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terça-feira, 22 de julho de 2014

Empreiteira que fez aeroporto na fazenda do tucano doou para Aécio


Aécio Neves e seu afilhado político, Antonio Anastasia (PSDB), foram os únicos políticos que receberam recursos da empresa para a campanha eleitoral

A empresa responsável pelas obras no aeroporto de  Aécio em Cláudio (MG), Vilasa Construções Ltda., doou recursos para Aécio Neves (PSDB) em sua campanha à reeleição ao governo de Minas em 2006. A mesma empreiteira também desembolsou dinheiro quatro anos depois, para a campanha do afilhado político de Aécio, Antonio Anastasia (PSDB), que venceu a disputa pelo Estado e manteve os tucanos no comando de Minas.

As doações de R$ 67 mil para Aécio em 2006 e de R$ 20 mil a Anastasia em 2010 foram registradas na Justiça Eleitoral. Eles foram os únicos candidatos majoritários a receber recursos da Vilasa nas duas eleições. Aécio declarou na Justiça gastos de R$ 19,4 milhões naquela campanha. Anastasia declarou despesas de R$ 38 milhões em 2010.

O aeroporto  de Aécio na cidade de Cláudio foi construído pela Vilasa entre 2009 e 2010 em um terreno que já pertenceu a Múcio Tolentino, tio-avô do candidato à Presidência. A empresa foi contratada pelo governo estadual, que desapropriou a área antes da obra, mas os parentes de Aécio questionam o valor da indenização. A obra custou quase R$ 14 milhões.

A pista não tem autorização para ser usada, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mas, de acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo, parentes de Aécio dizem que ela recebe voos toda semana e o próprio candidato já fez uso dela. O aeroporto foi construído sobre uma antiga pista de terra batida aberta em 1983, quando Tancredo Neves, avô de Aécio, era governador e Múcio, seu tio-avô, prefeito de Cláudio. Informações  Estadão

Usucapião de terras públicas para o Aécio, em região de grilagem, contrariou 4 normas constitucionais.

A Constituição Federal de 1988, inclusive assinada pelo então deputado federal Aécio Neves (PSDB), é clara em seu artigo 191:
Art. 191. Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como seu, por cinco anos ininterruptos, sem oposição, área de terra, em zona rural, não superior a cinqüenta hectares, tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade.
.
Parágrafo único. Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.
O processo de usucapião da Perfil Agropecuária, herdada por Aécio Neves, inciado em 2000, 12 anos após a Constituição estar em vigor, violou as seguintes regras deste artigo constitucional:

1) Só quem não tem nenhum imóvel pode requisitar a propriedade por usucapião. O pai de Aécio, dono da empresa agropecuária e ex-deputado, já era um abastado proprietário de imóveis no ano de 2000.

2) O tamanho máximo permitido para usucapir pela Constituição é 50 hectares. O pai de Aécio conseguiu uma área 19 vezes maior, de 950 hectares.

Observe que dava para assentar pelo menos 19 famílias de trabalhadores rurais pobres, sem nenhuma propriedade.

3) O requerente deveria morar na terra requisitada. O pai de Aécio nunca morou na zona rural de Montezuma. Até a sede da empresa agropecuária era em Belo Horizonte, a 553 km de distância aérea.

4) A fazenda do Aécio foi registrada como terra pública do Estado de Minas antes do processo de usucapião ser julgado, por isso, a propriedade de Aécio conflita com o Parágrafo único do artigo 191 da Constituição.

Outra questão controversa é se empresas podem ser tratadas como se fosse posseira. O texto constitucional claramente dá a entender que somente a pessoas físicas podem usucapir, com termos que não se aplicam a empresas, como "moradia", "sua família".

O senador tucano fala em "mudar", mas ele assinou a Constituição de 1988 com estas mudanças expressas no artigo 191, e a forma como se apropriou de terras públicas disputadas pelo Estado de Minas foi contrária às normas constitucionais mudadas. Foi a prática de velhos métodos coronelistas do Brasil arcaico de enriquecer misturando o público com o privado, que a Constituição quis mudar..

Leia também:
- Como a família de Aécio ficou dona de terras públicas em Minas.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Aeroporto de Divinópolis a 30km do aeroporto do Aécio desmente "critério técnico".


Divinópolis tem 226 mil habitantes e é cidade vizinha de Cláudio, que tem 25 mil habitantes, onde Aécio Neves gosta de passear na fazenda da família e quando governador construiu um aeroporto na fazenda que era do tio com dinheiro público do Estado de Minas.

Divinópolis é a cidade pólo da região centro-oeste de Minas, e já tem o Aeroporto Brigadeiro Cabral que atende às cidades vizinhas. Tem boa infra-estrutura com hangares, posto de abastecimento, terminal de passageiros e com projeto de expansão. Fica apenas 30Km ao norte do aeroporto construído em Claudio, em linha reta. De carro fica cerca de 40 minutos por rodovia asfaltada.

Por isso, diferente do que quis se defender Aécio Neves, não há critério técnico que explique gastar R$ 14 milhões do orçamento de Minas (fora o valor da desapropriação para o tio) na construção de outro aeroporto vizinho, há apenas 30km ao sul, sem movimento (a não ser do senador, seus familiares e amigos quando vão passear na sua fazenda).

O único critério nada técnico que a gente consegue enxergar é o senador tucano deixar de andar de carro cerca 40 minutos do aeroporto de Divinópolis até a fazenda de sua família em Cláudio, quando vem passear de jatinho do Rio de Janeiro, onde mora.

Se a pista fosse construída com dinheiro privado e lícito, tudo bem, mas construída com dinheiro do contribuinte mineiro, é bandalheira nos cofres públicos.

Eduardo Campos defendeu reeleição e três dias depois,disse ser contrário a ela


Eduardo Campos está seguindo o mesmo caminho de Aécio Neves, que um dia fala uma coisa e no outro muda o discurso de acordo com quem está na plateia. Ou seja,  parece esses sinais de aeroporto, a chamada biruta de aeroporto: ora vai pra cá, ora vai pra lá, ora afirma isso, ora afirma aquilo. Agora por exemplo, está do lado do retrocesso

Um discurso feito pelo candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB)  em Araripina (PE) mostra que em três dias o ex-governador de Pernambuco mudou sua opinião sobre reeleição.

Em sabatina promovida na terça-feira (15) pela Folha de S.Paulo,  Campos disse não ter intenção de disputar a reeleição caso seja eleito presidente em outubro. "Eu vou ser eleito presidente da República e vou ser eleito não pensando em reeleição afirmor Não tenho nenhuma pretensão de ser candidato à reeleição para presidente da República", disse o candidato. 

No entanto, um discurso de Campos na cidade de Araripina, no sertão de Pernambuco, no último sábado, Eduardo Campos  considerou sua reeleição. O discurso foi gravado em vídeo e publicado pelo site pernambucano €˜Araripe Informado

 Ao discursar  sobre Bolsa-Família, Eduardo Campos disse; "E eu, quando for candidato à reeleição como presidente da República, não vou fazer terrorismo com o Bolsa Família,disse o candidato. 

Eduardo Campos esteve até muito recentemente junto com o governo Dilma, ao longo desses 10  anos.. Aécio Neves, era só elogios no governo Lula. Até em inaugurações com Lula e Dilma ele esteve quando foi governador de Minas. Se eles agora estão enxergando alguns defeitos, a população vai perguntar onde é que eles estavam quando esses defeitos aconteciam e eles não apontaram?

O aeroporto de Aécio Neves: Choque de indigestão



 Aécio presenteou a família com um aeroporto; a conta, R$ 14 milhões, foi espetada no lombo do contribuinte
 Os equívocos em relação à Petrobras foram muitos. E taí. Hoje a empresa frequenta mais as páginas policiais [...] do que as páginas de economia. As palavras são do candidato tucano Aécio Neves em sabatina realizada na quarta (16), ao criticar o governo Dilma Rousseff.

Nada como um dia depois do outro. Graças ao repórter Lucas Ferraz, ficamos sabendo neste domingo (20) que, antes de deixar o cargo de governador, nosso impoluto Aécio presenteou a própria família com um aeroporto no interior de Minas Gerais, na cidade de Cláudio. Deu de presente é modo de dizer. A conta, R$ 14 milhões, foi espetada novamente no lombo do contribuinte. Tudo dinheiro público.

O Brasil conhece à exaustão obras e estradas construídas perto de propriedades de políticos, sempre sob o argumento de pretensos interesses rodoviários e sociais. Cinismo à parte, para não dar muito na vista, ao menos se permite a circulação de anônimos pelas rodovias.

No caso do aeroporto de Cláudio dispensaram-se maiores escrúpulos. Choque de gestão na veia. A pista é de uso praticamente privado da família Neves e seus apaniguados. Um diálogo esclarecedor: perguntado pelo repórter se alguém poderia usar o aeroporto, o chefe de gabinete da prefeitura local foi direto. O aeroporto é do Estado, mas fica no terreno dele. É Múcio que tem a chave. O dele e o Múcio citados referem-se a Múcio Tolentino, tio-avô de Aécio e ex-prefeito do município. Pela reportagem, descobre-se ainda que Aécio é figura frequente no lugar --a cidade abriga um de seus refúgios favoritos.

Pego no escândalo, o candidato embaraçou-se todo. Alega que a área do aeródromo particular foi desapropriada. O que, vamos e venhamos, já é discutível: no mínimo não pega bem um governador indenizar sua própria família para uma obra de utilidade social mais do que duvidosa.

Mas a coisa só piora: o processo de desapropriação está em litígio, ou seja, a propriedade permanece sob controle do clã Neves & Cia. Talvez uma ou outra aeronave de conhecidos, ou algum Perrella da vida, tenha acesso à pista. Fora isso, ignoram-se benefícios econômicos gerados pela empreitada ao povo mineiro. Questionado pela reportagem sobre quantas vezes esteve no estacionamento aéreo familiar e o motivo pelo qual uma obra custeada com dinheiro público tem uso privado, Aécio não respondeu. Ou melhor: o silêncio equivale a uma resposta. E a campanha mal começou.

Artigo do colunista da Folha -  Ricardo Mello

domingo, 20 de julho de 2014

Como Aécio ficou dono de latifúndio de terras públicas do Estado de Minas



Depois de descoberto que o  governo  tucano de Minas Gerais gastou quase R$ 14 milhões para construir um aeroporto  particular ao lado de uma fazenda de Aécio e dentro de uma fazenda de seu tio,   descobrimos também que o pai de Aécio registrou em seu nome uma área de 950 hectares pertencente aos mineiros localizada numa das regiões mais pobres do estado. Aécio governador entrou em conflito com Aécio herdeiro ..Leia mais aqui

E se fosse no terreno da família do Lula?:Governo de Aécio fez aeroporto particular de R$ 14 milhões



Governo de Minas Gerais gastou quase R$ 14 milhões para construir um aeroporto dentro de uma fazenda de um parente do  então senador tucano, atual candidato à presidência, Aécio Neves. E isso,  no fim do seu segundo mandato como governador do estado.A obra foi executada pelo Departamento de Obras Públicas do Estado (Deop) e faz parte de um programa lançado por Aécio para aumentar o número de aeroportos de pequeno e médio porte em Minas. Dos 29 aeroportos que receberam investimento do Estado entre 2003 e 2014, seis não foram homologados pela Anac. As informações foram publicadas na  Folha desse domingo
Qual a razão de gastar US$ 7 mi na construção de aeroporto em cidadezinha de 30 mil habitantes? A fazenda de Aécio. Segundo a reportagem, o investimento teria sido feito no segundo mandato de Aécio como governador de Minas.

O governador tucano de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) (Aécio  governou Minas Gerais de 2003 a 2010), gastou quase R$ 14 milhões para construir um aeroporto dentro de uma fazenda de um  de seu tio, durante seu   segundo mandato de Aécio como governador de Minas.
Aeroporto no município de Cláudio/MG do tio do Aécio Neves (PSDB).Obras recebendo dinheiro publico.
 Construído no município de Cláudio, a 150 km de Belo Horizonte, o aeroporto ficou pronto em outubro de 2010 e é administrado por familiares de Aécio, candidato do PSDB à Presidência.

A família de Múcio Guimarães Tolentino, 88, tio-avô do senador e ex-prefeito de Cláudio, guarda as chaves do portão do aeroporto. Para pousar ali, é preciso pedir autorização aos filhos de Múcio.

Segundo um deles, Fernando Tolentino, a pista recebe pelo menos um voo por semana, e seu primo Aécio Neves usa o aeroporto sempre que visita a cidade, onde o senador mantém seu refúgio predileto, a Fazenda da Mata, a 6 km do aeroporto.

Dono do terreno onde o aeroporto foi construído e da fazenda Santa Izabel, ao lado da pista, Múcio é irmão da avó de Aécio, Risoleta Tolentino Neves (1917-2003), que foi casada por 47 anos com Tancredo Neves (1910-1985).

A pista tem 1 km e condições de receber aeronaves de pequeno e médio porte, com até 50 passageiros. O local não tem funcionários e sua operação é considerada irregular pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Critérios adotados pelo governo foram técnicos, diz Aécio

A obra foi executada pelo Departamento de Obras Públicas do Estado (Deop) e faz parte de um programa lançado por Aécio para aumentar o número de aeroportos de pequeno e médio porte em Minas. Dos 29 aeroportos que receberam investimento do Estado entre 2003 e 2014, seis não foram homologados pela Anac.Aécio  governou Minas Gerais de 2003 a 2010. Portanto segundo a reportagem, o investimento teria sido feito no segundo mandato de Aécio como governador de Minas.

O candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves, afirmou por meio de sua assessoria de imprensa que, “Não se levou em conta de quem era a propriedade do terreno”. A pista teria um quilômetro e condições de receber aviões de pequeno e médio porte. De acordo com a nota,  o aeroporto  faz parte do ProAero, programa criado  por  Aécio Neves quando foi governador de Minas

 De acordo com a reportagem, o aeroporto tem pelo menos um voo semanal e é usado por Aécio sempre que ele visita a cidade.Contudo, segundo a Folha, Aécio não respondeu quantas vezes usou o aeroporto, e o motivo pelo qual o local, construído com dinheiro público, tem uso privado.

sábado, 19 de julho de 2014

Renúncias e impunidade


O   processo que investiga desvio de  dinheiro públicos para a campanha à reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ao governo de Minas, em 1998, o mensalão tucano,  sequer tem previsão de julgamento.  Mas, se alguém acha que  ainda  vai ver algum tucano atrás das grades,essa possibilidade vai ficando cada dia mais distante

Mais um réu do mensalão tucano, o senador Clésio Andrade (PMDB-MG) renunciou nesta terça-feira (15) ao seu mandato no Senado Federal. Alegando problemas de saúde, a  carta lida no plenário do Senado pelo vice-presidente da Casa, Jorge Viana (PT-AC),  foi vista por muitos como deboche ao afirmar que, “não optou por licenciar-se do cargo porque considera prejuízo ao erário público  receber seu salário sem  trabalhar”: “É  apenas para ser coerente com a austeridade  em  relação às verbas de representação e gastos com o gabinete”

Essa não é  a primeira vez que um parlamentar escapa do Supremo usando a tática da renúncia para ficar impune. Andrade segue o  exemplo ex-deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que renunciou ao seu cargo em fevereiro. O tucano também é  acusado por envolvimento no mesmo  esquema.

Também impune está Claudio Mourão.O atraso no processo, lentidão da justiça e falta de vontade política,   beneficiou  Mourão, ex-tesoureiro da campanha do tucano Eduardo Azeredo,classificado pelo Ministério Público como figura central na operação do valerioduto no estado de Minas Gerais. Segundo o MP, Cláudio Mourão foi figura fundamental no desvio de R$ 3,5 milhões de  empresas estatais dirigira por políticos do PSDB em Minas Os crimes de peculato e formação de quadrilha, atribuídos pelo MP a Mourão, prescreveram em abril de 2014, quando o réu completou 70 anos.

Outro réu, o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, que coordenou a campanha de  Eduardo Azeredo já teve os crimes prescritos. EX PFL e ex DEM,  atual   presidente do PSB-MG, foi o primeiro a se beneficiar da lentidão da Justiça ao  completar 70 anos .Os dois fazem parte da lista de 20 réus do processo que respondem na Justiça estadual de primeira instância, onde tramita o processo contra os réus sem direito a foro privilegiado.

Clésio Andrade  segue   exemplo do senador tucano Eduardo Azeredo

No STF, Azeredo e o senador Clésio Andrade (PMDB-MG) são réus por peculato e formação de quadrilha. O processo contra Clésio Andrade ainda estava  em fase de oitiva de testemunhas. mas a renúncia abriu caminho para que o processo contra, o agora,  ex congressista, seja encaminhado à 1ª instância da Justiça Federal, que é mais demorada e oferece mais oportunidades de recorrer de qualquer decisão.

Clésio Andrade era o único réu do mensalão tucano que ainda tinha o processo tramitando no STF. Em fevereiro, o ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) também renunciou ao mandato .

O envio à Justiça comum pode levar à prescrição das acusações contra os ex-congressistas se houver demora no julgamento, uma vez que os  fatos criminosos ocorreram em 1998. Andrade é acusado pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.Junto com Azeredo é acusado de liderar esquema de desvio de dinheiro público em estatais mineiras para sua campanha à reeleição ao governo do Estado, em 1998.

Empresário do ramo de transporte, Clésio Andrade, à época filiado ao PFL (atual DEM), foi vice-governador mineiro de 2003 a 2006, durante mandato de Aécio Neves, atual candidato tucano à Presidência da República.Ainda na década de 1990, tornou-se sócio, em agências de publicidade, de Marcos Valério

Em 98, ele foi candidato a vice-governador na Chapa de Eduardo Azeredo.

De acordo com o Ministério Público, no mensalão do PSDB foram desviados pelo menos R$ 5 milhões das estatais, sendo R$ 3,5 milhão da Companhia de Abastecimento de Minas Gerais (Copasa), R$ 1,5 milhão da Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig) e  o restante  do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge).

Ao que tudo indica, pelo menos até aqui, os políticos do PSDB envolvidos em casos de corrupção, vão contar sempre com uma ajudinha da lentidão da justiça para continuar impunes.

Justiça torna réus Parreira e ex-auxiliares do tucano Anastasia



A Justiça de Minas Gerais acatou ação e transformou em réu o ex-coordenador técnico da seleção brasileira Carlos Alberto Parreira, além do ex-secretá-rio extraordinário da Copa em Minas Gerais, Sérgio Barroso, e o atual secretário de Turismo e Esportes do Estado, Tiago Lacerda, que sucedeu a Barroso na extinta Secopa.

A ação foi proposta pelo Ministério Público Estadual por causa do contrato firmado entre o governo mineiro, o treinador e a empresa Alfa Consultoria Esportiva, assinado em abril de 2012, durante a gestão do ex-governa-dor Antonio Anastasia (PSDB) -hoje candidato ao Senado e ex-coordenador do programa de governo do presidenciável tucano, senador Aécio Neves (MG). O objetivo do contrato, de RS 1,2 milhão, era atrair para o Estado seleções que vieram ao Brasil disputar a Copa do Mundo.

Lacerda é filho do prefeito de Belo Horizonte, Mareio Lacerda, do PSB. Apesar de ser do partido de Eduardo Campos, candidato à Presidência, o prefeito é aliado de Aécio.

Pelo acordo, Parreira atuaria como uma espécie de "embaixador" para divulgar o Estado no exterior, além de prestar consultoria a 19 municípios interessados em servir de base para seleções estrangeiras no Mundial. Ele, porém, abandonou a função sete meses depois de assinar o contrato, ao ser chamado pela Confederação Brasileira de Futebol para ser coordenador técnico - cargo do qual foi dispensado após o término da Copa do Mundo no Brasil.

Para os promotores, a contratação de Parreira caracterizou improbidade administrativa porque foi feita sem licitação - a justificativa do governo foi de "notória especialização". Além disso, a ação civil pública aponta irregularidade na rescisão "amigável" do contrato (em novembro de 2012), na qual o Estado pagou RS 279 mil a Parreira.

Devolução. A Promotoria afirma que o Estado deveria exigir a devolução do dinheiro pago a Parreira, já que ele não cumpriu o contrato, que previa a entrega de dez "produtos", entre os quais relatórios sobre as 19 cidades mineiras e de cinco "tours internacionais" para contatos com confederações de futebol.Entre as medidas solicitadas à Justiça está o bloqueio de bens dos envolvidos. Informações do jornal O Estado de SP

Metade mais rica, metade mais pobre


Metade dos 18 governadores que vão tentar se reeleger na disputa de outubro ficou mais rica nos últimos quatro anos, segundo dados entregues à Justiça Eleitoral no início do mês. A outra metade, de acordo com as declarações de bens, empobreceu.

O candidato mais enriquecido nos últimos quatro anos é o governador do Tocantins, Sandoval Cardoso (SDD): seu patrimônio aumentou R$ 11,6 milhões. Em 2010, ele declarou que seus bens valiam R$ 2,5 milhões. Agora, declarou RS 14,1 milhões, um crescimento de 462%. Suas novas posses incluem uma fazenda de RS 54 milhões e uma BMW de R$ 125 mil.

Na última eleição, Cardoso foi eleito deputado estadual. Em 2014, foi escolhido por seus colegas de Assembleia Legislativa para governar Tocantins depois que o governador Siqueira Campos (PSDB) e o vice, João Oliveira (DEM), renunciaram.

O Estado questionou assessores de Sandoval Cardoso sobre a evolução de seu patrimônio, mas não recebeu resposta.

Marconi Perillo (PSDB), governador de Goiás, é o segundo do ranking que leva em conta a evolução patrimonial em quatro anos. Ele ficou R$ 2,1 milhões mais rico desde 2010, quando declarou um patrimônio de RS 1,6 milhão. Neste ano, esse valor passou a R$ 3,7 milhões, um aumento de 131%. Entre seus novos bens estão "bovinos, bufalinos e equinos" avaliados em RS 1,2 milhão. O Estado não conseguiu contato com os assessores de Perillo para que eles comentassem o aumento patrimonial do tucano.

O governador do Pará, Simão Janete (PSDB), também faz parte do grupo de candidatos à reeleição que enriqueceu no período. Na eleição anterior, ele disse que suas propriedades valiam RS 1,2 milhão. Neste ano, passou a RS 3,2 milhões, um crescimento de RS 1,9 milhão ou 153%. Aparecem entre suas novas posses um apartamento de RS 950 mil, a "aquisição de uma lancha" de RS 137 mil e créditos decorrentes de empréstimos aos filhos Alberto e Izabela que somam RS 250 mil.

 Critério. Para comparar as declarações de bens atuais com as anteriores, o Estado atualizou os valores apresentados em 2010 levando em conta a inflação do período. Os números (saldos em conta corrente, dinheiro em espécie, poupança e investimentos de renda fixa) foram corrigidos de acordo com a variação do IPCA. Não foram corrigidos imóveis, veículos, ações e outros bens cuja valorização ou desvalorização não pode ser calculada com base em índices econômicos regulares.

Mais pobres. Entre os governadores candidatos à reeleição que declararam ter perdido patrimônio no período de quatro anos, o que mais "empobreceu" foi Confúcio Moura (PMDB), de Rondônia. Ele declarou um patrimônio de RS 9,3 milhões em 2010. Agora, foi a RS 6,5 milhões, uma redução de RS 2,8 milhões, ou 30%. A comparação das declarações de 2010 e 2014 mostra que a diferença é quase correspondente à redução do valor do "título da dívida agrária" em posse do deputado, que caiu de R$ 5,3 milhões para R$ 2,5 milhões.

Procurado pela reportagem, Moura explicou que esse título refere-se à compra de uma fazenda sua pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Ele disse que aceitou vender a propriedade porque ela estava ocupada há muito tempo pela Via Campesina e teve prejuízo. "Hoje tenho uma fazenda menor. Faço arrendamento de pastagens. Mantenho um rebanho menor, em terra alugada", disse Moura.

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), perdeu RS 466 mil e viu o valor de seu patrimônio cair 25% desde 2010, quando declarou ter RS 1,8 milhão. Agora, ele afirma ter R$ 1,4 milhão. Entre os bens que deixaram de constar em sua declaração estão 994 cabeças de gado que, em 2010, ele disse valer R$ 397 mil.

Bem declarado A Justiça Eleitoral exige que candidatos informem seus bens conforme regras da Receita Federal. Dessa forma, em geral imóveis são declarados com valores defasados em relação ao mercado.
Informações do jornal O Estado de SP

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Ruas desmentem Datafolha: Padilha é o candidato das multidões.


Foi só fazer uma caminhada pelo centro de São Paulo para abrir a campanha de rua a governador, que Padilha, ao lado de Lula e do senador Suplicy, levou milhares de militantes e cidadãos às ruas.

Padilha é o candidato da Saúde, da educação, do emprego, da casa própria (e com água na torneira), da segurança pública, do metrô e trens ampliados e menos lotados, sem propinão tucano. Do desenvolvimento econômico e da prosperidade social.

Alckmin é o candidato da enrolação da Folha e do Datafolha, que "ajeitou" pelo menos 12 pontos para o Aécio parecer que "empataria" no segundo turno. Quantos pontos a mais o Datafolha arrumou para o Alckmin? Nem os tucanos acreditam no Datafolha. Todos sabem que Padilha terá pelo menos cerca 30% dos votos válidos no primeiro turno e é o mais sério candidato a disputar o segundo turno com Alckmin, e com chances de vencer.

Datafolha é piada pronta: diz que 57% de eleitores do PCO votariam em Aécio no 2o. turno.


Não dá para levar a sério a pesquisa do Datafolha, porque a sondagem de segundo turno desaparece com 12 pontos de nulos/brancos/nenhum/indecisos e que reaparecem engordando os votos no tucano.

Mas o relatório da pesquisa serve como peça de humor. Caí na gargalhada ao ler.

Eis algumas pérolas.

Aécio Neves (PSDB) tornou-se um fenômeno de votos no 2o. turno entre marxistas, trotskistas, socialistas e toda a extrema esquerda, na visão do Datafolha.

Inacreditáveis 57% dos eleitores do PCO (Partido da Causa Operária) votariam no demotucano no segundo turno (lembrando sempre que é segundo a pesquisa do Instituto).

Os eleitores do PSTU ficariam perto disso, com o índice de 50% votando no neoliberalismo tucano no segundo turno.

O eleitores do PSOL vão além, e nada menos do 64% teriam como segunda opção Aécio em vez de Dilma.

Isso é o que diz o Datafolha. Na vida real vocês acham que há alguma chance de algo parecido com isto acontecer?

Datafolha se embanana outra vez. Erro grosseiro de 12 pontos no 2o. turno para turbinar Aécio.


Na pesquisa de intenções de votos do Datafolha divulgada ontem, o jornal Folha de São Paulo ficou até com vergonha de colocar no gráfico do segundo turno o percentual do votos brancos/nulo/não sabe.

Isso porque tem um erro grosseiro de 12 pontos percentuais, o que invalida totalmente a pesquisa como referência (serve apenas de isca para tubarões caçarem sardinhas na Bolsa de Valores).

Na pergunta sobre primeiro turno 27% a 28% (o Datafolha não divulga as casas decimais) declararam votar nulo/branco/nenhum/não sei.

Na pergunta em seguida, sobre segundo turno, magicamente este número caiu para 16%. Coisa praticamente impossível de acontecer na vida real das urnas.

As pesquisas, como estatística, devem tentar reproduzir uma amostra do que aconteceria na população toda. Quem diz que não votaria em nenhum dos onze candidatos mostrados na pergunta do primeiro turno, também não votaria em dois destes mesmos nomes, se perguntados no mesmo momento. Respostas diferentes disso não tem valor científico.

Quem vota em um candidato que não passa para o segundo turno, pode mudar seu voto para outro candidato ou não votar em nenhum dos dois, mas quem rejeita todos desde o início do processo eleitoral costuma continuar rejeitando dois dos mesmos nomes no segundo turno.

Por isso, dificilmente os votos válidos no segundo turno seriam significativamente maiores do que no primeiro turno. Em geral votações ligeiramente maiores no segundo turno só ocorre quando há algum motivo, como enchentes, feriadão, que provoque abstenção maior no primeiro turno, ou alguma comoção política por algum candidato entre o primeiro e o segundo turno. Nada disso acontece no intervalo de minuto entre duas perguntas na pesquisa.

Então se Dilma tem 36% e a soma dos outros candidatos tem 36% , os votos válidos no primeiro turno dão 72%. Na sondagem de segundo turno o Datafolha deveria ter encontrado um número próximo disso. Entretanto aponta 44% para Dilma e 40% para Aécio, totalizando 84%, ou seja, 12 pontos a mais de votos válidos, no intervalo de uma pergunta e outra.

Para piorar, se na hipótese absurda de todos que disseram votar no primeiro turno em Campos, no Pastor Everaldo, no PSTU, no PSOL, no PCO, no Eymael, votassem em Aécio no segundo, o tucano somaria 36%. O Datafolha tirou da cartola mais 4% de nulos e indecisos para fazer Aécio chegar a 40%.

Dá para acreditar? É melhor daqui por diante o Datafolha dizer que, pela sua metodologia, a margem de erro é uns 12 pontos para mais no caso do tucano e para menos no caso de Dilma.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Procedência partidária de ministros põe em xeque isenção do TCU


Composição do órgão dá margem para insegurança técnica. E decisões movidas por interesses partidários, como atrasar o andamento de obras do PAC, podem estar acima de interesses nacionais
José Jorge, ministro do TCU e demotucano
 O ministro José Jorge, do Tribunal de Contas da União (TCU), anunciou ontem (15) que vai investigar “problemas recentes do sistema elétrico brasileiro”. Investigações por parte do TCU fazem parte do cumprimento de seu papel constitucional, mas causa certa estranheza o fato de o ministro abrir investigação em 2014, a pouco meses da eleição, de uma obra concluída na Amazônia em 2011.O ministro José Jorge, por exemplo, sempre foi filiado ao antigo PFL, hoje DEM. Ex-senador do DEM de Pernambuco, José Jorge compôs a chapa PSDB-PFL como vice de Geraldo Alckmin, quando concorreu à Presidência da República em 2006. Leia a matéria completa aqui

Nova manobra tucana. Clésio Andrade copia Eduardo Azeredo para se livrar da cadeia


É difícil deixar de ver na renúncia do senador Clésio Andrade (PMDB-MG), réu do  mensalão tucano, um artifício para postergar a conclusão do julgamento do caso, em tramitação no Supremo Tribunal Federal.

Embora tenha alegado problemas de saúde, Clésio repetiu a estratégia adotada pelo ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que abdicou de seu mandato em fevereiro. Abandonando a função, deixam de figurar na lista de autoridades que, segundo a Constituição, devem ser julgadas pelo STF.

O objetivo é transferir o processo para a primeira instância da Justiça, onde o amplo repertório de recursos permite que a análise do caso se estenda. Faz parte desse cálculo a expectativa de eventual prescrição dos crimes.

Empresário do ramo de transporte, Clésio Andrade, à época filiado ao PFL (atual DEM), foi vice-governador mineiro de 2003 a 2006, durante mandato de Aécio Neves, atual candidato tucano à Presidência da República.

Ainda na década de 1990, tornou-se sócio, em agências de publicidade, de Marcos Valério

Essa associação tornou-se peça central da engrenagem do mensalão tucano, que, segundo a Procuradoria-Geral da República, envolveu empréstimos fraudulentos, lavagem de dinheiro e desvio de verbas estatais com vistas a financiar a campanha de Eduardo Azeredo ao governo de Minas, em 1998.

Por tais razões, o escândalo mineiro é considerado precursor  do mensalão. Tudo leva a crer que o desenlace ainda demorará.

Quando Azeredo renunciou, o STF, embora estivesse prestes a julgá-lo, remeteu os autos do tucano à primeira instância. Num episódio também recente, mas anterior, a corte decidiu de forma diversa, com o que Natan Donadon (ex-PMDB-RO) logo foi condenado.

Quanto a Clésio Andrade, o mais provável é que seu caso vá parar na Justiça mineira. Logo ele, que começou a ser julgado em Minas e viu seu processo ser transferido para o Supremo depois de assumir a vaga de senador como suplente de Eliseu Resende (DEM-MG), morto em 2011.

Sem um critério objetivo para se balizar nessas circunstâncias, o STF estimula manobras como a de Azeredo e Clésio; ao permitir o vaivém procrastinador, encoraja enunciados segundo os quais o Judiciário não atua, no mensalão tucano, com a mesma diligência demonstrada na ação penal 470

Milagre! Editorial da Folha