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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Avião usado por Campos e Marina foi pago por empresas-fantasmas


 Peixaria e construtora com sede em sala vazia estão entre as firmas que pagaram antigo dono


PSB diz que jato havia sido emprestado por empresários de PE e que irá prestar contas até o fim da campanha.. Segundo o documento, "a aeronave de prefixo PR-AFA (...) teve seu uso - de conhecimento público - autorizado pelos empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira".

Vieira responde a processo criminal por sonegação fiscal na importação fraudulenta de pneus pelo Porto de Suape (PE), que teria gerado prejuízo de R$ 100 milhões aos cofres públicos, de acordo com os autos da Justiça Federal. O caso ainda não transitou em julgado e ele recorre da decisão de primeira instância.

Três empresas-fantasmas ou sem capacidade financeira foram usadas para pagar o jato em que Eduardo Campos, então candidato à Presidência pelo PSB, voava no dia do acidente que o matou, no dia 13, segundo reportagem exibida pelo Jornal Nacional nesta terça (26).

A lista de depósitos e pagadores foi entregue à Polícia Federal pelos antigos donos do avião, Alexandre e Fabrício Andrade, do grupo A. F. Andrade, de Ribeirão Preto (SP).

Documento entregue à Polícia Federal pela operadora do avião Cessna que caiu em Santos, no último dia 13, matando o candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos,  levantou a suspeita de envolvimento de empresas fantasmas na compra da aeronave. Reportagem do Jornal Nacional visitou endereços que seriam de empresas que contribuíram para a compra e nelas encontrou uma residência em uma favela do Recife e salas comerciais e casas vazias.

A AF Empreendimentos e Participações era a operadora da aeronave e tinha contrato de leasing assinado com o braço financeiro da fabricante de jatos, a Cessna Finance Export Corporation. O extrato da AF informa uma lista de empresas que fizeram depósitos em sua conta para quitar as parcelas do contrato de compra do avião. A operadora disse que já tinha acertado a venda da aeronave para o empresário João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho. Esses depósitos seriam parte do pagamento. No extrato, a informação é que a AF já recebeu R$ 1,7 milhão para quitar parcelas do leasing.

Na lista revelada pelo Jornal Nacional aparecem repasses feitos por seis fontes diferentes. Entre elas está uma empresa descrita como Geovane Pescados, que depositou R$ 12 mil. No endereço, há apenas uma casa em uma favela do Recife e o morador, chamado Geovane, nega ter um empresa e qualquer envolvimento no negócio.

- Acha que se eu tivesse uma empresa de pescado eu vivia numa situação dessa? - questionou Geovane.

Outra empresa citada é a RM Construções, que teria contribuído com R$ 290 mil. O endereço é de uma casa no bairro de Imbiribeira, na capital pernambucana. O dono da RM soltou uma gargalhada ao ser questionado pelo Jornal Nacional se auxiliou na compra do avião. O extrato também aponta o repasse de R$ 160 mil da Câmara & Vasconcellos, que tem registrado em seu nome dois endereços na cidade de Nazaré da Mata (PE). A sala comercial e a casa indicada no cadastro estavam vazias.

Troca de arrendatário >

Em nota à imprensa, a assessoria de João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho cita apenas repasses feitos por uma empresa e um advogado. A Ele Leite Ltda, que pertence a Eduardo Freire Bezerra Leite, depositou R$ 727.797,03 através de TED para a AF Andrade no dia 15 de maio de 2014. Outros R$ 325 mil teriam sido pagos à AF Andrade pelo advogado pernambucano Luiz Piauhylino Monteiro Filho (filho do ex-deputado Luiz Piauhylino). Tanto a Ele Leite, quanto Luiz Piauhylino Filho informam que os valores eram fruto de empréstimos pessoais firmados com João Lyra.

Segundo relatos de assessores, João Lyra era muito amigo de Eduardo Campos e teria procurado empresários alegando que precisava arrumar um avião para a campanha . Em nota, João Lyra disse ter feito vários empréstimos. Os valores recebidos foram para pagar parcelas vencidas do leasing do avião Cessna Citation 560 XL, para permitir que a Cessna, financiadora da aeronave, agilizasse a operação de venda .

Os valores teriam sido transferidos à AF porque só ela poderia pagar a Cessna, uma vez que era a operadora, por contrato. O próprio João Lyra teria tentado assumir o contrato, através da sua empresa BR Par Participações, mas a Cessna negou a operação, alegando que a BR não tinha fluxo de caixa compatível com o negócio. A alternativa foi indicar a Bandeirante Companhia de Pneus, que pertence ao empresário Apolo Santana Vieira. O contrato de intenção de troca do arrendatário teria sido assinado em maio e estava dependendo do aval da Cessna, quando o acidente ocorreu.

Ontem, pela primeira vez, o PSB se pronunciou oficialmente sobre a suspeita de caixa dois, pelo fato de não ter declarado o uso da aeronave na prestação de contas parcial ao TSE. Em nota, o partido afirma que os empresários João Lyra e Apolo Santana Vieira autorizaram Campos a usar a aeronave durante toda a campanha. Para o PSB, a declaração do avião deveria ser feita só ao fim da disputa:

Nos termos facultados pela legislação eleitoral, e considerando o pressuposto óbvio de que seu uso teria continuidade até o final da campanha, pretendia-se proceder à contabilização ao término da campanha eleitoral, quando, conhecida a soma das horas voadas, seria emitido o recibo eleitoral, total e final , diz a nota assinada pelo presidente do PSB, Roberto Amaral.

TSE exige declaração parcial

No entanto, a resolução 23.406/2014, do Tribunal Superior Eleitoral, que rege as eleições deste ano, diz que os candidatos e os diretórios nacional e estaduais dos partidos políticos são obrigados a entregar à Justiça Eleitoral (...) as prestações de contas parciais, com a discriminação dos recursos em dinheiro ou estimáveis em dinheiro para financiamento da campanha eleitoral e dos gastos que realizaram, detalhando doadores e fornecedores . A existência de gastos ou doações não registrados nas parciais é infração grave .

 A parcial que deve ser apresentada é de dinheiro vivo, o que entrou e o que saiu do caixa da campanha no período. As horas de voo são um serviço continuado e apareceria só na prestação de contas final da campanha.

Dilma foi a grande vencedora do debate na Band. Marina perdeu. Aécio foi apagado.



Há duas maneiras de analisar um debate eleitoral. Uma é pelas idéias, e cada um que tem afinidade com seu candidato naturalmente gosta do que ele diz. Outra é tentar olhar quem ganhou e quem perdeu votos.

Dilma foi quem se saiu melhor. Saiu maior do que entrou. Foram todos contra ela, e ela se defendeu muito bem e até contra-atacou em algumas respostas ferinas. Até jornalistas do PIG ficaram surpresos com seu bom desempenho. Surpreendeu para melhor. As críticas a ela já são conhecidas pelo eleitor em verso e prosa porque são marteladas todo dia na imprensa demotucana. A firmeza e inteligência nas respostas foi novidade para este eleitor desinformado, e isso faz balançar quem ainda não tem certeza sobre seu voto. Resumindo: ganhou votos.

Marina Silva (PSB) saiu menor do que entrou. Pela primeira vez foi cobrada a dar explicações. Só deixaram de fora a questão do avião fantasma. Foi cobrada na incoerência sobre "nova política" por Aécio Neves (PSDB), no rabo preso com banqueiros por Levy Fidelix (PRTB), no neoliberalismo econômico por Eduardo Jorge (PV) e Luciana Genro (PSOL). Marina tentou confrontar Dilma e se deu mal, na questão do Mais Médicos, da reforma política, de recursos do pré-sal para educação e saúde.

Perdeu pontos ao chamar a banqueira Neca Setúbal, do banco Itaú, de mera educadora e compará-la a Chico Mendes. Defendeu uma elite arcaica anti-trabalhista. Fugiu de responder sobre a dívida bilionária em impostos do banco Itaú. Seu discurso agradou apenas "marineiros" e banqueiros, se é que agradou. Foi evasiva sobre propostas e compromissos, como costuma ser em suas entrevistas. Decepcionou o eleitor que procurava novidade na política. Perdeu votos.

Aécio não chegou a perder votos (até porque o que ele tem são os votos anti-Dilma, e Marina conseguiu se sair pior do que ele), mas também não ganhou. Se deu mal nos embates com Dilma sobre economia. Dilma pendurou o governo FHC no pescoço dele e disse que o governo tucano quebrou o Brasil três vezes. Além disso, Aécio pareceu estar falando no plenário do Senado e não para o telespectador. Por enquanto, ficou com os votos demotucanos que tinha.

Os nanicos se sobressaíram, por serem franco atiradores e terem o mesmo espaço dos candidatos favoritos, mas por não representarem expectativa de vitória, é improvável que atraiam muitos votos.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

O que diz o Ibope? Agora é Dilma x Marina.

Os números do Ibope (abaixo) não me convencem, porque Dilma está com intenções de votos exatamente igual sua avaliação de ótimo e bom no próprio Ibope. Na simulação de segundo turno ela sobe só 2 pontos. Claro que há poucos eleitores dos outros que avaliam o governo como bom, mas há também boa parte de quem avalia regular que vota nela. E também não creio que Aécio tenha preservado 19% do eleitorado se Marina subiu tanto. Alguma (ou muita) coisa está inflada nestes números. Mas a pesquisa serve para confirmar uma tendência: a polarização entre Dilma e Marina.

Não é impossível Aécio recuperar o segundo lugar, mas será muito difícil. Ele já vinha tendo um teto em torno dos 20%. Isto parece ser o piso de Marina, mesmo que ela caia um pouco nas próximas semanas. Para Aécio ter chances, precisará do PIG (Partido da Imprensa Golpista) vestir sua camisa na desconstrução de Marina, o que é duvidoso ocorrer, pois a imprensa demotucana deve querer preservar Marina como plano B anti-Dilma, ou já torná-la plano A se ela vender a alma ao demotucanato para ser eleita, como parece estar fazendo.

Marina pode estar vivendo seu melhor momento, pois ela aproveita seu recall de 2010, sua baixa rejeição até agora, de quem teve sua imagem sempre preservada no noticiário, e a exposição só positiva no manchetômetro (o avião fantasma e outras contradições ainda são pouco conhecidas do grande público).

O eleitor que diz ter intenção de votar nela está apenas "namorando", mas se o cidadão perceber que mal começou o "namoro" e já leva "chifradas" com o Banco Itaú, com a privataria tucana de José Serra e FHC, com Bornhausen, Heráclito Fortes e sabe-se lá quem mais, o namoro pode acabar antes mesmo das eleições, seja no primeiro, seja no segundo turno. Por isso é cedo para dizer que as intenções de votos que ainda não são firmes se consumarão nas urnas. Tão cedo como dizer que uma paixão de adolescente em um fim de semana se converterá em casamento.

Por um lado, com todas ressalvas aos números do Ibope, para Dilma é melhor Marina subir rápido agora do que lentamente e chegar forte na época do segundo turno. Isto porque todos os holofotes se viram para Marina desde já e a obriga a sair da zona de conforto. Seus defeitos e contradições aparecem, as cobranças são observadas com atenção pelo eleitor e seu discurso é colocado à prova confrontando com os fatos. Aí a onda pode esvaziar um pouco. Seu próprio discurso de antipolítica corre o risco de chegar até as eleições com sinais de fadiga de material, por soar falso no momento em que ela flerta e busca alianças com fantasmas do passado, como a privataria tucana de José Serra, FHC e do Banco Itaú.

Estas subidas rápidas são movimentos de impulso emocional e do inconsciente, que geralmente desce um pouco quando passa a euforia. Subidas lentas são racionais, a partir do convencimento, da consciência, e é neste terreno que Dilma tem mais bala na agulha para convencer o eleitor, porque ela não tem só sonhos e promessas abstratas para oferecer. Dilma tem o que mostrar, tanto no que fez durante seu governo no país e na vida real das pessoas, como naquilo que precisa continuar fazendo e no planejamento do futuro para o Brasil atingir seu ideal.

Para quem duvida deste meu argumento e acha que estou apenas sendo otimista, lembre-se que passada a euforia das manifestações de junho de 2013, as intenções de votos de Marina, racionais e conscientes, estavam em queda, depois de ter subido muito. Se ela tivesse criado o seu partido e continuasse candidata exposta a desgastes, é muito provável que suas intenções de votos estivessem bem mais baixas, polarizadas com Aécio, tendo Dilma bem à frente.

Não será uma eleição fácil, como as outras não foram, e exigirá bastante de Dilma, de Lula, da militância e do ativismo de nós, lulistas, mas a presidenta costuma crescer e ter seu melhor desempenho justamente quando está sob pressão, como aconteceu em 2010, no início do segundo turno.

E Dilma ainda tem o melhor mapa do melhor caminho para levá-la à vitória, além de ter Lula. Aécio se perdeu na mata e dificilmente reencontrará o rumo. Marina vive um excelente momento eleitoral, mas também não tem um caminho fácil pela frente. Parece que todos os caminhos estão abertos para ela, mas são como os labirintos. A maioria leva de volta ao ponto de partida, isso se não cruzar com um minotauro pelo caminho.


Marina aparece no programa eleitoral dos tucanos Alckmin e Serra em São Paulo



A propaganda dos candidatos a deputado federal pelo PPS de São Paulo coloca o nome de Marina Silva ao lado dos candidatos tucanos Geraldo Alckmin, ao governo de SP, e José Serra, que concorre ao Senado.

Os nomes dos três aparecem em sequência no cenário que serve de fundo para os candidatos do partido ao parlamento.

O PPS está coligado com o PSDB no Estado e com o PSB de Marina Silva na chapa que concorre à Presidência da República.

Embora tenha mantido a decisão de não subir no palanque de Alckmin em São Paulo, Marina já sinalizou de forma positiva aos tucanos ao dizer ter certeza de que Serra "não vai nos faltar" no caso de ela vencer a eleição.

O candidato a vice-governador de Alckmin, deputado Márcio França, do PSB, foi nomeado tesoureiro da campanha de Marina.

Antes da morte de Eduardo Campos, quando era apenas candidata a vice, ela sinalizava em direção oposta em São Paulo, afirmando que, se morasse no Estado, votaria no petista Eduardo Suplicy para o Senado.

Na semana passada, o presidente do PPS, deputado Roberto Freire, afirmou que, ao substituir Eduardo Campos como candidata à Presidência, Marina não poderia mais "apoiar adversários". "Afinal, ela não está sendo ungida, não é uma candidatura nova. Ela substitui [Campos] e tem que entender esse papel".

Segundo Freire, "é o mínimo que ela pode fazer em respeito aos partidos que dão a ela essa missão".  As informações estão na coluna de Monica Bergamo

Marina fazendo campanha para o Serra?

Serra foi intimado pela Polícia Federal para depor sobre contatos que seu governo (2007-2010) manteve com empresas  propinas  de trens que atuou em São Paulo entre 1998 e 2008. A polícia quer saber se o tucano, quando governador, atuou a favor das multinacionais CAF e Alstom numa disputa com outra empresa do cartel, a Siemens, como sugerem e-mails e o depoimento de um executivo à PF.

Além de Serra, outras 44 pessoas serão ouvidas pela polícia, que investiga suspeitas de fraude em licitações em sucessivos governos do PSDB. O depoimento de Serra foi marcado para 7 de outubro, dois dias após o primeiro turno das eleições deste ano.

No inquérito conduzido pelo delegado Milton Fornazari Júnior, três das sete concorrências sob investigação foram realizadas no governo José Serra (2007-2010). O Ministério Público Estadual arquivou em junho uma investigação sobre Serra, após concluir que não existem provas de que ele tenha cometido irregularidades.



segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Marina sinaliza varrer escândalo de avião fantasma para debaixo do tapete


Após acidente que matou Eduardo Campos (PSB), Marina Silva despontou como predileta de grupos de comunicação e empresariais poderosos

...Mas seu maior ônus inicial é explicar o avião fantasma da campanha, que vitimou tragicamente Eduardo Campos, e que ela também usava para viajar em campanha. Alguém pagava os pilotos, o combustível, a manutenção, as taxas aeroportuárias, e esses pagamentos deveriam estar na prestação de contas da candidatura de Marina Silva e de Eduardo Campos. Para fugir de indenizações às outras vítimas, ninguém assumiu ser o responsável pelo avião até agora. Está registrado em nome de uma empresa falida, mas seus donos dizem ter repassado o aparelho para empresários de Pernambuco, alguns envolvidos em escândalo de contrabando de pneus, outro apontado como intermediário da compra, sócio de Eduardo Campos em fazenda e presidente da estatal de gás pernambucana, nomeado por Campos.Continue lendo aqui

Pasadena registra lucro de US$ 73 mi no 1.o semestre


A Petrobras informou nesta segunda-feira que a Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, registrou lucro de US$ 73 milhões no primeiro semestre de 2014. Segundo a companhia, o valor foi "revisto" pela subsidiária.

"O crescimento da produção de óleo não convencional (tight oil) nos Estados Unidos trouxe competitividade às refinarias para óleo leve do Golfo do México. A refinaria de Pasadena vem processando este ''tight oil'' e assim obteve lucro líquido de cerca de US$ 73 milhões no primeiro semestre de 2014", informou a estatal em comunicado divulgado nesta segunda-feira pela assessoria de imprensa.

A Petrobras informou também que investe, anualmente, cerca de US$ 85 milhões desde 2006 para manutenção da unidade. A estatal preparou um extenso comunicado detalhando todo o histórico da compra de Pasadena, que é alvo de investigação de duas CPIs no Congresso, além de uma condenação do Tribunal de Contas da União (TCU).

Apareceu mais um avião na campanha Eduardo e Marina

Campos usou outro jato de empresário investigado pela PF
Bandeirantes Companhia de Pneus Ltda - uma das empresas investigadas na compra do jato Cessna Citation 560 XLS, que caiu em Santos, no litoral de São Paulo, no dia 13 de agosto, matando o então candidato à presidência pelo PSB, Eduardo Campos, e mais seis pessoas – tem em seu nome outra aeronave que foi utilizada pelo ex-governador de Pernambuco em maio, durante visita de pré-campanha à Bahia, de acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo.

A aeronave Learjet 45, prefixo PP-ASV, está registrado na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em nome da Bandeirantes, que tem sede em Pernambuco, e pertence a Apolo Santa Vieira. O empresário é um dos três nomes investigados pela Polícia Federal como supostos laranjas na negociação de arrendamento do Cessna Citation. O jato está em nome da AF Andrade, que está em recuperação judicial.

Apolo Vieira é réu em um processo por sonegação fiscal na importação de pneus, que gerou um prejuízo de R$ 100 milhões aos cofres públicos.

Empresa de Skaf dá calote no IPTU de imóveis


O candidato do PMDB ao governo paulista, Paulo Skaf, ainda não pagou este ano nenhuma parcela do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) referente a pelo menos dois imóveis que possui em nome de suas empresas na cidade de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo.

Os bens estão registrados em cartório em nome de pessoa jurídica e correspondem a R$ 180,7 mil em arrecadação de IPTU para os cofres públicos da cidade que é berço político do governador Geraldo Alckmin (PSDB), adversário de Skaf na disputa estadual.

Os imóveis estão registrados como propriedades da TurnKey Parques Empresariais, da qual Skaf é sócio. São terrenos com 290,3 mil metros quadrados. Nenhuma parcela do tributo consta como quitada no sistema da prefeitura.

Para um bem, Skaf tinha a opção de pagar em parcela única - no valor de R$ 120,06 mil - até o dia 27 de março, ou pagar em 10 vezes, R$ 13,45 mil por mês. Todas aparecem com o status "sem pagamento" no site do governo municipal.

No outro imóvel, a situação é a mesma, com exceção dos valores do imposto. Neste caso, Skaf poderia saldar a dívida pagando R$ 41,6 mil de uma vez só no mês de março, ou dividir o total em 10 parcelas de R$ 4,62 mil de março até dezembro. Não consta nenhum pagamento.

domingo, 24 de agosto de 2014

Padilha venceu debate na Band por W.O.

Como Geraldo Alckmin (PSDB) não compareceu ao debate entre candidatos a governadores de São Paulo, Padilha venceu por WO (quando o outro time não entra em campo).

Alckmin parece ter ficado tão nervoso e com tanto medo de enfrentar perguntas sobre o propinão tucano nos trens, e sobre o racionamento de água para pagar dividendos a acionistas da Sabesp, que teve uma súbita cag..., quer dizer, diarréia. Se trancou no banheiro e foi parar no hospital, segundo sua assessoria diz.

O tucano acabou virando saco de pancada no debate, com todos os candidatos criticando os fracassos dos 20 anos de governo demotucano em São Paulo.

Padilha se sobressaiu aos demais por sua competência e segurança que passa no que diz. Foi, de longe, o que apresentou as melhoras propostas, as mais sérias e foi quem tinha os melhores serviços para mostrar. Explicou que o Mais Médicos trouxe assistência médica para 10 milhões de paulistas que não tinham médicos. Isso já resolve um problemão, sobretudo tratando doenças antes que se agravem, provocando diminuição de internações e nas emergências. Padilha explicou os próximos passos: resolver a falta de médicos especialistas pelo SUS, e reduzir a fila para exames, tratamentos e cirurgias. Falou também que Alckmin não dá nenhum centavo para o SAMU que, por isso, não cobre 100% dos municípios.

Bonner também não mostrou seu próprio DARF.



Além do caso de sonegação no Imposto de Renda da TV Globo para comprar da Fifa os direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002, o apresentador do Jornal Nacional, William Bonner tem uma encrenca com o leão da Receita Federal.

Segundo o sistema Comprot, de acesso público, a empresa de Bonner está sendo cobrada desde 2010, por dívida relativa ao Imposto de Renda Retido na Fonte.

Já entrou na inscrição da Dívida Ativa e parece que vai ter que ser cobrada à força na justiça, porque administrativamente não pagou, segundo informa o sistema na tela capturada acima.

Diferente do caso da TV Globo, onde vazou o processo e auditores da Receita atestam com todas as letras que tratou-se de sonegação fiscal, no caso de Bonner não é possível afirmar isto, pois pode ser apenas inadimplência. O sistema Comprot não fornece detalhes sobre os motivos da autuação.

De qualquer forma a empresa do apresentador do Jornal Nacional também está devendo mostrar o DARF.

Talvez isto explique sua ira durante a entrevista com a presidenta Dilma contra o governo do PT, que não deixou ninguém dar carteirada na Receita Federal desde 2003.

Que coisa feia. O mesmo apresentador do Jornal Nacional que faz inquirições sobre filas nos hospitais está devendo Imposto de Renda, necessário para a saúde e educação.

Sonegômetro


Hoje o sonegômetro estima que a sonegação neste ano até agora já bate em R$ 323 bilhões.

Se empresas como a Globo não fizessem essas manobras de sonegação em paraísos fiscais, o SUS teria muito mais verbas, os professores já ganhariam melhor e haveriam mais vagas para alunos tanto em escolas técnicas como em faculdades, como em horário integral no ensino básico.

O Itaú, banco que praticamente faz parte da coligação da Marina Silva (PSB), também é cobrado pela Receita Federal em uma conta de R$ 13 bilhões em impostos não recolhidos.

sábado, 23 de agosto de 2014

Marina Silva: Discurso de nova política encobre projeto de poder de antigas oligarquias econômicas

as
Marina traz de volta toda a chamada privataria tucana, que colocava no Banco Central a figura do operador de mercado, submetendo a os interesses da população à sanha de especuladores
Marina e a filha do dono do Itaú, Neca Setúbal
 Foi curiosa a entrevista de Maria Alice Setúbal, sócia e irmã do presidente do Banco Itaú, e ex-coordenadora da campanha de Marina Silva (PSB), para o jornalista Fernando Rodrigues, na Folha de S.Paulo de ontem (22). Apesar de deixar mais dúvidas do que esclarecimentos, em um ponto foi bastante explícita, ao falar de economia com o objetivo de tranquilizar o mercado financeiro.Primeiro disse ter compromisso de dar independência ao Banco Central. Leia mais aqui

Polícia Federal investiga se sócio de Campos é dono de jatinho



A Polícia Federal investiga se o sócio do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, Aldo Guedes Álvaro, é o verdadeiro dono do jato Cessna Citation 560 XLS, prefixo PR-AFA, que caiu no dia 13, em Santos (SP), matando o candidato à Presidência do PSB e mais seis pessoas.

Homem de confiança de Campos, Guedes era seu sócio na Fazenda Esperança, área de 210 hectares, e na Agropecuária Nossa Senhora de Nazaré, em Brejão (PE). Ele também é casado com uma prima da família.

Agentes da PF já sabem que Guedes intermediou a compra feita em nome de três empresários pernambucanos e cuidou da contratação dos pilotos Marcos Martins e Geraldo da Cunha, que morreram no acidente no litoral paulista.

Agora, a PF tenta provar que os três empresários que assumiram a compra seriam “laranjas” usados para ocultar o verdadeiro dono do jato. A aeronave é avaliada em US$ 8,5 milhões. Além de ocultação de patrimônio e sonegação fiscal, será apurado o aspecto eleitoral sobre o uso da aeronave na campanha.

Jornal Nacional registrou índices negativo histórico nesta sexta (22)


No ar há mais de 40 anos na grade de programação da Globo, o "Jornal Nacional" atingiu nesta sexta-feira (22) a pior média de audiência desde o seu lançamento. As informações foram divulgadas  no  site “TV Foco”

O noticiário comandado por William Bonner e Patrícia Poeta amargou 15,6 pontos de média.
Nesta sexta-feira (22), é a pior audiência de sua história.

O Jornal Nacional, teve  17 de pico e 27,1% de participação. No horário, o SBT ficou na vice-liderança com 8,8, e a Record apareceu em terceiro com 6,8 pontos.

Os dados são prévios e podem sofrer alterações no consolidado. Cada ponto equivale à 65 mil televisores sintonizados na Grande São Paulo.

Até o Globo desmente Aécio: Aécio e suas 17 secretarias de MG


A coisa anda tão feia, mas tão feia para o  lado do candidato tucano  Aécio Neves que, até o Globo, jornal de oposição ao governo Dilma, resolveu dar uma freada nos delírios do tucano

Hoje, por exemplo, o jornal desmente que Aécio diminuiu o numero de secretarias quando foi governador de Minas,  diz  o Globo, aquilo que já publicamos, mas nunca é demais lembrar...

Aécio e secretarias de MG

Na tarde de quinta-feira, 21 de agosto, o terceiro programa eleitoral de TV de Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência da República, comentou o corte que o ex-governador de Minas Gerais fez no número de secretarias estaduais em seu mandato. Para estampar a locução em off, usou a imagem abaixo, que indica que o número de secretarias caiu para "15" em sua gestão:
Segundo a Lei Delegada 49, do dia 2 de janeiro de 2003, em seu primeiro mandato como governador de Minas Gerais, o candidato reduziu o número de secretarias para 15, mas criou duas secretarias extraordinárias, totalizando 17.Ou seja, aumentou mais duas

Foram elas: a Secretaria de Estado Extraordinário para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas e a Secretaria de Estado Extraordinário para Assuntos de Reforma Agrária.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Gilmar Mendes, manda Polícia Federal instaurar inquérito contra aliado de Aécio


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou à Polícia Federal que instaure um inquérito para apurar suposta participação do deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, do partido Solidariedade, em crime de corrupção passiva.
Conforme despacho assinado por Gilmar Mendes na quarta-feira, 20, há suspeita de venda de cartas sindicais, que seriam indispensáveis ao registro de sindicatos. Ao determinar a abertura do inquérito e a realização de diligências, o ministro do STF atendeu ao pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
 O caso foi denunciado em reportagem da revista “IstoÉ” em 2011. Segundo a publicação, havia um esquema de propina para a liberação de cartas sindicais com a ajuda do então ministro do Trabalho, Carlos Lupi. A revista informou que a documentação para a abertura de sindicato custava, no mercado negro, até R$ 150 mil.