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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Notinha escondida no Globo...O estágiario estava de plantão!


O Globo destacou, dia 31, que o número de servidores federais aumentou 28% de 2003 a 2013 – ou seja, nos governos do PT. Mas, talvez por ser uma edição de segunda-feira: O jornal de segunda é editado, lógico, domingo, dia em que as redações têm menos jornalistas e, consequentemente, os principais editores estão de folga; assim, muito que não passaria pelo crivo dos chefes acaba sendo publicado, às vezes até por não percebido), a matéria traz duas informações interessantes, ainda que escondidas.

Uma, que o número de servidores federais atualmente é menor que o existente em 1992 (de lá para cá a população pulou de 149,2 milhões para 204,7 milhões, ou 37,2% a mais). A outra, mais uma opinião que uma informação pura, em que o entrevistado – José Celso Cardoso, pesquisador do Ipea – afirma que o governo diminuiria muito mais suas despesas se reduzisse os juros da dívida pública.

Produção no pré-sal já passa de 1 milhão de barris por dia


Em julho, a produção do pré-sal, oriunda de 54 poços, foi de 812,1 mil barris por dia de petróleo e 30,5 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) de gás natural, totalizando pouco mais de 1 milhão de barris de óleo equivalente por dia. Houve aumento de 8,4% em relação ao mês anterior, informou nesta terça-feira a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP).

Já a produção total de petróleo e gás natural no país, no mês passado, ficou em cerca de 3,066 milhões de barris de óleo equivalente (boe) por dia, dos quais 2,466 milhões de barris diários de petróleo e 95,3 milhões de m³ de gás natural. Na comparação com o mesmo mês de 2014, houve aumento de 8,8% na produção de petróleo e de 2,9% em relação ao mês anterior. A produção de gás natural aumentou 8,5%, se comparada à de julho de 2014, e caiu 0,2% frente ao mês anterior.

O Campo de Roncador, na Bacia de Campos, registrou a maior produção de petróleo, com uma média de 371,3 mil barris por dia, e o Campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de gás natural, com média de 14,3 milhões de m³ por dia.

Acordo da Petrobras com Sete Brasil anima estaleiros



Para o presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Naval (Sinaval), Ariovaldo Rocha, o acordo firmado entre a Petrobras e a Sete Brasil, que habilitou esta última a construir seis sondas, libera a continuidade dos negócios da Sete Brasil, apontando um formato de empreendimento que pode ser apresentado a parceiros e financiadores. A expectativa, segundo ele, é que a retomada do empreendimento, com o novo formato, inicie uma nova etapa de negociação com estaleiros. A estatal também fechou acordo com outras seis empresas, nacionais e estrangeiras.

“Existem diversas questões que necessitam de negociação. Por exemplo: o que acontece com estaleiros que se comprometeram com aquisições de fornecedores para um número maior de sondas? Como serão solucionadas as despesas já realizadas pelos estaleiros até agora?” Rocha fez questão de explicar que as exigências de conteúdo local permanecem. E frisou que o importante, no momento atual, é de colocar o empreendimento de volta em operação, mesmo que com a redução da quantidade de sondas.

“Evidente que é esperada uma mudança de comportamento em relação a pagamentos aos estaleiros. A questão é a velocidade em que as negociações ocorrerão e como novos parceiros e financiadores vão conduzir estas negociações”, disse, acrescentando que o novo formato do empreendimento de construção de sondas da Sete Brasil indica a maior participação de investimentos das empresas e menor participação do Fundo de Marinha Mercante (FMM), cuja disponibilidade de recursos poderá ser afetada com o atual quadro de déficit nas contas públicas.Reuters

Subprocurador, que foi secretário de Segurança do tucano Cássio Cunha Lima, critica Lula



 O subprocurador-geral da República, Eitel Santiago, criticou nesta terça-feira, 1, os questionamentos feitos pela defesa do ex-presidente Lula sobre decisão do Ministério Público Federal no Distrito Federal de abrir uma investigação contra o ex-presidente. "Num sistema republicano, todos podem ser investigados. Me impressiona esse questionamento até porque o recorrido (procurador Anselmo Lopes), com muita clareza, trouxe à Tribuna que limitou-se a encaminhar notícias de que tomou conhecimento acerca da prática de atos infracionais", disse.

Em sessão do Conselho Superior do MP em que o colegiado rejeitou um recurso apresentado pela defesa de Lula, Santiago defendeu a atuação do procurador e disse que o que o procurador da República Anselmo Cordeiro Lopes fez é "nada mais nada menos do que cumprir o dever", justificou. Santiago disse ainda que, para aqueles que se dizem inocentes, "a investigação é o melhor atestado que se pode tirar", completou. Santiago ocupou a vice-presidência do Conselho, e foi secretário de Segurança Pública durante o governo do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), quando ele era governador da Paraíba, entre 2007 e 2009. Santiago deixou o cargo após a cassação do tucano.

Tucano que prometeu "arrancar cabeça de Dilma" terá que reafirmar ameaças à PF


O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) apresentou, nesta segunda-feira, um conjunto de requerimentos à Polícia Federal, Ministério da Justiça, Ministério Público Federal e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que seja apurada a ameaça de morte à presidente Dilma Rousseff feita por um advogado de Brasília, e que em 2014 concorreu ao cargo de deputado federal pelo PSDB. 

 Rejeitado nas urnas, tucano promete arrancar cabeça de Dilma à "foice e martelo"

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Matheus Sathler Garcia, candidato a deputado federal pelo PSDB do Distrito Federal em 2014 e rejeitado nas urnas. afirma que, caso a presidente Dilma não saia do Brasil até a véspera do dia 7 de setembro, "sangue vai rolar", e prossegue dizendo que "com a foice e o com o martelo nós vamos arrancar sua cabeça e pregar e fazer um memorial pra você".

Superávit da balança comercial em agosto soma US$ 2,689 bilhões


A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,689 bilhões em agosto, resultado de exportações de US$ 15,485 bilhões e importações de US$ 12,796 bilhões. O resultado é o melhor para o mês desde 2012, quando agosto registrou superávit de US$ 3,221 bilhões.

Na quarta semana do mês passado, a balança teve um superávit de US$ 636 milhões, com vendas externas de US$ 3,720 bilhões e importações de US$ 3,084 bilhões. Os números foram divulgados nesta terça-feira, 1, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

No acumulado ano, a balança está positiva em US$ 7,297 bilhões. No mesmo período de 2014, o resultado comercial apresentou um superávit de US$ 250 milhões. Neste ano, as exportações somaram US$ 128,347 bilhões de janeiro a agosto e as importações totalizaram US$ 121,05 bilhões.Reuters

Indústria de alimentos de animais de estimação crescerá dois dígitos em 2015


Setor que tende a crescer cada vez mais, o mercado da indústria alimentícia para animais de estimação já demonstrou que o faturamento de 2015 pretende alcançar crescimento na margem de dois dígitos.

O Brasil faturou, em 2014, aproximadamente R$ 16,6 bilhões com o chamado "mercado pet", segundo estimativa da Comissão de Animais de Companhia do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Comac). O valor inclui os lucros obtidos por diferentes segmentos, como os de alimentos, produtos veterinários, serviços e cuidados com os animais e equipamentos, acessórios e produtos para higiene e beleza (pet care).

O segmento de alimentação é um dos destaques do setor em 2015 e o que está alavancando as vendas do mercado. Atualmente 80% dos fabricantes de alimentos para animais estão lançando rações integrais, com grãos e até mesmo feita a partir de frango orgânico, que não leva anabolizantes para seu desenvolvimento, a idéia da saudabilidade e dos alimentos integrais começam a fazer parte das famílias que consideram os animais de estimação como mais um integrante.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O Globo disputa com Veja quem vai fechar primeiro.

O site propmark noticia que os jornais "O Globo" e "Extra" (versão mais popular e menos reacionária das Organizações Globo voltado para o Rio de Janeiro) demitirão entre 300 e 400 funcionários das áreas de jornalismo e de comercialização. "O Globo" foi o mais atingido.

Nota-se que estes jornais estão cortando em áreas vitais para a sobrevivência da empresa, na produção de noticiário e na área de vendas. É o rumo para fechar as portas, tomando o mesmo caminho da revista Veja.

Motivo? Queda no faturamento publicitário, segundo o site propmark. Os jornais não estão faturando o suficiente para cobrir as contas, estão acumulando prejuízos e não há chance de recuperação.

De tanto fazer propaganda terrorista para haver crise, de tanto provocar azia e depressão em seus leitores, de tanto mentir ou omitir sobre a verdadeira conjuntura mundial e nacional, de tanto fazer sensacionalismo e apostar no "quanto pior, melhor" demotucano, de tanto semear ódio, golpismo e desesperança, a Globo está colhendo o que plantou: crise.

Bem feito para os donos e para os demitidos que faziam o trabalho sujo com prazer para os patrões.

Só é lamentável o desemprego de quem trabalhava lá a contragosto, por falta de opção. Mas é o preço de não lutar pela democratização das comunicações. Se tivesse mais diversidade, haveria mais opções de emprego para todos.

Nota-se também que o jornalismo das Organizações Globo não está conseguindo sobreviver e se adaptar à era da internet. Mesmo quando a crise econômica passar, a Globo não se recupera e continuará perdendo leitores e audiência para a internet.

TSE diz que Aécio Neves (PSDB), recebeu doação do jornal Estadão, mas não declarou


 TSE suspeita de prestação de contas de Aécio
Na análise preliminar das contas, os técnicos do TSE informaram que o comitê nacional da candidatura registrou doação de R$ 2 milhões da Empreiteira Odebrecht, investigada na Operação Lava Jato, mas o registro da transferência não consta da prestação de contas de Aécio entregue no TSE

Segundo os auditores, a campanha deixou de declarar R$ 3,9 milhões em recebimentos estimáveis. 

No cruzamento dos dados de informações prestadas por doadores e candidatos, o TSE encontrou diversas omissões de despesas de serviços prestados. Entre as empresas está a S/A  jornal O Estado de São Paulo. De acordo com o TSE, constam três notas fiscais no CNPJ da empresa jornalística. Uma delas foi emitida no valor de R$ 52.885,30 e duas  notas de R$ 52.982,00.

A ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu esclarecimentos sobre omissões de valores  encontradas na prestação de contas do senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2014.

Entre as providências requeridas, a ministra pediu que a campanha de Aécio justifique ausência de registro de doações recebidas na prestação final de contas, esclareça divergências entre valores apresentados e os dados informados pelos doadores.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encontrou 15  irregularidades nas prestações de contas da campanha do senador Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República, no ano passado. Segundo técnicos do tribunal que analisam a contabilidade dos candidatos, houve  irregularidades na declaração à Justiça Eleitoral de doações feitas pelas empreiteiras Odebrecht e Construbase no valor de R$ 3,75 milhões. A relatora da prestação de contas da campanha tucana, ministra Maria Thereza de Assis Moura, pediu esclarecimentos ao senador.

De acordo com a assessoria técnica do tribunal, a campanha de Aécio registrou o recebimento de R$ 2 milhões em doações da Odebrecht. O valor foi repassado ao comitê de campanha do PSDB, mas não houve registro contábil dessa operação. A empresa é investigada na Operação Lava-Jato 

No caso da Construbase, a campanha de Aécio recebeu R$ 1,75 milhão, mas declarou à Justiça Eleitoral apenas R$ 500 mil. Além disso, a campanha tucana deixou de declarar R$ 3,9 milhões em doações estimáveis, que só foram registradas na prestação de contas retificadora.

Das 15  irregularidades encontradas pelo TSE, três foram consideradas graves. Foram doações recebidas antes das prestações de contas parciais, mas lançadas na contabilidade da campanha apenas na prestação final. Mais de R$ 6 milhões foram registrados dessa forma pelos tucanos.

A relatora da prestação de contas ainda não levou o processo para o julgamento em plenário. Como Aécio saiu derrotado da eleição, o TSE não tem prazo para analisar a contabilidade de campanha.

Entre as  irregularidades apontadas pelo TSE, está o fato de o candidato ter declarado o recebimento de R$ 4 milhões dos diretórios do PSDB e do PTB, mas o valor não teria sido declarado pelos partidos em suas prestações de contas. Além disso, a campanha de Aécio declarou ter doado R$ 500 mil para o comitê da campanha de José Serra (PSDB-SP) ao Senado, mas Serra não registrou o recebimento em sua prestação de contas.

As contas da campanha presidencial de Aécio Neves ainda não foram julgadas pela Justiça Eleitoral, que continua analisando os documentos contábeis apresentados. A decisão da ministra é do dia 14 de agosto, mas os detalhes sobre as  irregularidades  foram divulgados somente nesta segunda-feira.



Cota parlamentar paga de outdoor a aluguel de avião para deputados



Para os deputados federais, o Erário tudo paga. Sob o guarda-chuva da cota parlamentar — uma verba que cada um desses 513 políticos têm direito por mês — o dinheiro público banca aluguel de avião, carros de luxo, outdoor de autopromoção em seus redutos eleitorais, milhares de jornais e informativos sobre o mandato, publicação de matérias pagas na imprensa de suas regiões e profissional exclusivo para fazer discursos. Ainda tem passagem, combustível, correio e hospedagem. Sem contar com as refeições, que vão de um simples misto quente com suco de laranja a um restaurante chique em Brasília.

A exigência, pela Câmara, da apresentação das notas fiscais detalhadas e discriminadas gasto a gasto, desde julho de 2014, revela a diversidade dessas vantagens. O valor da cota pode ser diferente para cada parlamentar e leva em conta o preço das passagens aéreas de Brasília até o estado de origem do deputado. Um parlamentar de Roraima recebe a maior cota, de R$ 45,2 mil por mês. Um do Distrito Federal, o menor, de R$ 30,4 mil. Estão fora dessa conta o salário do deputado — de R$ 33,7 mil — e a chamada verba de gabinete, de R$ 92 mil mensais para cada um. Esse recurso é destinado a pagar salários dos servidores dos gabinetes.

O deputado Jovair Arantes, do PTB de Goiás, estado colado no Distrito Federal, tem o hábito de alugar avião com verba da cota para percorrer os 208 quilômetros entre Goiânia e Brasília. Em maio, o erário pagou R$ 13 mil numa aeronave para o trecho Brasília-Goiânia-Brasília. Fez isso várias outras vezes.

Cleber Verde (PRB-MA), que comanda a Secretaria de Comunicação da Câmara, adora divulgar seus feitos. Em abril e junho deste ano, ele confeccionou, com o dinheiro da cota, 240 mil unidades do “Jornal do Cleber Verde”, ao custo de R$ 99,6 mil. Verde diz que deputado que não é dono de TV, rádio ou jornal tem que fazer esse gasto para divulgar seu trabalho.

Os parlamentares usam outros meios de se promoverem. Um deles é espalhar outdoors pelas cidades de suas bases eleitorais, onde têm votos. Wladimir Costa (SD-PA) distribuiu cem outdoors em cinco cidades do estado, que custou R$ 55 mil ao Erário. A assessoria do deputado informou que, nessas mensagens, Costa divulgava as emendas do orçamento que aprovou para os municípios.

PAGAMENTOS DE ADVOGADOS

O deputado Alan Rick (PRB-AC) usou verba da Câmara — R$ 4,5 mil — para contratar advogado para entrar com ação contra a Parada LGBT de São Paulo, por ter usado símbolos religiosos. A distância entre Rio Branco (AC) e São Paulo é de 3,5 mil quilômetros. A cota parlamentar autoriza contratação de escritórios de advocacia, mas, na maioria dos casos, para emitirem pareceres sobre projeto de lei. Rick afirmou que, por ser coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Vida, na Câmara, tinha obrigação de tomar essa medida. Ele diz que considerou uma afronta uma manifestante aparecer no ato simulando a crucificação numa cruz.

GASTOS COM DISCURSOS

A deputada Keiko Ota (PSB-SP) faz um uso diferente de parte de sua cota: ela paga um jornalista para fazer seus discursos. É um tipo de gasto incomum, já que boa parte dos deputados tem assessores ou jornalistas contratados em seus gabinetes. Ota está no seu segundo mandato e já gastou mais de R$ 200 mil na contratação de um profissional de São Paulo. Em média, ela paga R$ 9,5 mil mensais por esse serviço. Um dos discursos pagos é o de saudação a Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por sua eleição para presidente da Casa. O jornalista fez discursos para ela entre janeiro e abril deste ano.

Também há casos de deputados que usam a verba para garantir segurança pessoal. É o caso do Delegado Éder Mauro (PSD-PA), que gasta, desde que assumiu o mandato este ano, R$ 8 mil mensais para andar com segurança quando está em Belém (PA). Mauro,  integra a Bancada da Bala na Câmara.



PAC: infraestrutura energética soma R$ 26 bi em ações concluídas no 1º semestre


De janeiro a junho deste ano, o governo federal destinou R$ 26 bilhões em ações em geração e transmissão de energia elétrica, exploração e produção de petróleo e gás natural no pré e pós-sal, refino, petroquímica, fertilizantes, combustíveis renováveis e fomento à indústria naval. A informação consta no balanço do período do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), divulgado na noite de segunda-feira, 31, e disponível no site do Ministério do Planejamento.

No segmento de geração de energia elétrica, no primeiro semestre, dos 532 empreendimentos da carteira do PAC, 47 foram concluídos com o acréscimo de 2.342 MW ao sistema, sendo 96,2% oriundos de fontes renováveis. O governo dá destaque para a Usina Hidrelétrica (UHE) Santo Antônio (3.568 MW), em operação com 32 unidades geradoras (2.286 MW), e UHE Jirau (3.750 MW), em operação com 33 unidades geradoras (2.475 MW).

Ainda estão em obras usinas que somam uma capacidade de geração de 28.785 MW. São mais nove usinas hidrelétricas que totalizam 15.202 MW, além de oito usinas termelétricas (2.847 MW), 126 eólicas (3.177 MW) e 12 Pequenas Centrais Hidrelétricas (241 MW). "Até 2018 esses empreendimentos aumentarão em 23.922 MW a capacidade de geração de energia elétrica do País a partir de diversas fontes", informou o governo, no documento.

Foram citadas pelo governo no balanço do PAC a usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, que terá 11.233 MW de capacidade instalada, já está com 73% de suas obras realizadas e soma R$ 2,5 bilhões investidos; a hidrelétrica de Teles Pires, no Mato Grosso, que está com 99% de obras executadas e previsão de início das operações em novembro; entrada em operação de 42 usinas eólicas, com capacidade instalada de 1.092 MW, e mais 3.177 MW que estão em construção e 30 estudos de viabilidade de aproveitamentos hídricos, que totalizam 33.486 MW.

Transmissão

No segmento de transmissão de energia, neste primeiro semestre, no âmbito do PAC, foram instaladas 926 quilômetros de linhas e seis subestações. A carteira total do PAC é de instalação de 90 linhas de transmissão (26.631 quilômetros) e 31 já estão em obras. Já em subestações são 46, sendo 16 com obras já iniciadas. Dentre os destaques de projetos pontos, o governo mencionou a linha de transmissão Nova Santa Rita - Povo Novo - Marmeleiro - Santa Vitória do Palmar (491 km), que possibilitou que a energia gerada pelos parques eólicos da região Sul do Estado do Rio Grande do Sul seja conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Petróleo

No segmento de exploração e produção de petróleo e gás, foram perfurados 27 novos poços exploratórios e entraram em operação duas plataformas (FPSO Cidade de Itaguaí e P-61) no primeiro semestre. Foram descobertas acumulações de petróleo nas Bacias do Amazonas (Jusante de Anebá), de Campos (Basilisco), do Espírito Santo (Tabebuia) e de Sergipe (Farfan e Poço Verde) e a produção nacional de petróleo foi, em média, de 2.419 mil barris por dia e a de gás natural, de 95 milhões de metros cúbicos por dia.

O governo deu destaque para a produção nacional de petróleo do pré-sal, de 52 poços, que foi de 751,2 mil barris por dia somente em junho e de 27,8 milhões de metros cúbicos de gás natural, e o recorde da Petrobras que, no dia 26 de junho, atingiu a produção diária de 811 mil barris por dia de petróleo nesta área.

Já na área de refino e petroquímica, destaca-se o início de operação, em novembro de 2014, da Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco, que tem 91,9% de suas obras realizadas e que até o momento acumula 11 milhões de barris de petróleo processados. No Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), as obras da Central de Utilidades que irá suportar a partida da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) estão em andamento, segundo o governo. A execução física total do projeto já atingiu 82%, ressalta no documento.

Em combustíveis renováveis, o governo informou que o primeiro trecho do Sistema Logístico de Etanol, construído entre as cidades paulistas de Ribeirão Preto e Paulínia, foi concluído e está em operação desde agosto de 2013. Já o segundo trecho, entre Ribeirão Preto (SP) e Uberaba (MG), entrou em operação em abril deste ano.

Na área de indústria naval, o governo esclareceu que, até junho, por meio do Fundo de Marinha Mercante, foram celebrados contratos no montante de R$ 2,2 bilhões e liberados recursos no montante de R$ 2,5 bilhões. Foram entregues três navios de grande porte, sendo um do tipo Suezmax (André Rebouças), um tipo Panamax (Anita Garibaldi) e um Gaseiro (Oscar Niemeyer)

Infraestrutura social e urbana soma R$ 47 bi em ações do PAC no 1º semestre



O governo federal destinou R$ 47 bilhões em ações de infraestrutura social e urbana, com foco em melhoria das condições de vida da população nas cidades brasileiras neste primeiro semestre do ano. Diretriz-base do governo petista, as medidas nessa área ocupam metade do documento (43 páginas de um total de 84 slides) que a União fez sobre o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), divulgado na noite de segunda-feira, 31, e disponível no site do ministério do Planejamento.

Habitação

Com relação ao Programa Minha Casa Minha Vida, foram entregues 288.317 unidades habitacionais no País de janeiro a junho deste ano. A carteira total do Programa no PAC é de 3,96 milhões de unidades contratadas, com 5.388 municípios atendidos. Pelo programa, criado em 2009, foram realizados R$ 265,2 bilhões de investimentos e entregues 2,3 milhões de unidades habitacionais, atingindo oito milhões de pessoas.

Ainda no segmento imobiliário, o governo informou que houve R$ 41 bilhões de contratações via Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), sendo R$ 26 bilhões de imóveis novos. "Somente em 2015, são mais 118.537 famílias atendidas com financiamento habitacional de imóveis novos", ressaltou o governo, no documento.

Nas ações de urbanização de assentamentos precários, foram 85 ações em 79 municípios, beneficiando 25 mil de pessoas. Desde o início do programa, foram concluídos 1.454 planos de habitação de interesse social e projetos de urbanização e 817 obras, no valor de R$ 3,1 bilhões, que beneficiaram cerca de 227 mil famílias, em 1.681 municípios. Outras 835 obras estão em execução em todo o País. O governo cita a Vila São José, na capital mineira, com mais de 15 mil famílias, que está recebendo obras de pavimentação, drenagem, água e esgoto, contenção de encostas, recuperação ambiental, regularização fundiária, trabalho social e construção de equipamentos sociais. O empreendimento está com 83% de execução.

Mobilidade urbana

Em mobilidade urbana, até junho deste ano, foram concluídas 31 obras, representando 132 quilômetros de trilhos, 196 quilômetros de Bus Rapid Transit (BRTs) e corredores, dois Terminais de Passageiros e um Sistema de Monitoramento de Trânsito. O destaque ficou com a estação de metrô Bom Juá, de Salvador (BA), que entrou em operação em abril. A linha 1 do metrô tem aportes federais de R$ 1,9 bilhão.

Da carteira total de 367 empreendimentos previstos em mobilidade urbana, 15 estão em operação, 100 em andamento e 13 em execução. Estão em andamento as obras de seis metrôs, cinco Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs), dois trens urbanos, dois monotrilhos, 23 BRTs, 39 corredores, dois sistemas de monitoramento, duas estações de metrô, dois terminais e um corredor fluvial. Tais obras representam 240 km de trilhos, 1.278 km entre vias urbanas, corredores e BRTs, 11 km de corredor fluvial e 15 terminais de passageiros. Os VLTs da Baixada Santista, o primeiro do Estado de São Paulo, e o da área central e portuária do Rio de Janeiro, para apoiar os Jogos Olímpicos de 2016, estão com 65% e 25% de execução física, respectivamente.

Prevenção em áreas de risco

Em prevenção em áreas de risco, o governo federal esclareceu que foram feitos, nesse primeiro semestre, 13 empreendimentos de drenagem em nove municípios, beneficiando 330 mil pessoas; oito obras de contenção de encostas em oito cidades, atingindo 12 mil de pessoas. Dentre os destaques foi mencionada a obra de drenagem urbana na Bacia do Maruípe, em Vitória/ES, no valor de R$ 70,7 milhões, beneficiando 17 bairros e 28 mil famílias. "Essa obra contribui para a redução dos graves alagamentos na região das Avenidas Maruípe, Leitão da Silva e Nossa Senhora da Penha", explicou o governo.

Recursos hídricos

Em recursos hídricos, o Projeto de Integração do Rio São Francisco, declarado pelo governo como a "maior obra hídrica da América do Sul", teve a estação de bombeamento do Eixo Norte inaugurada em Pernambuco. Quando totalmente finalizada, beneficiará mais de 12 milhões de nordestinos. Nos primeiros seis meses do ano, foram entregues sete obras, dentre elas as Adutoras Araras, ETA e Flor do Campo, cinco sistemas de esgotamento sanitário e uma localidade com sistemas de abastecimento. Entretanto, do total de 200 empreendimentos em carteira, somente sete foram concluídos e 108 estão em execução.

Saneamento

Em saneamento, 97 obras de água em áreas urbanas em 106 municípios, atingindo mais de um milhão de pessoas, foram concluídas no primeiro semestre. Já empreendimentos em esgotamento sanitário e resíduos sólidos urbanos foram 186 em 159 cidades, atingindo 1,3 milhão de pessoas. Em pavimentação, foram 18 empreendimentos concluídos, beneficiando 107,3 mil pessoas, e 269 em obras.

Luz Para Todos

Já o programa Luz Para Todos efetuou, de janeiro a junho, 22.523 ligações, cerca de 10,9% da meta 2015-2018. Destas, 9.878 foram realizadas em áreas prioritárias do Brasil sem Miséria. O governo destacou que até junho de 2015 a energia elétrica chegou para mais 3.222.933 famílias, cerca de 15,5 milhões de moradores em áreas rurais de todo o País. Os investimentos foram de R$ 22,7 bilhões, dos quais R$ 16,8 bilhões são recursos do governo federal.

Saúde, educação, cultura, lazer e esporte

Em equipamentos sociais nas áreas da saúde, educação, cultura, lazer e esporte, de janeiro a junho, o governo federal, no âmbito do PAC, teve a conclusão de 33 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs); 1.876 Unidades Básicas de Saúde (UBS); 586 quadras esportivas; 237 creches e pré-escolas. Além disso, unificou 27 Centros de Artes e Esportes e concluiu obras em quatro cidades históricas do País.

Da carteira total, ainda falta muita coisa a executar nesse segmento. Em creches, há 6.167 unidades contratadas, com aportes de R$ 8 bilhões, e foram concluídas apenas 1.021 unidades, com investimentos de R$ 1,1 bilhão. Das UBS, são 14.274 unidades contratadas (R$ 3,619 bilhão) e 5.171 concluídos (R$ 783,5 milhões investidos); das UPAs são 483 unidades contratadas (R$ 1 bilhão) e 71 concluídas (R$ 130,1 milhões); das quadras, 10.124 contratadas (R$ 3,9 bilhões) e 1.655 concluídas (R$ 650,7 milhões); dos CEUs são 342 unidades contratadas (R$ 755,1 milhões) e 80 concluídas (R$ 169 milhões).

Balança comercial tem maior superávit para agosto em três anos, de US$2,7 bi



A balança comercial brasileira (diferença entre importações e exportações) registrou resultado positivo de US$ 2,689 bilhões no mês passado, o melhor para agosto desde 2012 e mais uma vez guiado pela queda maior nas importações que nas exportações.

Após encerrar o sexto mês seguido no azul, o superavit comercial no acumulado do ano somou US$ 7,297 bilhões, bem acima do saldo positivo de US$ 205 milhões do mesmo período de 2014, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior nesta terça-feira (1º).

O resultado vem ajudando o país a melhorar suas contas externas diante das recentes altas do dólar, mas não deixa de refletir a deterioração do cenário econômico.Em agosto, segundo o ministério, as importações somaram US$ 12,796 bilhões

Com isso, o saldo comercial mensal foi o mais forte para agosto desde 2012, quando a balança comercial havia ficado positiva em US$ 3,2 bilhões.

O melhor desempenho comercial no exterior tem ajudado as contas externas do país. 

Para o ano, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, apontou em meados de agosto esperar saldo comercial de até US$ 12 bilhões. Agência Reuters

Funcafé: Ministério da Agricultura já repassou este ano R$ 1,162 bi a bancos


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento já repassou, este ano, R$ 1,162 bilhão às instituições financeiras que operam com Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). O último aporte, na semana passada, foi de R$ 173,1 milhões para seis bancos. Antes, o Ministério havia transferido R$ 989,3 milhões para 12 bancos para crédito destinado à estocagem, à aquisição de café, a linhas de capital de giro de cooperativas de produção e de indústria de torrefação e moagem.
Os recursos foram destinados para o Crediminas, Agrocredi, Credivar, Banco de Tokyo, Banco ABC Brasil, Banco de Crédito e Varejo.

O Fundo de Defesa da Economia Cafeeira foi criado em 1986 para apoiar as políticas públicas voltadas à cafeicultura, uma das principais atividades da agricultura brasileira. O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de café, com uma safra estimada em 44,28 milhões de sacas de 60 quilos de grãos beneficiados no ciclo 2015.

O país também é o maior exportador mundial do produto, com embarques de 20,5 milhões de sacas de café verde e industrializado que renderam US$ 3,6 bilhões no período de janeiro a julho de 2015.
O setor tem 290 mil cafeicultores, em cerca 1.900 municípios de 15 estados brasileiros, e gera 8,4 milhões de empregos diretos e indiretos em toda a cadeia.

Contax diz que venderá divisão internacional Allus para focar-se só no Brasil


A empresa de centrais de atendimento Contax informou que iniciará um processo de venda de sua divisão internacional Allus, com o objetivo de melhorar a estrutura de capital da companhia e reduzir seu endividamento, focando-se no mercado brasileiro.

A divisão possui operações na Argentina, Peru e Colômbia e tem cerca de 21,5 mil colaboradores.
"A administração da companhia entende que o atua momento representa uma oportunidade para capturar valor por meio da alienação das operações internacionais que não estão empacotadas pela situação económica do Brasil", disse a Contax em comunicado divulgado na noite de segunda-feira.
"Tal venda permitirá melhorar substancialmente a estrutura de capital da companhia, reduzir seu endivida mento, centrando todos os esforços e foco na actuação no 'core market' brasileiro", acrescentou.

A previsão da companhia é de que a operação seja concluída no primeiro trimestre de 2016.
A Allus teve receita de 414,3 milhões de reais no primeiro semestre de 2015, crescimento de 32 por cento sobre o mesmo período do ano anterior. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu 27 por cento no mesmo intervalo.Da Agência Reuters


Grupo italiano investirá US$ 600 milhões em energia solar no Brasil


 A Enel Green Power vai se transformar na maior fornecedora de energia solar no Brasil e investirá quase 600 milhões de dólares com este objetivo, anunciou nesta segunda-feira o grupo italiano de energias renováveis.

A Enel Green informa em um comunicado que venceu uma licitação que permitirá durante 20 anos vender energia solar ao Brasil por um total de 553 MW, com três novos projetos fotovoltaicos em Belo Horizonte (103 MW), Lapa (158 MW) e Nova Olinda (292 MW).

Quase 600 milhões de dólares serão investidos na construção das novas unidades, que entrarão em serviço até 2017.

O grupo italiano já está presente no Brasil, onde possui o maior parque fotovoltaico em funcionamento (11 MW, Fontes Solar). Em novembro de 2014, a Enel Green iniciou a construção de um novo parque fotovoltaico de 254 MW em Ituverava, estado de São Paulo.

Com os novos projetos, a Enel Green afirma que se tornou a maior operadora de energia solar no Brasil.

A Enel Green é a filial do grupo italiano Enel, especializada em energias renováveis, com uma capacidade de produção de energia elétrica de 9.900 MW (solar, eólica, geotérmica e hidrelétrica). Com informações da Agência de notícias Reuters

Redução no valor cobrado nas contas de luz começa a valer em setembro



A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a cor vermelha para a bandeira tarifária de setembro. Os valores extras a serem cobrados a partir de 1º de setembro foram publicados no Diário Oficial da União de hoje). No caso da bandeira vermelha, o acréscimo na conta de luz será R$ 4,50 para cada 100 kWh consumidos - valor abaixo dos R$ 5,50 cobrados anteriormente.

Os novos valores foram definidos no dia 28 de agosto pela Aneel. Eles representam uma redução de 18% no valor da bandeira - o que corresponde a uma queda de 2 pontos percentuais no custo final da conta de luz. A diminuição nos valores cobrados foi em decorrência da redução no custo de produção de energia, a partir do desligamento de 21 termelétricas.

O valor adicional indicado pelas bandeiras verde, amarela e vermelha é um mecanismo adotado nas contas de luz para informar ao consumidor se ele está pagando mais caro pela energia. A bandeira verde indica condições favoráveis de geração de energia, situação que não resulta em acréscimos na tarifa. A bandeira amarela indica condições de geração menos favoráveis. Nesse caso, a tarifa sofreria acréscimo de R$ 2,50 para cada 100 kWh consumidos.