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terça-feira, 25 de novembro de 2014

A Globo vai noticiar no JN? PF desbarata sonegação bilionária no RJ.

A Operação "Alcateia Fluminense" da Polícia federal ocorreu nesta terça-feira (25), desbaratando um esquema de corrupção dentro da Receita Federal de Niterói (RJ).

Auditores que fiscalizavam empresas deixavam sonegar em troca de propina.

A corregedoria da Receita, que participou da operação junto com a PF, estima que a sonegação de impostos pode passar de R$ 1 billhão, ao longo de 15 anos de corrupção. Dez funcionários estão envolvidos, a maioria com mais de 20 anos de Receita.

“Quem pagou propina vai ter que pagar o imposto outra vez. Quem paga mal, paga duas vezes”, disse a superintendente regional da Receita Federal, Eliana Pereira. Já foram abertas 40 auditorias nessas empresas para refazer as cobranças.

A operação mobilizou 248 policiais federais e 54 servidores da Receita. Visou cumprir 29 mandados de busca e 35 de condução coerciva.

“Além de termos ouvido muita gente, conseguimos grande quantidade de material para juntar no inquérito que deve ser concluído até o final deste ano”, disse Roberto Maia, delegado da Polícia Federal em Niterói.

Os funcionários da Receita que forem culpados poderão pegar de 2 a 12 anos de prisão. Os empresários que corromperam, além de terem que pagar o imposto devido e com multa, devem responder criminalmente por corrupção ativa. (Com informações do Terra)

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Fernando Baiano e Pedro Barusco contam que fizeram parte do governo FHC



Em depoimentos à Polícia Federal, lobista e ex-diretor contam que começaram a praticar seus crimes há mais tempo que a mídia velha tenta convencer a opinião pública
 Na sexta feira (21), o ex-gerente da diretoria de Serviços da Petrobras. Pedro Barusco, depois de fazer acordo de delação premiada como forma de diminuir seu possível tempo de prisão, relatou em depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, que recebeu cerca de US$ 100 milhões em propinas por negócios escusos na Petrobras desde 1996, no governo Fernando Henrique.Fazendo coro com Barusco, na mesma semana foi a vez de outro diretor, o lobista Fernando Antonio Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano, dizer à Polícia Federal que começou a fazer negócios com a Petrobras durante o governo do.... Leia mais aqui

Comerciantes de São Paulo fazem limpeza étnica


Nos últimos três meses, moradores de rua que se aglomeravam na região da praça Marechal Deodoro, em Santa Cecília, centro de São Paulo, têm sido impedidos de permanecer no local. Eles estariam sendo expulsos por seguranças privados, contratados por alguns comerciantes e moradores do bairro.

O trabalho é citado em ata de reunião do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) de Santa Cecília, Campos Elísios e Barra Funda, e é chamado de "limpeza".

Os comentários de participantes do encontro, realizado no dia 4 de novembro, incluem agradecimentos a ações das Polícias Militar e Civil, cujos representantes assinaram a ata, mas negaram participação no serviço de "limpeza".

O Estado entrevistou comerciantes que confirmaram a ação. "A maioria contribui mensalmente. Se você levar para a análise da segurança, tem uma pessoa na sua porta que sabe de toda a sua vida. Hoje, a segurança privada é fundamental. Não sou contra os mendigos. O Estado não pode é permitir que eles cheguem a essa situação", afirma o comerciante Roberto Laranjeira, 53, que tem uma loja na avenida São João há cinco anos.

Outro comerciante, que não quis ser identificado, diz que paga R$ 100 por mês para que os moradores de rua sejam afastados da área. "Há uns dois, três meses, eles limparam tudo na praça (Marechal Deodoro). Os seguranças vão tocando eles. Quando se deitam, falam: 'Aqui não pode'", conta.

O presidente do Conseg local, Fábio Fortes, confirma a medida. "Há três meses, eles começaram a se organizar. É a espontaneidade de condomínios, moradores e comerciantes cansados da ineficácia do poder público. E pagam. Não sei quem é [o organizador], mas, cada vez mais, as pessoas não querem ser tocadas pelo ciclo da miséria e da decadência que o poder público permite."

Pároco da Igreja de Santa Cecília, o padre Alfredo Nascimento Lima também está incomodado com a situação, embora afirme ser contrário à retirada dos moradores por seguranças. "Tivemos uma diminuição de 40% da população que vinha para a missa. Já entrei em contato com a prefeitura, mas parece que isso não incomoda ninguém do poder público."

'Orientação'
Presente na reunião, em que se afirmou que "o Capitão [da PM] agiu e o delegado agiu", o delegado do 77.º DP (Santa Cecília) Wilson Roberto Zampieri nega ações contra os moradores de rua e diz que eles não causam problemas para a Polícia Civil, que concentra as iniciativas contra usuários de drogas e criminosos.

Zampieri diz que dá "orientação". "Chega a denúncia que o morador de rua está com arma branca, ameaçando, e a gente vai lá e conversa, fala para não ficar durante o dia na frente do comércio. É orientação, porque é problema social. Eles entendem. A gente conversa para evitar o transtorno dos moradores e dos comerciantes."

Comandante da 2ª Companhia do 13º Batalhão de Polícia Militar, o capitão Helde Bezerra da Silva disse que "desconhece" a atuação dos seguranças privados e afirmou que a corporação não age contra moradores de rua. "A Polícia Militar não é ferramenta de higienização social."

Sobre a "ação" citada na ata do Conseg, ele diz que pode ter relação com a ampliação do patrulhamento local. "Se o policiamento é intensificado e a aglomeração de moradores de rua decide sair dali por algum motivo, é outra questão." As informações são do jornal "O Estado de S.Paulo".

PAC 2 vai investir em pacote de obras de cerca de R$ 3 bilhões em favelas do Rio


Foco será saneamento, mas também estão previstos centros de cultura e capacitação


O PAC 2 vai investir cerca de R$ 3 bilhões em obras de urbanização em comunidades dos complexos do Lins, da Tijuca e do Jacarezinho, além da Rocinha e da Mangueira. De acordo com a Secretaria estadual de Obras, entre os projetos de infraestrutura se destacam a implantação de saneamento básico, abastecimento de água e drenagem pluvial em quase 100% da área de cada favela contemplada. Também estão previstas obras de acessibilidade que têm como objetivo garantir a circulação de automóveis e caminhões inclusive em terrenos íngremes e acidentados. Haverá ainda intervenções nas áreas de habitação, cultura, esportes e lazer.

Na Mangueira, está programada a criação de um corredor cultural no entorno da quadra da escola de samba da comunidade. Casas nas quais moraram Cartola e outros baluartes receberão placas de identificação e passarão a fazer parte de um roteiro que tem como meta incentivar a integração com o asfalto e o turismo. A comunidade deverá ganhar ainda dois planos inclinados, uma escola e uma biblioteca-parque, entre outras obras.

No Complexo da Tijuca, as comunidades do Borel, da Formiga e do Salgueiro receberão, além de obras de saneamento, os chamados Centros de Arquitetura Sustentável e Transmissível, que serão locais para o desenvolvimento de projetos ambientais e de economia sustentável.

O PAC 2 também prevê melhorias para as 15 comunidades que formam o Complexo do Lins, onde moram aproximadamente 20 mil pessoas. Entre as obras previstas está a construção de um centro de capacitação técnica. No Complexo do Jacarezinho, a expectativa é acabar com os alagamentos no Buraco do Lacerda e a abertura de uma biblioteca digital, a Nave do Conhecimento.




domingo, 23 de novembro de 2014

Estadão tenta assassinar reputação de Humberto Costa, que se defende abrindo seu sigilo bancário.

Em 2010 o jornal Estadão noticiava que Humberto Costa havia sido inocentado de acusações falsas feitas em 2006.
Agora o jornalão publica outras acusações com forte cheiro de que são falsas de novo.
Hoje o jornal Estadão traz como principal manchete de primeira página "Líder do PT recebeu R$ 1 mi da Petrobras, diz ex-diretor". Refere-se às eleições de 2010, quando Humberto Costa, atual líder do PT no Senado, candidatou-se a senador.

Aí a gente lê a notícia é vê coisas absurdas, como "Paulo Roberto Costa afirmou que o dinheiro saiu da cota de 1% do PP". Ora, o PP não tinha nem suplente de Humberto Costa, e o candidato a governador foi do PSB, Eduardo Campos, então não tem a menor lógica o PP colocar azeitona na empada do PT na eleição para o Senado em Pernambuco.

Quem no PP que mandou? A reportagem nada diz.

Depois aparece outra pérola de mau jornalismo: "Ele [Paulo Roberto] não soube informar como ocorreu o repasse do dinheiro...".

Ora, se um delator ouviu o galo cantar e nem sabe aonde, o jornal tinha uma pauta para apurar se quisesse prosseguir no assunto, mas jamais publicar uma matéria para ser manchete de primeira página, assassinando a honra dos outros, em bases duvidosas.

Humberto Costa já foi acusado injustamente de envolvimento na Operação Vampiro, para abater sua candidatura a governador de Pernambuco em 2006. Depois que passou as eleições e ele perdeu devido ao desgaste na imagem, o Ministério Público Federal – autor da denúncia – concluiu que Humberto não estava envolvido no caso e pediu sua absolvição. O Tribunal Regional Federal da 5ª Região inocentou-o por unanimidade.

Agora fato semelhante se repete.

O senador emitiu a seguinte NOTA DE ESCLARECIMENTO:

Justifica fazer dramalhão contra Kátia Abreu na agricultura?

O bom da nossa militância é a paixão com que defendemos nossas causas. Tem gente que nunca plantou um xuxu na vida, mas "veta" apaixonadamente a possível escolha da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para o Ministério da Agricultura, seja por ideologia, seja por solidariedade a companheiros do MST que discordam da escolha.

É boa esta paixão militante, união e consciência solidária entre movimentos sociais, mas tem horas que a gente precisa olhar também racionalmente as estratégias políticas.

Compor ministérios é mais ou menos como mexer peças num tabuleiro de xadrez. Tem que olhar o efeito no tabuleiro inteiro. E olhando a disposição do tabuleiro todo, a senadora é uma boa mexida, considerando ser especificamente para este ministério.

Razões para sermos contra, todos sabemos: questões ideológicas, divergências sobre vários temas, como reforma agrária, questões trabalhistas, econômicas, sociais, indígenas, ambientais, artigos dela criticando países vizinhos "bolivarianos", ela ser egressa do DEM, etc. Somos contra a visão da senadora nestes itens. No todo ou em parte, pois ela tem se comportado de forma mais moderada com o correr do tempo, pelo menos em votações no senado.

Agora há razões que justificam sua nomeação:

1) Ela está cogitada apenas para ministra da agricultura e o cargo hoje tem funções econômicas de continuar desenvolvendo o agronegócio, pouco apitando nos temas sociais, tratados em outros ministérios e no Congresso Nacional.

2) No senado, Kátia Abreu pode ser reacionária ou, pelo menos, de centro direita, dependendo do tema. No Ministério da Agricultura, se confirmada, ela será desenvolvimentista e pragmática. Em recente artigo dela Folha de São Paulo, mandou às favas o embargo dos EUA e Europa à Rússia devido à intervenção na Crimeia (Ucrânia), e comemorou o aumento das exportações brasileiras de produtos do agronegócio para os russos justamente por causa do embargo.

3) Desde 2003, a genialidade política de Lula criou o Ministério do Desenvolvimento Agrário, separado do da Agricultura, para cuidar da reforma agrária, da melhor distribuição da renda no campo, de elevar camponeses pobres para a classe média, de criar oportunidades de renda e de elevar a qualidade de vida e condições de trabalho e de estudo no campo, de qualificação técnica e profissional para trabalhadores e pequenos produtores.

sábado, 22 de novembro de 2014

Veja bate recorde de capa mais idiota. Só prova honestidade de Dilma.

A revista Veja desta semana deu mais um vexame e corre o risco de entrar para o livro dos recordes como a reportagem mais idiota do mundo.

Querendo derrubar Dilma, só provou a honestidade da presidenta. Pois a revista e seus vazadores vasculharam, procuraram coisas no material da Operação lava-jato e só conseguiram achar um email sem nada suspeito, de Paulo Roberto Costa para Dilma, em 2009, quando ela era ministra da Casa Civil e ele era diretor da Petrobras.

Até os assinantes burros da Veja (para continuar assinando a Veja tem que ser muito burro), se lerem o email com objetividade chegarão à conclusão:

1) O email não tem nada de mais, nem nada suspeito. Poderia ser publicado no Diário Oficial, como um ofício qualquer de um órgão para outro.

2) O conteúdo do email apenas encaminha para Dilma cópia do relatório do TCU que recomendava paralisação de obras em refinarias. O relatório é público, não contendo nenhum segredo, e foi enviado tanto à Petrobras como a própria Casa Civil recebeu também diretamente do TCU.

3) Só mostra que Dilma é honesta, trabalhadora e exigente em ser informada sobre qualquer coisa que afetasse o cronograma das obras do PAC que seu ministério acompanhava na época. Um diretor recebeu um relatório que poderia afetar o andamento e encaminhou como, provavelmente, deveriam fazer todos os funcionários que tivessem responsabilidade sobre o andamento de obras.

4) O email usou endereço oficial de trabalho da Petrobras para o endereço oficial de trabalho da Casa Civil no Palácio do Planalto.

5) Foi enviado por uma funcionária de Paulo Roberto a pedido dele e endereçado para o então chefe de gabinete da Casa Civil, com cópia para o endereço genérico do gabinete da Casa Civil, que deve ser processado por funcionários. Portanto não se trata de qualquer comunicação sigilosa, nem pessoal.

6) O texto mostra que Paulo Roberto Costa não tinha a menor proximidade com Dilma, pelo tratamento formal.

Eis a íntegra transcrita do e-mail, segundo a Veja:
De: lucosta@petrobras.com.br Em nome de pcosta@petrobras.com.br
Enviada em: terça-feira, 29 de setembro de 2009 19:53
Para: pedro.dalcero@planalto.gov.br; gabinetecasacivil@planalto.gov.br
Assunto: TCU. FISCOBRAS 2009 – OBRAS COM RECOMENDAÇÃO DE PARALISAÇÃO. Situação da REPAR, Refinaria Abreu e Lima e Construção de terminal de granéis líquidos no porto de Barra do Riacho/ES.
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Senhora Ministra Dilma Vana Rousseff,
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Seguem em anexo os dados do TCU (FISCOBRAS 2009) com a recomendação de paralisação de três obras do Abastecimento:
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1) RNEST (Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco);
2) REPAR (Refinaria Getúlio Vargas, no Paraná) e
3) Terminal de granéis líquidos no Espírito Santo – Obra do Plangás (GLP).
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Conforme consta na nota, os processos são preliminares, não representando a posição final do TCU, assim como o TCU está enviando a CMO (Comissão Mista de Orçamento) do Congresso Federal, a quem compete a paralisação ou não das obras.
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No ano de 2007, o TCU propôs a paralisação de quatro obras da Petrobras, não tendo tal posicionamento sido ratificado pelo Congresso Nacional.
Como se vê, não há nada no email que indique maracutaia.

A Veja trata seus leitores como sendo tão burros, que "interpreta" o email como se o próprio Paulo Roberto Costa estivesse se auto-denunciando na época.

A Presidência da República emitiu a seguinte nota sobre a revista:

Nota à imprensa sobre reportagem da revista Veja

A reportagem de capa da revista Veja de hoje é mais um episódio de manipulação jornalística que marca a publicação nos últimos anos.

Passadas as eleições, jornalão desmente factóide contra Padilha.

Logo que Alexandre Padilha começou a incomodar com sua candidatura a governador de São Paulo, vasculharam a vida dele, da família dele, do cachorro de estimação, ofereceram "delação premiada ao papagaio da vizinha" (ironia, hein gente) e tudo o que fosse imaginável.

Como não acharam nada, choveram factóides. Um deles foi sobre um convênio com a ONG Koinonia para um programa de prevenção da Aids entre jovens nas comunidades onde a entidade atua há anos.

O convênio nem havia sido executado, nenhum pagamento foi feito, não havia nenhuma irregularidade para ser denunciada, mas nosso "glorioso" PIG (Partido da Imprensa Golpista) demonizou a instituição porque, além de ser dedicada a trabalhos com pobres e pretos, um dos fundadores foi Anivaldo Padilha, pai do então ministro da Sáude. Isso mesmo sabendo que Anivaldo já não fazia mais parte da direção da entidade desde 2009.

Agora, depois de passadas as eleições, com Alckmin reeleito governador de São Paulo e Aécio derrotado por Dilma, surge essa notinha bem pequena na coluna do jornalista Ilimar Franco de "O Globo":
Barra limpa - O TCU decidiu que todos os convênios da ONG Koinonia são legais. O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha está aliviado. O seu pai, Anivaldo, foi um dos fundadores da instituição. A investigação foi feita a pedido do PSDB paulista.
O que os jornalões paulistas Folha e o Estadão, que fizeram manchetes espalhafatosas durante dias, que funcionaram como campanha para Alckmin e Aécio, tem a dizer?

Propinas começaram no governo FHC, afirma Fernando Soares


Jornal carioca afirma: Lava Jato: campanha de Aécio teria levado dinheiro sujo

Fernando Antonio Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano disse à Polícia Federal que começou a fazer negócios com a Petrobrás no governo Fernando Henrique Cardoso. "Por volta do ano de 2000, ainda durante a gestão Fernando Henrique, celebrou um contrato com uma empresa espanhola, de nome Union Fenosa, visando a gestão de manutenção de termelétricas",a empresa acabou sendo contratada, disse em depoimento o empresário

Com esse depoimento, é a segunda vez que aparece as digitais do PSDB na propina da Petrobras. A primeira,  também foi outro empresário  que denunciou: O dono da UTC, Ricardo Pessoa, disse em depoimento à Polícia Federal que tinha contato mais próximo com o arrecadador de campanha do PSDB, o Doutor Freitas (Leia aqui)

Fernando Soares afirmou que quando intermediou seu primeiro contrato com a Petrobrás, no governo FHC,o País vivia"o apagão da energia" e a estatal buscava parceiros internacionais "na área de produção de energia e gás". Segundo ele, técnicos brasileiros foram à Espanha na época para conhecer a tecnologia da empresa que ele representava.

A Policia Federal declarou que  suspeita que o reduto de ação de Fernando Baiano na Petrobrás era a área Internacional, que foi comandada por Nestor Cerveró. Ele disse que conheceu Cerveró "ainda no governo Fernando Henrique". Na ocasião, segundo ele, Cerveró era gerente da Petrobrás.

Soares,declarou que "soube recentemente" que Cerveró foi uma "indicação política" do PMDB, mas que achava que o ex-diretor de Internacional "sempre fosse vinculado ao PT", e não era. Fernando Baiano disse que "soube que o diretor que assumiu o cargo no lugar de Cerveró era indicação do PMDB".

Ele declarou que recebeu o doleiro Alberto Youssef no Rio de Janeiro "apedido" do então diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa. O encontro, segundo Fernando Baiano, ocorreu "logo após a morte do deputado José Janene".

Sobre o doleiro Alberto Youssef - alvo central da Operação Lava Jato - Fernando Baiano disse que ele lhe pediu que "fizesse doações para campanhas políticas".O mais interessante é que tanto a Polícia Federal, como o juiz que estava presente no interrogatório, não perguntou para quais  campanha e nem para quais partidos

O doleiro, segundo Fernando Baiano, teria sugerido que "alguma empresa" por ele representada também fizesse doações de campanha. O operador do PMDB negou que tivesse repassado valores para Youssef.


Jornal O Povo do Rio: Lava Jato: campanha de Aécio teria levado dinheiro sujo

A Operação Lava Jato jogou luzes sobre o personagem que arrecadava recursos para o PSDB, na campanha presidencial de 2014, do senador Aécio Neves (PSDB-MG), junto a grandes empreiteiras.

Trata-se de Sérgio de Silva Freitas, executivo egresso do banco Itaú. Seu nome apareceu no depoimento de Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, à Justiça Federal.

 "Dr. Freitas", um personagem que não consta como tesoureiro oficial do PSDB, mas que circula nas sombras da arrecadação de campanhas - oficialmente, o tesoureiro da campanha de Aécio foi o ex ministro de FHC José Gregori.

"Dr. Freitas" foi ouvido em reportagem desta sextafeira dos jornalistas Aguirre Talento, Gabriel Mascarenhas e Rubens Valente, da Folha de S. Paulo.

Ele admite ter procurado o empreiteiro, mas nega qualquer pedido de recursos. Diz que foi lá só para tentar convencê-lo a doar.

"Era um grupo de pessoas que fazia isso para o partido. Normalmente. Assim como foi feito com todos os doadores", disse.

"Os integrantes desse grupo são todos ligados ao partido, todo mundo se esforçou por isso, eu sou um de muitos", disse "Dr. Freitas".

Aparentemente, o "convencimento" deu certo. Segundo dados da Justiça Eleitoral, nas eleições de 2014 a UTC doou R$ 2,5 milhões ao comitê do PSDB para presidente e mais R$ 4,1 milhões aos comitês do partido em São Paulo e em Minas Gerais, além de R$ 400 mil para outros candidatos tucanos.

Leia também: Polícia Federal chega no 'Doutor Freitas' e Aécio Neves desaparece

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Polícia Federal chega no 'Doutor Freitas' e Aécio Neves desaparece


Após depoimentos de executivos que fizeram acordos de delação premiada afirmando que existia um 'clube' de empreiteiras que fraudava licitações e pagava propinas, misteriosamente o tucano sumiu da imprensa

 Depois de muita enrolação, com direito a manchete do tipo: “Doações de investigadas na Lava Jato priorizam PP, PMDB, PT e outros”, para não citar PSDB, apareceu o Doutor Freitas. Notinhas tímidas, em letras miúdas, no rodapé de  páginas dos grandes jornais informam que  o dono da UTC, Ricardo Pessoa, disse em depoimento à Polícia Federal que tinha contato mais próximo com o arrecadador de campanha do PSDB, o Doutor Freitas, Sérgio de Silva Freitas, ex-executivo do Itaú que atuou na ..Leia mais aqui

Dilma escolhe Armando Monteiro para ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio



O senador Armando Monteiro (PTB-PE) que  se reuniu nesta sexta-feira (21) com a presidente Dilma e o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, no Palácio da Alvorada em Brasília, é o novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio

O nome de Monteiro  foi escolhido para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), por ser ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Deputado do PSDB mais rico do Brasil diz ser pobre e pede para não pagar R$ 910


A Justiça negou o pedido de benefício de assistência judiciária integral e gratuita feito pelo deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB). O deputado estava respondendo a um processo judicial, foi condenado, e deve arcar com todos os custos do processo que inclui, por exemplo, o pagamento de honorários dos advogados das partes envolvidas.Kaefer, é  o deputado federal mais rico eleito em 2014, disse à Justiça que não tem como pagar as custas, no valor de R$ 910.

De acordo com a decisão publicada na quarta-feira (19), o deputado não se manifestou dentro do prazo estabelecido e também não comprovou que o pagamento das custas causaria desequilíbrio financeiro ou atingiria a manutenção das necessidades da família.

A juíza da 1ª Vara Cível de Cascavel, no oeste do Paraná, Gabrielle Britto de Oliveira, indeferiu o pedido afirmando que Kaefer usou de má fé, já que ele é um dos proprietários de uma empresa frigorífica com filiais em vários estados. “Não é crível que o embargante [Alfredo Kaefer], com patrimônio declarado de mais de 100 milhões de reais, teria sua situação financeira abalada pelo pagamento das custas do processo. Seria, no mínimo, total falta de bom senso acreditar nisso”, escreveu.

Na decisão, a juíza aponta que "a fim de justificar o requerimento para concessão do benefício, o embargante alega que, na condição de avalista dos contratos de sua empresa, vem sofrendo diversas cobranças judiciais tendo que arcar com muitas custas processuais. Aduz, ainda, que a única renda que obtém é a do cargo público que ocupa e que o pagamento destas custas importaria em um desiquilíbrio financeiro que atingiria a manutenção das necessidades da família". 

De acordo com a Câmara dos Deputados, a remuneração mensal bruta dos deputados federais é de R$ 26.723,13.Kaefer tem o prazo de dez dias após o recebimento da notificação, para pagar, em até dez vezes, as custas do processo. Informações do G1

Lula: Para a oposição e imprensa, disputa eleitoral ainda não acabou


O ex-presidente Lula disse ontem  que para  a oposição a e a imprensa a disputa eleitoral ainda não acabou. Lula defendeu a presidente Dilma  e afirmou que o segundo mandato  da presidente será uma "surpresa" e que Dilma vai  fazer o melhor governo do país.

Lula afirmou que a presidente dará um "show" nos próximos quatro anos. "Tenho a convicção de que aqueles que estão atacando a presidente Dilma - e parece que as eleições não acabaram ainda - vão ter uma surpresa com o segundo mandato. Vão ter uma surpresa extraordinária porque ela sabe que tem que fazer o melhor governo desse país", disse Lula, ao discursar no evento do Cultivando Água Boa, programa de sustentabilidade desenvolvido pela Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR).

Lula teve dois encontros com Dilma em Brasília, para discutir o segundo mandato, a escolha dos novos ministros - especialmente o da Fazenda

 Lula lembrou das dificuldades enfrentadas em seu primeiro mandato, marcado pelo mensalão. "Não foi fácil. Tentaram até falar em impeachment para mim. Eu disse a eles: "Vocês querem impeachment? Nós vamos disputar é na rua. Vamos para a rua conversar com o povo"", afirmou. O ex-presidente reclamou dos adversários e disse que eles "têm que aprender a respeitar o resultado das urnas".

"As pessoas precisam parar de achar que democracia só existe quando eles governam o país".

Lula disse ainda que Dilma é vítima do preconceito de classe, por promover políticas públicas voltadas para os mais carentes. "O ódio demonstrado contra a presidente Dilma não é porque em nenhum momento ela prejudicou o sistema financeiro, os empresários. O ódio é exatamente porque a filha do pequeno agricultor está virando doutora neste país. É porque um catador de papel já não anda mais de cabeça baixa como se fosse um cidadão de quinta categoria." Em novos ataques aos meios de comunicação, o ex-presidente afirmou que a "televisão brasileira prefere mostrar as coisas que não deram certo nesse país" e que a "imprensa tem predileção para anunciar desgraça".

Lula sinalizou que pretende se manter na vida política e, em tom de brincadeira, disse que tem pedido em suas orações por mais alguns anos de vida. "Tenho conversado com Deus todo dia: "Ó, o céu pode ser muito bom, mas quero ficar na Terra mais um pouco. Pode ir levando quem você quiser, mas me deixa aqui um pouco mais, porque acho que temos coisa para fazer neste país." 

Depois da visita a Foz do Iguaçu, Lula cancelou a agenda que teria no Uruguai, por conta da morte do ex-ministro da Justiça de seu governo Márcio Thomaz Bastos, e voltou para São Paulo para o velório e enterro do criminalista. Visivelmente abalado, Lula pediu um minuto de silêncio no evento.

Nunca se roubou tão pouco, diz empresário tucano


Empresário do  PSDB, afirma que a coisa já foi pior.Propina na Petrobras foi cobrada nos anos 70 80 e 90,diz empresário tucano Ricardo Semler.'Era impossível' não pagar.

Não sendo petista, e sim tucano, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país

Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos 70. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos 80, 90 e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito.

Não há no mundo dos negócios quem não saiba disso. Nem qualquer um dos 86 mil honrados funcionários que nada ganham com a bandalheira da cúpula.

Os porcentuais caíram, foi só isso que mudou. Até em Paris sabia-se dos "cochons des dix pour cent", os porquinhos que cobravam 10% por fora sobre a totalidade de importação de barris de petróleo em décadas passadas.

Agora tem gente fazendo passeata pela volta dos militares ao poder e uma elite escandalizada com os desvios na Petrobras. Santa hipocrisia. Onde estavam os envergonhados do país nas décadas em que houve evasão de R$ 1 trilhão --cem vezes mais do que o caso Petrobras-- pelos empresários?

Virou moda fugir disso tudo para Miami, mas é justamente a turma de Miami que compra lá com dinheiro sonegado daqui. Que fingimento é esse?

Vejo as pessoas vociferarem contra os nordestinos que garantiram a vitória da presidente Dilma Rousseff. Garantir renda para quem sempre foi preterido no desenvolvimento deveria ser motivo de princípio e de orgulho para um bom brasileiro. Tanto faz o partido.

Não sendo petista, e sim tucano, com ficha orgulhosamente assinada por Franco Montoro, Mário Covas, José Serra e FHC, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país.

É ingênuo quem acha que poderia ter acontecido com qualquer presidente. Com bandalheiras vastamente maiores, nunca a Polícia Federal teria tido autonomia para prender corruptos cujos tentáculos levam ao próprio governo.

Votei pelo fim de um longo ciclo do PT, porque Dilma e o partido dela enfiaram os pés pelas mãos em termos de postura, aceite do sistema corrupto e políticas econômicas.

Mas Dilma agora lidera a todos nós, e preside o país num momento de muito orgulho e esperança. Deixemos de ser hipócritas e reconheçamos que estamos a andar à frente, e velozmente, neste quesito.

A coisa não para na Petrobras. Há dezenas de outras estatais com esqueletos parecidos no armário. É raro ganhar uma concessão ou construir uma estrada sem os tentáculos sórdidos das empresas bandidas.

O que muitos não sabem é que é igualmente difícil vender para muitas montadoras e incontáveis multinacionais sem antes dar propina para o diretor de compras.

É lógico que a defesa desses executivos presos vão entrar novamente com habeas corpus, vários deles serão soltos, mas o susto e o passo à frente está dado. Daqui não se volta atrás como país.

A turma global que monitora a corrupção estima que 0,8% do PIB brasileiro é roubado. Esse número já foi de 3,1%, e estimam ter sido na casa de 5% há poucas décadas. O roubo está caindo, mas como a represa da Cantareira, em São Paulo, está a desnudar o volume barrento.

Boa parte sempre foi gasta com os partidos que se alugam por dinheiro vivo, e votos que são comprados no Congresso há décadas. E são os grandes partidos que os brasileiros reconduzem desde sempre.

Cada um de nós tem um dedão na lama. Afinal, quem de nós não aceitou um pagamento sem recibo para médico, deu uma cervejinha para um guarda ou passou escritura de casa por um valor menor?

Deixemos de cinismo. O antídoto contra esse veneno sistêmico é homeopático. Deixemos instalar o processo de cura, que é do país, e não de um partido.

O lodo desse veneno pode ser diluído, sim, com muita determinação e serenidade, e sem arroubos de vergonha ou repugnância cínicas. Não sejamos o volume morto, não permitamos que o barro triunfe novamente. Ninguém precisa ser alertado, cada de nós sabe o que precisa fazer em vez de resmungar.

RICARDO SEMLER, 55, empresário, é sócio da Semco Partners. - Artigo na Folha

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Nem TCU escapa dos males do financiamento de empresas a campanhas eleitorais.

Ministros do tribunal de contas que já tiveram campanhas eleitorais custeadas por empresas encrencadas no próprio tribunal enfrentam situações conflitantes com os fundamentos republicanos.
(...)
Vejamos um exemplo: o atual presidente do TCU, Augusto Nardes, era deputado do PP no ano de 2004 e vice-presidente nacional do partido que apoiou a nomeação do ex-diretor Paulo Roberto Costa na Petrobras. 
(...)
a coluna "Painel" da Folha de S.Paulo noticiou "(...) Em 2005, quando Severino Cavalcanti (PP-PE) presidia a Câmara, Costa atuou para instalar o ex-deputado Augusto Nardes no TCU. Pelo gabinete do ministro transitam processos que envolvem a Camargo [Correa]".
(...)
Em 2004, quando era deputado, Nardes respondeu à Ação Penal 363 no STF. Motivo: financiamento de campanha. Leia mais aqui.