputados do PMDB, boa parte da bancada do PP e políticos do PSB e do PSDB.

Indicações de Dilma vão mudar composição da 2ª Turma do STF


 A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal, que receberá os inquéritos das autoridades citadas na Operação Lava Jato, não vai manter a mesma composição até o final dos eventuais julgamentos dos processos criminais.

A primeira mudança deve ocorrer em breve, com a indicação pela presidente Dilma Rousseff de um novo ministro para a cadeira vaga desde a saída de Joaquim Barbosa - que se aposentou no fim de julho do ano passado.

A turma hoje é presidida pelo ministro relator da Lava Jato, Teori Zavascki. Os outros titulares são a ministra Cármen Lúcia e os ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.

Além da vaga já existente, Dilma terá mais uma nomeação a fazer, o que pode alterar o perfil da equipe, hoje vista como rígida na análise de processos penais.

Decano

A segunda cadeira ficará vaga porque o ministro Celso de Mello se aposenta compulsoriamente em novembro, ao completar 70 anos. A expectativa entre os integrantes do Supremo é de que o decano participe apenas do recebimento das denúncias contra os acusados - quando se decide se é o caso de abrir ou não processo criminal contra a autoridade com foro privilegiado.

'Técnico'

Além da troca de ministros, a presidência da 2ª Turma também deverá ser alterada em maio, quando é esgotado o mandato de Zavascki, considerado um julgador "técnico" por colegas e advogados.

Após permanecer um ano como presidente da 2ª Turma, o relator da Lava Jato deve deixar o posto passando o cargo para o próximo ministro que ainda não tiver exercido a função.

Os trabalhos podem ser presididos, portanto, pelo novo indicado ao STF, já que todos os demais já exerceram essa função.

Caso o julgamento se estenda ao longo de 2016, o grupo muda de composição mais uma vez. Ao deixar a presidência do Supremo - em setembro do próximo ano -, o ministro Ricardo Lewandowski volta a integrar a 2ª Turma no lugar de Cármen Lúcia, que assume o comando da Corte.

A depender do prazo de conclusão do julgamento da Lava Jato, dos cinco julgadores iniciais, portanto, apenas dois devem participar de todas as etapas do processo no STF: Zavascki, o relator, e Gilmar Mendes.

Celeridade. No caso do mensalão, a denúncia contra os réus foi apresentada em 2006 pela Procuradoria-Geral da República, e o julgamento só teve início em 2012.

Contudo, é esperado que no caso da Lava Jato esse intervalo entre o oferecimento da denúncia e o início do julgamento seja menor, já que há uma divisão do caso em que apenas os réus com prerrogativa de foro serão julgados na Corte - e os demais permanecem respondendo a processos na primeira instância.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Para CNJ, Judiciário fracassou na meta de combate à corrupção em 2014


Assim como existem leis que "pegam" e outras que "não pegam", nos próprios Tribunais de Justiça ainda "não pegou" a determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de priorizar o julgamento de denúncias de corrupção.

O conselheiro do CNJ Gilberto Martins disse ao jornal O Globo haver processos que não seguem o trâmite comum. “Detectamos que muitas ações de improbidade não estão tendo um curso normal, por conta de fatores externos à magistratura. Há casos de magistrados que não dão conta de ações que importam demanda contra pessoas com poder político ou influência econômica”..Leia mais aqui

PSDB começa recontar votos da eleição presidencial, mas não sabe o que fazer com o vexame


O PSDB concluiu a formação do grupo que será responsável pela auditoria do resultado das eleições e os trabalhos começaram nesta semana em Brasília, mas o partido está dividido sobre o que fazer depois da conclusão da análise.
 Oito especialistas do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e da Poli/USP foram selecionados e estão analisando 30 gigabytes de material. O grupo, que será remunerado pelo PSDB, terá 60 dias para apresentar o resultado. Será escrutinado um volume de informação equivalente a 7 mil edições-padrão da Bíblia, segundo cálculo do Estadão Dados. Cada Bíblia tem 4 MB e meio de volume de informação.

A expectativa com o resultado da apuração é grande no PSDB. Quando o coordenador jurídico da campanha presidencial de Aécio Neves, o deputado federal Carlos Sampaio (SP), pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a auditoria especial quatro dias depois do pleito, a decisão incomodou parte dos tucanos. Além de reclamarem que não houve debate interno sobre o tema, membros do PSDB diziam, reservadamente, que o resultado da investida podia ser um "tiro no pé". Presidente da sigla, Aécio chancelou a iniciativa.

Na delação premiada Youssef diz que teve, sim, pagamentos para político de Minas

Doleiro confirma envio de mala com R$ 1 milhão para Minas, mas não revela para quem

Youssef: doleiro mencionou na sua delação premiada que houve, sim, pagamentos que beneficiaram um político de Minas

Depois de quase dez dias de críticas e polêmicas, uma pergunta continua agitando o meio político de Minas Gerais: quem recebeu o carregamento de R$ 1 milhão que o doleiro Alberto Youssef afirmou ter enviado para Belo Horizonte?

O PSDB mineiro foi o primeiro a reagir porque o ex-governador e senador eleito pelo partido Antonio Anastasia foi envolvido no caso. Em depoimento prestado no fim do ano passado e noticiado há cerca de dez dias pelo jornal "Folha de S. Paulo", um ex-policial de nome Jayme Alves disse que entregou uma mala com essa quantia, a mando de Youssef, a um homem que mais tarde disse ter identificado como sendo Anastasia. O episódio teria ocorrido em 2010.

"O que nós sabemos é que o dinheiro foi para Belo Horizonte, para um endereço", disse ao Valor Antonio Figueiredo Basto, defensor de Youssef. "Não posso falar para quem foi, para quem não foi, como foi. "Eu só sei que foi remetido R$ 1 milhão para Belo Horizonte. Não sei a data. Temos de esperar a abertura da investigação."

Basto disse que não pode dizer se os recursos distribuídos em Minas foram para alguma campanha eleitoral. "Pode ser como pode não ser. Eu não ouvi nada de campanha."

Mas ele deu uma indicação: "Isso vai ser esclarecido quando, em fevereiro, o Supremo [Tribunal Federal] der a abertura dos inquéritos das colaborações processuais, esse fato vai se esclarecer". Como o Supremo se encarrega dos casos de quem tem foro privilegiado, Basto pareceu se referir a algum político. Em fevereiro, os ministros da corte voltam do recesso.O PT  fala em criação de CPI na Assembleia Legislativa para apurar o episódio.

Em 2010, Anastasia disputou contra Hélio Costa (PMDB), que liderou as pesquisas de intenção de voto até boa parte da disputa. O recurso que Youssef diz ter enviado a Belo Horizonte poderia ter chegado de alguma outra forma à campanha do PSDB, PSDB que estava no governo de Minas desde 2003

"Isso é possível." A frase não é de um petista, mas foi dita esta semana à reportagem, como resposta à pergunta, por um tucano de Minas Gerais. A fonte, que pediu para não ter seu nome citado, disse que ao considerar essa possibilidade fala não de possíveis recursos da Petrobras, mas de recursos "não contabilizados" de empreiteiras. E acrescentou: "E se veio, foi para a campanha majoritária também". A mesma fonte disse, entretanto, que jamais isso teria passado pelas mãos de Anastasia e que não se ouviu o nome de Youssef no meio político em Minas na época.

O PSDB saiu fraturado das últimas eleições para governador de Minas no ano passado. O candidato escolhido por Aécio, Pimenta da Veiga, foi derrotado no primeiro turno e enfrentou pesado fogo amigo durante a campanha.

Os dois comentários destoam dos de outros tucanos que participaram da campanha daquele ano. Um deles, o presidente do PSDB de Minas, na época, Nárcio Rodrigues disse: "Nós nunca trabalhamos assim. Não é nosso esquema. E a orientação da campanha era que toda a captação fosse dentro das regras da lei." Anastasia está em férias no exterior. A assessoria de imprensa dele não conseguiu contactá-lo.

Segundo uma das fontes, diretamente envolvida nessa investigação e com acesso aos autos, o pagamento enviado por Youssef envolveu repasse a uma empreiteira de "menor porte", via doação eleitoral devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

"Youssef mencionou na sua delação premiada que houve, sim, pagamentos que beneficiaram um político de Minas Gerais", disse ao  jornal Valor Economico.

Reis do estelionato


 Em 19 de maio de 2014, este colunista escreveu um artigo intitulado O racionamento da verdade em SP . Tratava da falta d água, visível a olho nu mas negada com veemência pelo Palácio dos Bandeirantes. Um trecho:

Tudo não passaria de caprichos da natureza se o colapso não fosse anunciado. Em metade da região metropolitana, São Paulo convive com a perda física de água de 45% no caminho que vai da represa ao consumidor.

Pelo menos desde maio do ano passado [ou seja, em 2013!] o nível do sistema Cantareira vem definhando. O que foi feito? A Sabesp, controlada pelo Estado, não explica. Em compensação, os moradores receberam um encarte com o pomposo nome de Relatório Anual de Qualidade da Água relativo a...2013! Talvez porque não tenha sobrado água nem para fazer exames mais recentes.

Dito e feito. Atualmente, nem sequer o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, é capaz de admitir que o Estado escapou do racionamento. Reconhece, implicitamante, que mentiu descaradamente com fins eleitorais enquanto milhares de famílias conviviam com a torneira seca.

E daí? Nada. A Assembleia Legislativa, salvo raríssimas exceções na área de direitos humanos, é um escárnio à democracia. Não se encontra um parlamentar disposto a comprar uma briga com o governo estadual. O pessoal esconde-se na condição de minoria, esquecendo que nunca serão maioria a prosseguir na base do compadrio subserviente. Os resultados das eleições falam por si. Pagam-se milhões para que deputados encenem debates, apresentem propostas diante de plenários esvaziados e depois concorram a reeleições. A Câmara Municipal paulistana não fica muito longe disso.

São Paulo vive tempos de faroeste. Estimula-se a delação, sem prêmio mesmo, para quem descobrir alguém usando água fora do figurino oficial. Contudo, dos anos e anos em que nada se fez como prevenção e descontando declarações protocolares, silêncio absoluto nas instâncias políticas de situação ou oposição. Melhor para os acionistas privados da Sabesp. Vendida a preço de banana, a Eletropaulo também faz troça do contribuinte. Este tenta se defender como pode. Sequestra funcionários da empresa cobrando como resgate a volta da energia. Depois, todos caem na cervejinha. Dá para acreditar?

E ainda tem gente lamentando que o pessoal vira as costas para a política. Ainda bem. Por que a política predominante no Brasil, infelizmente, é a política dos que só se lembram do povo na hora do voto. Depois hibernam quatro anos apostando em discursos e na falta de memória alheia.

A falta de compromisso de governantes e legisladores com o povo eleitor é o principal motivo de descrédito. A única coisa democrática é a distribuição da irresponsabilidade. Tome-se o caso de Brasília. O governador Agnelo Queiroz, do PT, deixou a capital do país em petição de miséria. Passou o mandato inteiro equilibrando-se entre acusações de corrupção e liminares judiciais. Findo seus quatro anos, vai para Miami gozar (ou prolongar) férias. O partido se cala, e a cidade que se dane.

Certos estão os metalúrgicos do ABC. Fraudados em direitos estabelecidos no papel passado, saíram à luta sem esperar benesses de engravatados. Não aceitaram demissões. Fizeram greve --veja só, a boa e antiga greve!-- e o patronato cedeu.

É o que tende a acontecer nas companhias envolvidas no escândalo da Petrobras. Os operários nada têm a ver com as maracutaias misturando governo, partidos e empresários muitíssimo bem estabelecidos. Como sempre, a conta está sendo espetada nos primeiros na forma de demissões em massa. Quem quiser realmente mudar a política tem que olhar para este lado, e não fingir audácia em tertúlias nos corredores do Congresso.  Por Ricardo Melo, na Folha

Volkswagen readmite 800 funcionários e greve de dez dias acaba


Trabalhadores da fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, aprovaram nesta sexta-feira fim de uma greve que já durava 10 dias depois que a montadora aceitou readmitir 800 funcionários da unidade demitidos no início do ano.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a companhia apresentou uma nova oferta na negociação trabalhista iniciada no final do ano passado. Com isso, a produção na fábrica será retomada a partir da próxima segunda-feira, informou a entidade.

A nova oferta aprovada, além da readmissão dos demitidos, prevê que a montadora alemã fará investimentos adicionais na fábrica de São Bernardo do Campo para adaptá-la para uma nova plataforma global de veículos da marca e produção de um novo modelo, informou o sindicato. Não foram divulgados valores de investimentos previstos ou qual modelo novo será produzido.

O acordo também cria estabilidade de emprego para os funcionários da fábrica até 2019 e aumento real nos salários dos trabalhadores a partir de 2017 até 2019. Em 2016, ocorrerá reposição da inflação e neste ano o reajuste se dará na forma de participação nos lucros, disse o sindicato.

Anteriormente, a Volkswagen afirmava que as demissões dos trabalhadores tinham como objetivo criar condições para "um futuro sólido e sustentável para a Unidade Anchieta (fábrica de São Bernardo do Campo), tendo como base o cenário de mercado e os desafios de competitividade".

A empresa também afirmou quando do anúncio das 800 demissões, no início do mês, que os cortes eram uma primeira etapa de adequação de efetivo em meio a uma urgente necessidade de otimização de custos.

A Volkswagen terminou 2014 com vendas de 576,6 mil automóveis e comerciais leves, queda de 13,5 por cento sobre 2013, recuo maior que a queda de cerca de 7 por cento sofrida pelo segmento como um todo no ano passado.

Volkswagen readmite 800 funcionários e greve de 10 dias em SP acaba -  Reuters

Dilma defende regulação de mídia em página no Facebook


Vídeo postado na rede traz depoimentos da presidente e do Ministro das Comunicações (Veja aqui)
A regulação econômica da mídia  foi defendida ontem na página da presidenta Dilma  no Facebook, que é administrada pelo PT. O perfil exibiu um vídeo onde a presidente Dilma aparece falando sobre a formação de monopólios e oligopólios da economia de forma geral. O ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, fala em seguida e defende a liberdade de expressão no país. O vídeo, de 1h28, mostra gráficos que pedem às pessoas que "não confundam" regulação econômica da mídia e controle de conteúdo.

"A regulação econômica da mídia não tem nada a ver com controle do conteúdo ou censura. Na verdade, vai evitar monopólios e oligopólios e garantir a pluralidade de opiniões e manifestações culturais, tudo já previsto na nossa Constituição, mas sem ter sido regulamentado. Assista ao vídeo e entenda!", iniciava o material.

A presidente Dilma disse que a concentração econômica causa "assimetrias".

"Então, acredito que regulação, ela tem uma base. Regular qualquer segmento tem uma base, que é a base econômica. A concentração de poder econômico dificilmente leva a relações democráticas e leva a relações assimétricas", disse Dilma.