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terça-feira, 26 de maio de 2015

Pacto federativo? Que tal TVs voltarem a pagar ICMS?


Para 'redistribuir o bolo', é preciso dividir também as responsabilidades.

 Grandes emissoras de TV têm lucros exorbitantes, mas gozam de inexplicáveis privilégios tributários
Em tempos de ajuste fiscal, quando se procura o equilíbrio entre a arrecadação e as despesas, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), encontrou-se com governadores e propôs incluir na agenda parlamentar o chamado pacto federativo. Na prática, os estados e municípios reclamam uma maior fatia do bolo dos impostos para si, reduzindo a fatia do governo federal.

Mas não há como redistribuir o bolo sem dividir também as responsabilidades pelas despesas definidas na Constituição Federal de 1988. Para citarmos um exemplo... Continue lendo aqui

PF mira em transações de banco de luxo


Polícia Federal abriu inquérito contra empresa em 2013; Justiça barrou investigação neste ano

A Polícia Federal abriu inquérito para investigar suspeitas de prática de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e crime contra o sistema financeiro envolvendo três sócios da GPS Planejamento Financeiro, líder no mercado brasileiro de gestão de grandes fortunas.

A gestora é controlada pelo private bank suíço Julius Baer Group, citado na delação premiada do ex-gerente da Petrobrás Pedro Barusco. No depoimento, o ex-executivo declarou que contratou o banco suíço para investir dinheiro arrecadado de propina que recebeu para facilitar contratos na estatal.

O inquérito envolvendo a GPS não tem, contudo, relação com a Operação Lava Jato.Ele foi aberto em outubro de 2013 e, atualmente, está suspenso liminarmente pela Justiça, que aponta supostos erros de procedimento na instalação das investigações, desde fevereiro deste ano.

Sob gestões tucanas, metrô de SP cresce lentamente, enquanto o propinão, segue rápido


Sob gestões tucanas, metrô de SP cresce tão devagar quanto antes

O ritmo de expansão do metrô de São Paulo desde 1995, quando o PSDB assumiu o governo do Estado, tem sido tão lento quanto o das gestões anteriores e muito inferior ao de outros países em condições comparáveis.

Dados obtidos pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação apontam que a gestão tucana investiu R$ 30 bilhões em trilhos, trens e estações do metrô nos últimos 20 anos, quando inaugurou 37,2 km de linhas e 27 estações.

Isso significa uma entrega de menos de 2 km de novas linhas por ano. Trata-se de um valor semelhante ao obtido entre 1974, quando o metrô entrou em operação, e 1994, quando governos da Arena, PDS e PMDB inauguraram 43,4 km e 41 estações.

O Metrô diz que as obras anteriores foram beneficiadas por investimentos iniciados em 1968 e que, nos governos do PSDB, houve também avanço significativo na melhoria de trens da CPTM.

Seul, na Coreia do Sul, inaugurou a sua malha de metrô apenas um mês antes da capital paulista, em 1974. Mas hoje, enquanto os paulistanos contam com uma rede de 80,6 km, a cidade asiática possui 326,5 km —fazendo 8 km de metrô por ano.

No ritmo atual, a capital paulista demoraria mais de 120 anos para ter uma malha similar à que dispõe atualmente a capital sul-coreana.

Também tiveram ritmo de expansão muito superior as redes de Santiago (Chile) e da Cidade do México, inauguradas em 1969 e 1975.

As perspectivas de ampliação do transporte sobre trilhos em São Paulo nos próximos anos também não são animadoras: as obras das linhas 5-lilás e 4-amarela, por exemplo, já tiveram seus cronogramas adiados neste ano.

Desde 2011, quando voltou ao poder no Estado, Alckmin entregou só 3,2 km de metrô. A conta considera os 2,3 km da linha 15-prata, que segue em testes, operando cinco horas por dia, e que não é metrô tradicional, mas um monotrilho, que usa trens com menor capacidade de usuários.

O governo atribui os atrasos a fatores como licenças ambientais e problemas com empreiteiras sob investigação.

LENTIDÃO

Ao lado do canteiro de obras da futura estação Oscar Freire, da linha 4-amarela, a cabeleireira Vânia Matos, 59, se diz entediada devido ao ritmo dos trabalhos. A promessa era que a estação fosse entregue em 2010, ainda no governo José Serra (PSDB).

Cinco anos se passaram e agora seu novo prazo é 2016. "Eu trabalho há mais de 30 anos aqui. Não vejo nada mudar há meses, apenas este trânsito aumentar. Agora piorou com duas faixas da [rua] Oscar Freire bloqueadas."

Ela conta que, quando visitou as redes de metrô de países europeus, ficou impressionada com a arquitetura pragmática das estações. "Aqui só tem obra de arte, coisa de luxo. Por que tudo isso? As pessoas só querem ir mais rápido, ter mais opções e deixar seu carro em casa."

A demora na construção da linha poderia ter poupado dinheiro e tempo do universitário Bruno Bastida, 21.

Ele estuda na Universidade Mackenzie, ao lado de onde deveria estar a estação Higienópolis-Mackenzie desde 2010. "Eu desço na estação República e, de lá, tenho de pegar um ônibus que gasta mais 15 minutos até a universidade. Se a estação estivesse concluída, além de uns 30 minutos de tempo, também economizaria uns R$ 7 por semana só com ônibus", diz.

Além da linha 4, a gestão Alckmin também postergou a entrega da linha 17-ouro (São Paulo Morumbi/Congonhas), prevista para a Copa de 2014, mas que agora só deve ficar pronta em 2016. As 11 estações da linha 5, prometidas na campanha de 2010 para serem entregues em 2014, deverão sair do papel só em 2017. As informações estão na Folha, que deve estar   fazendo birra com os tucanos

Investigação que cita Richa dá origem para para exploração sexual de menores



Investigação que cita Richa dá origem a outros dois casos

Suspeito num esquema de corrupção no Paraná, um auditor fiscal levou os investigadores à descoberta de um outro crime: uma rede de servidores e empresários para exploração sexual de menores.Em seguida, um dos envolvidos no novo caso acabou ajudando na apuração de uma fraude numa licitação de veículos oficiais, vencida por um homem que se apresentava como primo do governador Beto Richa (PSDB).

Chefiadas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime), as três investigações se cruzam, misturando sexo, corrupção e pessoas muito próximas a Richa.

A Operação Publicano, a dos auditores, é a mais robusta. Os auditores, diz o Gaeco, escolhiam uma empresa para ser "trabalhada". Avisavam sobre dívidas tributárias e ameaçavam com multas altíssimas. Ofereciam, então, uma saída: propina. "Os que não aceitavam [pagar] recebiam retaliações. Quem aceitava não era autuado, ou recebia uma multa bem menor", afirma o promotor Jorge Barreto.

Os valores variavam conforme o porte da firma, podendo passar de R$ 300 mil. Há ao menos 62 envolvidos, entre auditores e empresários.

Um dos envolvidos, Luiz Antônio de Souza, deu início a outro caso. Grampeado, descobriu-se que ele também atuava numa rede de exploração sexual infantil. Ele foi preso em flagrante no motel com uma menina de 15 anos.

Nesse caso, que envolvia meninas de 13 a 17 anos, há 18 inquéritos concluídos e outros seis em curso. "São situações que envolvem pessoas consideradas acima de qualquer suspeita, conhecidas na cidade", diz o delegado Alan Flore. O caso corre em segredo.

CAMPANHA

Em delação, Souza disse que o esquema dos auditores abasteceu a campanha de Richa à reeleição com ao menos R$ 2 milhões. O tucano nega. Chama de calúnia as denúncias que envolvem seu nome.

Barreto, o promotor, diz que as investigações estão no início e que não é possível dizer se Richa sabia das fraudes.

Além de Souza, só a auditora Ana Paula Lima continua presa. Ela é mulher de Márcio de Albuquerque Lima, ex-companheiro de corrida de Richa e ex-chefe de fiscalização do fisco, citado como líder do esquema.

Também a partir da Publicano surgiu a Operação Voldemort, referência ao vilão dos livros de Harry Potter, cujo nome, amaldiçoado, não podia ser falado. O pivô é o empresário Luiz Abi Antoun, primo de Richa (o tucano diz que o parentesco é distante).

Ele é acusado de formar organização criminosa, de falsidade ideológica e de fraudar licitação. De acordo com a denúncia, o grupo desviou recursos ao obter ilegalmente contratos para a a manutenção de carros oficiais. Ninguém está preso.

Antoun, diz o Gaeco, montou uma firma de fachada e obteve uma contratação emergencial de R$ 1,5 milhão para o serviço. Oito pessoas foram indiciadas, entre elas o empresário Paulo Midauar, um dos envolvidos na Publicano.

O fotógrafo Marcelo Caramori, ex-assessor de Richa e que chegou a ser preso na operação de exploração sexual, afirmou que Antoun era o responsável pela arrecadação de dinheiro das campanhas de Richa. .Informações da  Folha

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Após romper com PSB e PPS, PV e SD negam apoio a Marta


O PV e o Solidariedade (SD), que já se afastaram do projeto de formar uma "federação de partidos" com PSB e PPS, demonstram também que não pretendem se alinhar automaticamente para as eleições do ano que vem ou de 2018.

A aliança para as eleições era desejo do principal arquiteto da aliança, o presidente do PSB-SP e vice-governador Márcio França. Com a ameaça de uma reforma política que extermine os partidos pequenos, as duas legendas se afastaram do PSB e estudam outros caminhos.

Os presidentes nacionais do PV, José Luiz Penna, e do SD, Paulinho, disseram que não têm a intenção de apoiar a principal aposta do PSB/PPS (que caminham para uma fusão) para o ano que vem: a candidatura de Marta Suplicy para a prefeitura paulistana.

Penna disse que a prioridade do PV é ter candidatura própria e negou que o partido tenha se comprometido com uma aliança eleitoral. "Sempre tivemos a tese de candidatura própria", afirmou.

Paulinho foi mais enfático e disse que a Executiva Nacional do Solidariedade decidiu deixar a frente e que a aliança vai se dissolver também na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Dilma: Não me atemorizam



Em entrevista publicada ontem pelo jornal mexicano La Jornada, a presidente Dilma afirmou que a tese do impeachment é usada como "arma política" pela oposição e não a atemoriza. Dilma foi questionada se "um setor, uma direita, que fala muito do impeachment" representaria "uma forma de golpismo branco".

"(O impeachment) é um elemento da Constituição (...) Agora, o problema do impeachment é sem base real. E não é um processo, não é algo, vamos dizer assim, institucionalizado. Eu acho que tem um caráter muito mais de luta política (...) Ou seja, é muito mais esgrimido como uma arma política (...) Agora, a mim não atemorizam com isso. Eu não tenho temor disso, eu respondo pelos meus atos", afirmou a presidente. Ela embarca hoje para uma visita oficial de dois dias ao México.

Na semana passada, o PSDB anunciou que deixou de lado a tese do impeachment, com base em parecer do jurista Miguel Reale Junior que sugeriu uma ação penal contra a presidente por causa do atraso nos repasses de benefícios sociais. Outros partidos de oposição seguiram a decisão dos tucanos.

Na entrevista, concedida na sexta-feira passada, Dilma, sem citar nomes, disse que dos 90 mil empregados da Petrobras, "quatro funcionários foram e estão sendo acusados de corrupção" no escândalo detectado na Operação Lava Jato.

Segundo ela, a petroleira "é tão importante para o Brasil como a seleção (brasileira de futebol)". "Se a seleção brasileira é a pátria de chuteiras, a Petrobras é a pátria com as mãos sujas de óleo".

Partilha. A presidente assegurou também que não haverá mudanças no regime de partilha para exploração do pré-sal. Questionada se era "zero" o risco de voltar ao velho modelo de concessão, a presidente respondeu: "Eu acho que não é zero. Enquanto eu estiver na Presidência, é menos mil."

Dilma defendeu o financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a ampliação do Porto de Mariel, em Cuba. Ela disse novamente que o banco seguiu uma orientação de governo e não agiu por conta própria. "Não há como o BNDES financiar sem cumprir apolítica."

A presidente, que em julho irá aos Estados Unidos para um encontro com o presidente Barack Obama, falou que as relações entre Brasil e EUA viverão "um novo momento". A crise diplomática causada pelas denúncias de espionagem americana contra o governo brasileiro está sendo tratada como encerrada por ela. "O passado é o seguinte, não foi esquecido, tanto é que foi registrado", comentou. "A compreensão é que o governo Obama, nas suas atribuições, tomou as providências cabíveis".

● Responsabilidade

"O problema do impeachment é sem base real (...). Eu acho que tem um caráter muito mais de luta política (...). A mim não atemorizam com isso. Eu não tenho temor disso, eu respondo pelos meus atos"

Dilma Rousseff

Dilma no México

A presidente Dilma participa, hoje pela manhã, de reunião de coordenação política. Às 11h, viaja para a Cidade do México, onde discutirá parcerias para investimentos, Comércio e turismo. 

domingo, 24 de maio de 2015

Apesar da imprensa, PT tem aumento no número de filiados


PT continua sendo o partido  mais querido do País


O  PT registrou nos primeiros cinco meses deste ano um aumento considerável do número de filiados.Foram 16.640 filiações até sexta-feira passada. O número é 81% maior do que as 9.187 adesões contabilizadas no mesmo período do ano passado.

Para a direção do partido, o fenômeno pode ser visto como uma reação às investidas de grupos e movimentos "da direita" contra o partido nas ruas.

"Setores da base social do PT saíram em defesa do partido. Para eles, a forma de reagir é a filiação", afirma o deputado estadual José Américo Dias, secretário nacional do Comunicação do PT.

Só em abril, mês em que o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto foi perseguido  o partido por meio de doações de campanha e que 97 mil trabalhadores perderam seus empregos no Brasil, o PT ganhou 10.882 filiados, número 2.734% maior do que as 384 filiações registradas em abril do ano passado.

Segundo José Américo, outro fator que pode ter provocado o "fenômeno da filiação" é uma maior organização do partido nas redes sociais.

Preferência
 O aumento do número de filiados registrado no período  continua sendo o mais querido do País e os números do PT continuam a impressionar. O partido conta, atualmente, com 1.740.110 filiados e está organizado em 84% dos municípios brasileiros, com 3.206 diretórios municipais e 1.494 comissões provisórias.

 No ano passado, a legenda estava presente em 56% das cidades do Brasil. O número de dirigentes municipais chegou a 51.549. Além disso, cerca de 149 mil novos filiados aguardam na fila para fazer os cursos de formação política obrigatórios para a formalização das adesões ao partido. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 23 de maio de 2015

Médicos fantasmas indiciados por estelionato, prevaricação e abandono da função. Nenhum cubano


CGU e Polícia Federal na UFPR identificam “doutores” que abandonam função pública pela qual recebem, enquanto atendem em suas clínicas particulares. Os mesmos que fizeram passeata fora Dilma?
 A partir de auditoria da Controladoria Geral da União (CGU), a Polícia Federal deflagrou na quinta-feira (21) a Operação São Lucas, no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba. Dez médicos serão indiciados pelos crimes de estelionato qualificado, falsidade ideológica, prevaricação e abandono da função pública. Os “doutores” ganham salários de até R$ 20 mil como funcionários públicos concursados, mas pouco apareciam no trabalho, ou apenas batiam o ponto e iam embora atender em consultórios ou clínicas privadas, deixando desfalcado o atendimento na rede pública. O esquema incluía fraude nos cartões ponto e outras pessoas podem estar envolvidas.... Continue lendo aqui

Auditores da receita acusados de corrupção doaram à campanha do tucano Beto Richa


Auditores fiscais sob investigação fizeram doação eleitoral a Richa
Campanhas do governador tucano do PR e de aliados receberam R$ 1 mi de servidores; todos negam ilegalidade

Na mira do Ministério Público após a descoberta de um esquema de corrupção e pagamento de propina na Receita estadual, auditores fiscais do Paraná doaram à campanha do governador Beto Richa (PSDB) e a outros 25 aliados quase R$ 1 milhão no ano passado, de acordo com levantamento da Folha.
 Contribuíram para o caixa eleitoral 291 dos 933 auditores do Estado, com doações individuais. Desses, 219 foram promovidos pouco antes da campanha, em maio. A maioria foi elevada ao teto da categoria, com salários de aproximadamente R$ 30 mil.

O decreto que estabeleceu a promoção também é investigado pela Promotoria. Uma denúncia anônima sustenta que a mulher de Richa, Fernanda, teria condicionado as promoções às doações.

A Promotoria, porém, coloca parte delas em xeque, pois vieram de auditores de Londrina investigados sob suspeita de cobrar propina para reduzir ou até mesmo anular dívidas tributárias. Quinze já foram denunciados –todos fizeram doações, que somam R$ 41 mil, às campanhas.

Um dos fiscais mencionou, em colaboração com a Justiça, que a campanha de Richa recebeu R$ 2 milhões de propina da Receita, em caixa dois, no ano passado.Há suspeitas de que o mesmo esquema se replique em outras cidades do Paraná, e que as doações oficiais sejam uma forma de distribuir a propina, tal como aconteceu em obras da Petrobras.

Em Curitiba, outra operação já foi deflagrada em maio para combater o mesmo esquema. Um auditor foi preso.As doações dos auditores estão espalhadas pelo Estado, segundo as delegacias regionais em que atuam. Richa e aliados receberam 95% das contribuições da categoria. Dos 36 políticos beneficiados, 26 são da base do tucano.

A campanha dele arrecadou R$ 290 mil. Seu ex-secretário da Fazenda e ex-chefe dos auditores Luiz Carlos Hauly (PSDB), –eleito deputado federal– recebeu R$ 80 mil de 39 servidores.

Entre os que mais receberam estão o ex-subchefe da Casa Civil (R$ 107 mil), o líder do governo na Assembleia (R$ 40 mil) e o presidente do PSDB do Paraná (R$ 44 mil).Do total de doações, pouco mais de um terço foi feita em dinheiro vivo –R$ 390 mil.

Chama a atenção a repetição dos valores doados: 70 auditores fizeram uma doação exata de R$ 3.600; a maioria para o ex-secretário Hauly, outros para o deputado Marcio Pauliki, do oposicionista PDT.

Outros 20 doaram exatos R$ 4.800, nesse caso para políticos mais próximos de Richa –Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), atual líder do governo, e Valdir Rossoni (PSDB), deputado federal e presidente do partido.

Em Londrina, epicentro das investigações, o volume arrecadado para os políticos locais chega a R$ 170 mil (incluindo o ex-secretário Hauly, que também é da cidade).

Na região oeste, a candidata preferida dos auditores foi a mulher do prefeito de Foz do Iguaçu, Claudia Pereira (PSB), eleita deputada estadual. Ela arrecadou R$ 76 mil.

Aos adversários de Richa, foram destinados R$ 78 mil. Só um auditor doou (R$ 5.750) a Roberto Requião (PMDB), que disputou o governo. As informações são da Folha de São Paulo

Grupo de juristas e professores universitários do Paraná pede impeachment de Beto Richa


Um grupo formado por juristas e professores universitários pretende entregar, na segunda-feira, um pedido de impeachment do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), à Assembleia Legislativa do estado. O grupo já havia feito um julgamento simbólico na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em que considerou Richa responsável pela ação da PM contra professores em greve que terminou com mais de 200 pessoas feridas no dia 29 de abril em Curitiba.

Até as 16h desta sexta-feira, a petição online com o pedido de impeachment de Richa tinha 2.300 assinaturas. A iniciativa partiu do professor de Direito Tarso Cabral Violin, que foi atingido por policiais no dia da ação contra a greve, e já tem o apoio de outros professores, alunos, ativistas e de organizações da sociedade civil.

Os professores estão em greve há cerca de um mês. Uma reunião entre o sindicato e o governo do estado terminou sem acordo na terça-feira. A categoria pede um reajuste de 8,17%, enquanto a gestão de Richa oferece 5%. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Paraná, a ação da PM no dia 29 de abril deixou 392 feridos.



País acumulou na quinta-feira R$ 200 bilhões em impostos sonegados


Em um ano em que cada centavo conta para alcançar o ajuste fiscal, o Brasil já acumula quase R$ 200 bilhões em impostos sonegados, que deixam de engordar os cofres públicos. A marca será alcançada nesta quinta-feira, segundo o Sonegômetro, cálculo feito pelo Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz). Com o dinheiro, seria possível distribuir quase 600 milhões de cestas básicas ou construir mais de 14 milhões de salas de aula, de acordo com a entidade.
 O sindicato calcula o número baseado em estimativas de sonegação de vários tributos, como Imposto de Renda e ICMS. Segundo o Sinprofaz, as secretarias de Fazenda de cada estado e a Receita Federal têm estimativas de quanto deveriam receber em impostos. A discrepância entre essa expectativa e o que é de fato recebido é um dos indicadores para compor o Sonegômetro. Com base nesses dados, os estudos chegaram a uma taxa de sonegação de 27,6% da arrecadação, a mesma usada em outros países da América Latina. O cálculo é conservador — afirma Heráclio Camargo, presidente do Sinprofaz.
 Para chamar atenção para o problema, o Sinprofaz instalou um painel com a contagem dos impostos devidos no Largo da Carioca, no Centro do Rio, na manhã desta quinta. A exposição circula por várias cidades desde 2013 — recentemente, esteve em Brasília — e foi montada na capital fluminense pela primeira vez. A ação terminou nessa sexta-feira, às 18h.

O placar mais próximo de R$ 200 bilhões, no entanto, só pôde ser visto pela internet. Por causa de um problema técnico, o painel eletrônico estava atrasado e exibia na manhã a marca de “apenas” R$ 190 bilhões, por volta das 10h.

O valor já foi suficiente para assustar quem passava pelo Largo da Carioca e se deparava com a instalação, composta ainda por uma máquina de lavar gigante e um varal com notas de dinheiro para simbolizar a lavagem de dinheiro. A estratégia de limpar dinheiro sujo com negócios limpos, diz o Sinprofaz, é usada em 80% dos casos de sonegação fiscal.

 Roubaram, e a gente que vai pagar — resumiu o auxiliar de escritório Eliomar Rodrigues, que passava pelo local.Para César Santos, que trabalha em uma lavanderia, se surpreendeu com a instalação chamativa. Em seu dia a dia, lavar dinheiro só do trocado esquecido no bolso da calça. O crime, destacou, precisa ser combatido.

 Quando olhei a máquina, pensei que estavam instalando uma nova lavanderia, uma concorrente — brincou, emendando sua opinião sobre a campanha: — Como cidadãos, temos que seguir as leis. Se houver sonegação, como o governo vai pagar as contas? Agora, também tem que haver o bom senso dos governantes, para cumprir com os deveres deles.

Em 2014, o painel registrou R$ 500 bilhões em impostos sonegados, dinheiro que cobriria com folga o rombo nas contas públicas daquele ano. O Globo



sexta-feira, 22 de maio de 2015

Aécio é repudiado por 510 mil contabilistas por ofender a classe.

http://portalcfc.org.br/noticia.php?new=21235
O Conselho Federal de Contabilidade, representando 510 mil profissionais e 27 Conselhos Regionais, publicou uma nota de repúdio ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) em resposta a ofensa que o tucano fez contra toda a classe profissional.

O senador tratou a profissão de contabilista de forma pejorativa, depreciando os profissionais, ao fazer críticas desastradas ao ministro da Fazenda Joaquim Levy.

Eis a íntegra:

Nota de Repúdio do CFC ao pronunciamento do senador Aécio Neves

O Conselho Federal de Contabilidade, nesta Nota de Repúdio, representando os 27 Conselhos Regionais de Contabilidade e os 510 mil Profissionais da Contabilidade do Brasil, vem a público discordar das referências aos “contabilistas” feitas pelo senador Aécio Neves, em pronunciamento, no dia 20 de maio, em que criticou o Ajuste Fiscal proposto pelo ministro Joaquim Levy, conforme matéria publicada no Jornal O Globo (http://oglobo.globo.com/brasil/aecio-chama-ajuste-fiscal-de-joaquim-levy-de-contabilista-16217897).

PF desarticula esquema de fraude contra Receita que pode chegar a R$ 900 milhões


Golpe de grupo empresarial no DF

A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN) desarticularam nesta sexta-feira (22), no Distrito Federal, esquema de fraudes envolvendo a cobrança judicial de créditos públicos inscritos em dívida ativa. As pessoas envolvidas estão sendo acusadas de lavagem de capitais, formação de quadrilha e falsidade ideológica. O golpe era comandado por gestores de um grupo empresarial que atua no ramo de transportes e turismo.

De acordo com PF, por meio de empresas de fachada, os gestores do grupo empresarial movimentaram cerca de R$ 900 milhões que deveriam ter sido usados para quitar débitos fiscais e tributários. Segundo o chefe da Delegacia de Combate a Crimes Financeiros da Polícia Federal, João Thiago Oliveira Pinho, o grupo é bastante conhecido na capital federal e algumas das empresas já tiveram falência decretada. Os empresários são suspeitos ainda de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e falsidade ideológica.
A Procuradoria da Fazenda Nacional afastou da gestão do grupo empresarial os suspeitos de comandar o esquema. Para ocupar o lugar dos gestores foi nomeado, pela PFN, um auditor fiscal. A operação, denominada Patriota, envolve o cumprimento de 29 mandados judiciais, sendo 18 de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva.

O filho do empresário, Wagner Canhedo Filho, estava até as 12h10 na PF, em uma sala onde agentes tomam depoimentos. Ele saiu da Superintendência da PF por volta das 13h e não falou com a imprensa.
Canhedo Filho foi preso em flagrante por posse ilegal de arma. Na casa dele foram encontradas duas armas com registro vencido, uma sem registro e o documento de uma arma que estava no escritório dele. O empresário pagou R$ 38 mil de fiança.

De acordo com PF, o nome da operação é uma referência a um hotel, de mesmo nome, que pertence ao grupo empresarial investigado. Informações da Agência Brasil

Todos os governadores do PSDB estão envolvidos em algum tipo de escândalo


Você conhece a razão pela qual nenhum governador tucano apareceu no programa eleitoral do PSDB na TV? Não?. Leia a matéria e descubra quais
 FHC  praticamente lançou a candidatura do ex-presidente Lula à presidência em 2018, ao se escalar para falar mal dele. O problema é que FHC vestiu um figurino que não lhe cai bem, de “indignado” com a corrupção, pois atitudes e condutas de seu governo favoreceram a impunidade de políticos corruptos que sobrevivem até hoje. Não convenceu.FHC precisaria de uma verdadeira comissão da verdade sobre corrupção em seu governo para esclarecer as centenas de escândalos de corrupção que marcaram seus mandatos.... Continue lendo aqui

Por que a Total Petróleo anuncia na TV Globo?



No período eleitoral de 2014 vi uma propaganda na TV muito bem feita que pensei ser da Petrobras. Mas era da Total, empresa de petróleo multinacional cuja sede é na França.

Achei muito estranho. A Total não atua no varejo no Brasil, não tem rede de postos, para anunciar em meios de comunicação de massa. Então o retorno em vendas, uma das razões de ser da qualquer propaganda, seria zero.

Outro motivo mais justificável seria uma propaganda institucional. É comum quando a imagem da empresa sofre algum desgaste, por exemplo quando há acidente com danos ambientais, ou que vitima trabalhadores, ou quando a empresa se vê envolvida em algum escândalo. Também não é o caso da Total no Brasil. O retorno, neste caso, também seria zero.

Em países onde empresas estrangeiras são consideradas imperialistas por ficarem com a maior parte do lucro do petróleo, deixando muito pouco da riqueza para o povo, também é comum este tipo de propaganda institucional para melhorar a imagem e fazer um contraponto neoliberal aos nacionalistas que pregam mudanças nos contratos. Mas no Brasil, a Total não tem nenhum problema de má imagem deste tipo.

A petroleira francesa até aceitou participar da extração de petróleo no campo de Libra no pré-sal com participação minoritária, ao lado da majoritária Petrobras. Aceitou as regras de partilha, onde a fatia do leão da riqueza fica com o povo brasileiro. Portanto também não tem este tipo de problema, e o retorno da propaganda também seria zero.

Aliás, se a Total tivesse que fazer propaganda institucional seria em 2013, após participar do consórcio de Libra com a Petrobras. Ali seria hora de fazer uma propaganda comemorativa para marcar a presença institucional de investir no Brasil e esse blá-blá-blá corporativo que grandes empresas costumam fazer quando anunciam grandes investimentos, mesmo que não atuem no varejo.

Mais surpreendente é que a propaganda é internacional, não foi feita no Brasil, nem concebida para o Brasil. É visível cenas gravadas em países africanos, inclusive com placas em outros idiomas. No Youtube, quando pesquisamos, vemos que o anúncio existe dublado em diversas línguas.

Agora a propaganda está de volta na tela da TV Globo (não sei se é veiculada em outros canais também). Ao que tudo indica o retorno em vendas e para as operações no Brasil em termos de negócios com as regras atuais continua sendo zero.

Assim a propaganda seria dinheiro jogado fora. Mas departamentos de marketing altamente profissionais de multinacionais não rasgam dinheiro.

Por que então anunciar na TV Globo?

Não podemos afirmar ao certo, mas que dá para desconfiar, isso dá. O único motivo que consigo vislumbrar, que não seja rasgar dinheiro, é os anúncios serem uma forma de patrocínio à linha editorial das Organizações Globo para defender mudanças no modelo de partilha e enfraquecimento da Petrobras, de forma que as petroleiras privadas estrangeiras fiquem com uma fatia maior da riqueza do pré-sal.

Só consigo ver retorno financeiro para a Total neste tipo de propaganda se a pregação da Globo desse certo contra a Petrobras e contra o modelo de partilha no pré-sal, onde cerca de 80% da riqueza ficam para o povo brasileiro.

O presidente da Total do Brasil, em entrevistas, já defendeu o fim da exclusividade da Petrobras no pré-sal. Os jornais e telejornais da Globo também defendem a mesma coisa. Junta a fome de um com a vontade de comer do outro.

Não é proibido nem ilegal anunciar com objetivo de patrocinar linhas editoriais que atendam ao lobismo corporativo. Mas o povo brasileiro tem o direito de saber qual é o jogo político pesado em torno da riqueza do pré-sal que está sendo jogado na telinha da TV Globo.