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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Militancia petista está dando show nas redes sociais



A base de apoio da presidente Dilma nas redes sociais conseguiu se reorganizar entre os dois eventos contra a presidente, segundo levantamento realizado pelo Departamento de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV/Dapp) no Twitter em 15 de março e em 12 de abril, dia das grandes manifestações contra o governo. A reação vista no dia 12 conseguiu fazer a hashtag "aceitadilmavez" superar a hashtag "impeachment", que havia suplantado todas as outras em 15 de março.

"As redes estão operando de uma forma diferente agora. É como se a base que elegeu a presidente decidisse parar de recuar, que não pode mais perder espaço", avalia o diretor do FGV/Dapp, Marco Aurélio Ruediger. Para ele, essa mobilização ajudou Dilma a entrar em uma trajetória de estabilização que coincidiu com o movimento de entendimento com o PMDB. A exemplo das ruas, o debate também esfriou nas redes. O número de menções às manifestações mapeado pelo Dapp no domingo foi 40% menor que em março, ou 478 mil contra 760 mil.

Rudieger acredita,  que as posições nas redes sociais estão mais estabelecidas agora do que em março. "A polarização vista no período eleitoral se manteve, mas em março não havia uma resposta de apoio à Dilma", diz, lembrando que o fato de marcarem posição não quer dizer que estejam em sintonia com as pautas do governo. "Em 2013, a pauta era mais difusa, havia uma mistura de temas e de atores. Agora, é mais focada. A inconformidade é com o governo. Há um desconforto imenso com a corrupção, com o uso de recursos públicos", completa.

Como analista, Ruediger avalia que a entrada efetiva do vice-presidente Michel Temer no governo e a atuação do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ajudaram no processo de estabilização. Segundo ele, a análise discursiva das postagens mostra que entre o grupo pró-Dilma há a percepção de que é necessário fazer ajustes na economia. "Mas eles firmam posição nos pontos que consideram mais relevantes, como a questão da terceirização. As redes são espaços de debates, mas também de resposta", afirma.

A partir da comparação das manifestações de 15 de março e 12 de abril, e também com as mobilizações de 2013, o diretor do Dapp avalia que está havendo um aprendizado do meio político no trato com as redes sociais. Segundo ele, o debate nas redes, que há dois anos era pautado pela sociedade, começa a seguir também a agenda definida pelas instituições.

"Surgiu uma dialética maior, com o meio político colocando também suas próprias pautas e se deixando pautar, e até mudar de opinião, pelas redes", explicou ontem Ruediger, pouco antes de a bancada do PSDB deixar clara a divisão sobre o projeto de terceirização, provocada pela pressão da opinião pública.

A FGV/Dapp utiliza softwares e metodologias de pesquisa para buscar, coletar e analisar dados extraídos de redes sociais. O processo envolve análise linguística para definir critérios de busca e análise qualitativa interdisciplinar dos dados coletados, além de softwares para gerar novas visualizações dos dados.

PT-SP pede ao MP investigação para apurar elo entre site e governo Alckmin



O Diretório Estadual do PT-SP informou nesta sexta-feira, 24, que vai entrar com uma representação no Ministério Público do Estado de São Paulo solicitando "rigorosa investigação" sobre o envolvimento do blogueiro Fernando Gouveia, responsável pelo site Implicante, e o governo de São Paulo, comandado por Geraldo Alckmin (PSDB). O site Implicante produz conteúdo contra o PT e membros do partido, principalmente com postagens contrárias ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à presidenta Dilma Rousseff.

De acordo com reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, a empresa do blogueiro, a Appendix, recebeu, de junho de 2013 a março deste ano, pagamentos mensais no valor de R$ 70 mil, totalizando, até o mês passado, R$ 1,47 milhão. A empresa de Gouveia foi contratada pela Propeg, uma das três agências que cuidam da publicidade oficial do governo, para prestar serviços à Secretaria Estadual de Cultura. O contrato foi firmado via Secretaria de Comunicação.

De acordo com nota assinada pelo presidente estadual do PT, Emídio de Souza, o blogueiro seria o beneficiário final de uma triangulação envolvendo o governo do Estado. "O governo Alckmin repassaria, através da secretaria estadual de Comunicação, recursos públicos à agência publicitária Propeg, que, por sua vez, entregaria R$ 70 mil mensais ao blogueiro, como forma de financiar, ilicitamente, disputas, estratégias e interesses político-partidários de integrantes da atual administração pública executiva estadual", afirmou.

Para Emídio, essa suposta ligação e um possível desrespeito ao objetivo do contrato original "apontam indícios de desvios de recursos públicos" e podem tipificar prática de crime contra a administração pública e ato de improbidade administrativa. "O PT-SP solicita que o MP Estadual adote as medidas cabíveis a fim de apurar com rigor os fatos e responsabilizar os seus autores, e, desta forma, impedir a continuidade das condutas ilícitas que prejudicam diretamente os cofres públicos", afirma o presidente estadual.

A Folha informou também que a ex-assessora da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, Cristina Ikonomidis, tornou-se sócia do blogueiro na Appendix. A reportagem diz que pelo menos uma das ordens de serviço que liberaram pagamentos à Appendix foi assinada pelo jornalista Juliano Nóbrega, então número dois da Subsecretaria de Comunicação do Palácio dos Bandeirantes e marido de Cristina.

Emídio afirma que a bancada de deputados estaduais do PT já protocolou um requerimento para que a Assembleia Legislativa peça explicações ao governo e diz que os deputados devem apresentar nos próximos dias um pedido de instalação de CPI para apurar o caso.

domingo, 26 de abril de 2015

Na pressa de aplicar o golpe, Carlos Sampaio, paga mico


Uma declaração dada na manhã de sexta-feira pelo líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), provocou mal-estar na cúpula do PSDB a respeito do momento certo para a apresentação de um pedido de impeachment da presidente Dilma  À noite, o deputado precisou retificar seu posicionamento.

Após reunião pela manhã com a bancada do partido na Câmara, Sampaio disse: 'Se depender da bancada do PSDB, protocolamos este pedido entre terça e quarta-feira'. A declaração repercutiu mal no comando do partido, que ainda aguarda a avaliação de juristas para se posicionar oficialmente sobre o assunto. O presidente da sigla, senador Aécio Neves (MG), telefonou para Sampaio e exigiu dele um esclarecimento.

À noite, o deputado relativizou a declaração. 'Talvez tenha me expressado mal. Vou na terça pela manhã tomar um café com o Aécio para levar a posição da bancada, para ouvi-lo. Ouvi-lo mesmo, porque a decisão tem que ser conjunta.

Não faria sentido eu falar: 'Eu vou na terça ouvir o Aécio' e na quarta eu entro (com o pedido se houver concordância do partido)', disse o líder. 'Vou levar a posi- ção da bancada. Para a bancada, não tem mais o que aguardar. Já temos os elementos e daí vamos decidir conjuntamente.' O encontro com a bancada era para discutir a infraestrutura do País, mas o impeachment acabou sendo o tema dominante. Na entrevista, Sampaio afirmou que os deputados tucanos consideram possível pedir o impeachment por crime de responsabilidade com base nas chamadas pedaladas fiscais e por suposta omissão da petista no esquema de corrupção da Petrobras.

Aécio e parte da bancada no Senado, por sua vez, têm adotado um tom mais cauteloso ao tratar o assunto. O presidente do PSDB, candidato derrotado na corrida pelo Planalto, diz aguardar análise de juristas para que o partido tome uma posição. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse há uma semana que pedir o impedimento da presidente neste momento é 'precipitação'.

Sampaio discorda, conforme relatou logo após o encontro com deputados. 'A decisão (da bancada) foi tomada, o impeachment é cabível e não precisamos aguardar mais nenhum parecer', disse pela manhã. 'Respeitamos a posição do ex-presidente Fernando Henrique e dos senadores que discordam, mas a Casa que decide é a Câmara. A bancada tem clareza de que o momento enseja o impeachment', afirmou o líder tucano, segundo quem '95% da bancada' apoia essa posição.

Um dos principais aliados de Aécio, o deputado Marcus Pestana (MG) saiu em defesa de Sampaio. 'Não há discordância.

Nem Fernando Henrique Cardoso, nem José Serra. Está todo mundo escandalizado com o descalabro. O que há é muito em cima das evidências jurídicas. Só que o Carlão (Sampaio) nos últimos dias avançou. Nas últimas eleições presidenciais, o candidato tucano, Aécio Neves, patinou o tempo todo entre 10 e 15% nas... Continue lendo aqui

sábado, 25 de abril de 2015

Aécio quer ser presidente na base do golpe



SEM NOÇÃO

'Aécio, para que tá feio. A direita merece mais'

Além de 'partido dos ricos', da maneira como o PSDB exerce seu direito de ser oposição só conseguirá chegar em 2018 com pecha de golpista

Os 30 anos da morte de Tancredo Neves, relembrados durante a última semana, foram o mote para artigos do seu neto e agora senador, Aécio Neves (PSDB-MG), para atacar o PT e a presidenta Dilma nos jornais O Globo e Folha de S.Paulo.Com espaços generosos e "gratuitos" concedidos pela nossa mídia tradicional, o candidato derrotado na eleição presidencial do ano passado aproveitou a data da morte de seu avô, que coincide com o dia de Tiradentes, para incrementar as críticas a Dilma.No texto publicado pelo jornal da família Marinho, Aécio fala que... Continue lendo aqui

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Além de partido dos ricos, PSDB chegará em 2018 com pecha de golpista.



A bancada do PSDB na Câmara pretende apresentar na próxima semana, "entre terça e quarta-feira", o pedido de impeachment da presidente Dilma   segundo Aécio Neves e Carlos Sampaio, por crime de responsabilidade, com base nas chamadas "pedaladas fiscais", e por , a velha conversa sobre Petrobras.

O líder do partido na Câmara, Carlos Sampaio (SP), disse que apresentará o parecer dos deputados ao presidente da legenda, senador Aécio Neves (MG), mas entende que já há elementos suficientes para conseguir o impedimento da presidente.

Derrotado nas eleições presidenciais do ano passado, Aécio já afirmou que o partido pedirá o impeachment se ficar comprovada a participação de Dilma nas chamadas "pedaladas fiscais", manobras feitas com recursos dos bancos públicos para arrumar as contas do governo.

O PSDB aguarda um parecer do professor Miguel Reale, antes de anunciar uma decisão sobre o tema. Tucanos como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se posicionaram contrários ao pedido de impeachment.  Leia mais aqui

Blogueiro antipetista do Alckmin também recebeu do Aécio para atacar Dilma


Appendix trabalhou para Aécio
Agência que recebia verba do governo de São Paulo é de blogueiro que produz conteúdo anti-PT

Citada como cliente da Appendix, agência do blogueiro e advogado Fernando Gouveia, que recebeu recursos do governo de São Paulo e mantinha site antipetista, a Brasil Comunicação, de Belo Horizonte, trabalhou para campanhas tucanas. Dono da empresa mineira, o publicitário Zuza Nacif, em conversa telefônica com a reportagem do jornal O Tempo de Minas Gerais, anteontem, confirmou a relação com a agência paulista e explicou que a Appendix foi acionada por ele para prestar serviços na campanha do senador Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República.

Procurado, o PSDB mineiro confirmou que houve um contrato com a Brasil Comunicação em 2014

Depois que a reportagem fez contato com o PSDB, Zuza Nacif mudou a versão inicial apresentada. Ele informou que a participação da empresa de Fernando Gouveia foi em outro trabalho, feito em 2013, sem ligação com a campanha eleitoral. Para o trabalho, a Appendix teria recebido R$ 30 mil.
 A relação da Brasil Comunicação com os tucanos não é nova. Em maio de 2013, Zuza e a agência foram citados em uma matéria feita pelo site da revista “Veja”. Eles foram apontados como administradores de perfis falsos na internet, para postagens em defesa de Aécio. .

A empresa. O publicitário informou que a Brasil Comunicação tem trabalho voltado para criação de sites e planejamento de marketing para redes sociais. O site da empresa, no entanto, é bastante simples, possuindo apenas uma página em branco com o nome da agência, o endereço e o telefone para contato.

Embora tenha sido questionado a respeito de outros clientes, Nacif não quis dar mais nomes, apenas mencionou que também prestou serviços para um banco, cujo nome não foi revelado por “motivos comerciais”. 

Ativista. Neste ano, Zuza Nacif foi citado pelo jornal “Folha de S.Paulo” como uma das pessoas que distribuíram pelo WhatsApp vídeos chamando para o protesto realizado no último 15 de março. O material usava imagens da campanha de Aécio Neves. O publicitário alegou não ter estrutura para produzir vídeos, mesmo sendo dono de agência de publicidade, e afirmou que, como cidadão, tem direito de se manifestar e convocar a população a participar dos protestos pelo país.

- Jornal O Tempo

País voltou a gerar empregos em março



Depois de três meses de queda no saldo de empregos, o País abriu 19.282 vagas de emprego em março deste ano.Em março do ano passado, o saldo havia sido positivo em 13.117 pela série sem ajuste. O número foi apresentado ontem no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O setor de serviços foi o responsável pela maior geração de vagas formais de trabalho em março, com um saldo positivo de 53 778 postos, segundo os dados do Caged. O Comércio gerou 2.684 novas vagas no mês passado.

 O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, disse ontem que o País vive uma crise política que impacta na economia.

Ele avalia, entretanto, que os dados do emprego mostram recuperação, apesar do momento difícil que vive a economia.

"Apesar de toda a dificuldade, diante do momento em que vivemos e um discurso de que nós estaríamos vivendo momento difícil, o Caged mostra recuperação", disse. Na avaliação de Manoel Dias, os dados de março representam o início de um processo de recuperação na criação de empregos.

"Resultado mostra que iniciamos recuperação e abril certamente será melhor que março", afirmou.O ministro acredita que discursos de que o País está em crise, mantidos desde a campanha eleitoral do ano passado, afetam diretamente a economia e o emprego. "No meu entendimento, estamos vivendo uma crise política que o impacto também é econômico", disse.

Segundo Dias, o setor de serviços, com a criação de quase 54 mil vagas no mês passado, foi um puxador de empregos.


quinta-feira, 23 de abril de 2015

Pedro Barusco disse que roubava sozinho em 1997


Atenção juiz Moro. Esquema começou em 1997 por ação de duas diretorias, diz delator à CPI
Em depoimento à CPI da Petrobras, o executivo da Toyo Setal Augusto Mendonça Neto revelou aos parlamentares que o esquema de corrupção da estatal começou no final da década de 90 - a partir de 1997 até os dias atuais - em uma ação conjunta entre as diretorias de Abastecimento e de Serviços. "Não podemos imaginar que uma companhia como esta, organizada e competente, pudesse ter um esquema como essas duas diretorias montaram', afirmou.

O executivo, delator do esquema de corrupção na estatal, disse que sempre foi contrário ao modelo de corrupção implantado na Petrobras. "Acabamos entrando nisso por adesão. Era um sistema que existia", explicou

Veja os vídeos do jornal do Brasil...

Presidente da Setal afirma que 'clube' de empresas começou em 1997

Em depoimento na CPI da Petrobras nesta quinta-feira (23), o presidente da Setal Engenharia e ex-conselheiro da Toyo Setal, Augusto Mendonça Neto, afirmou que havia um “clube” de empresas que se reuniu para participar das licitações da estatal. “Era uma forma de as empresas se protegerem diante da força da Petrobras. Se proteger de modo a não competirem entre si”, explicou. Ainda segundo Mendonça, o clube começou em 1997 com nove empresas.

O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco também já havia afirma que começou a receber propina "por iniciativa pessoal", em 1997.

Em 1996, o jornalista Paulo Francis denunciou a existência de corrupção na Petrobras. Na ocasião, não houve investigação. Pelo contrário: Paulo Francis foi alvo de um processo milionário e acabou morrendo no ano seguinte, vítima de um infarto.

Como explicar a omissão da diretoria da Petrobras naquela época? Quem nomeou Pedro Barusco? A quem ele dava satisfações em 1997? Ora, quem rouba não pode montar um esquema sozinho, sem que outros departamentos e setores participem. Principalmente auditoria e diretor financeiro. Afinal, é preciso que alguém elabore aditivos, setores aprovem e façam despachos, edite contratos com sub ou superfaturamentos, as listas de preços que existem em todas as companhias... Esses números não eram auditados?



 Pedro Barusco disse que roubava sozinho em 1997.

Paulo Francis fez denúncia sobre corrupção na Petrobras em 1996.

Houve inclusive declarações de autoridades afirmando que não deveria haver processo contra Francis.

Não houve investigação sobre a denúncia, e sim o processo contra Paulo Francis, que acabou levando-o ao infarto e à morte.

Veja trecho do documentário 'Caro Francis'

Tarso Genro: Brasil vive 'regime de exceção não declarado'


 O ex-governador do Rio Grande do Sul , Tarso Genro disse nesta quarta-feira, 22, o juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato, e afirmou que "está havendo um regime de exceção não declarado na luta contra a corrupção no País". Em palestra na sede do Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro, Tarso  disse acreditar que o País caminha para uma inflexão autoritária e afirmou que esse processo está sendo "instrumentalizado politicamente" pelo que chamou de "setores do Poder Judiciário vinculados a setores do Ministério Público e da alta burocracia estatal" para derrotar "o que resta da utopia democrática da esquerda".

"A questão democrática está sendo dilapidada. Estamos vivendo, a partir de uma grande articulação,um processo de exceção não declarado", discursou. Para o ex-ministro, a chamada "instrumentalização da exceção dentro da ordem democrática que é feita hoje pela elite brasileira formou um grande partido político". Ele também criticou o "sistema de comunicação tradicional" e citou nominalmente o juiz Sérgio Moro.

"O juiz Moro, por exemplo, se dedica a estabelecer uma jurisdição nacional para seus inquéritos, o que não existe. Quando o juiz Moro diz: 'Eu me reuni com a minha equipe' é o Ministério Público, isso não existe no Estado de Direito. Um juiz nunca forma equipe com o MP. Estamos nos encaminhando para um flexão autoritária e para a formação de exceção não declarada contra a esquerda brasileira", discursou o ex-presidente do PT.

Tarso defendeu a criação de uma nova frente política de esquerda em direção a 2018. E ainda falou sobre  o risco de "encerramento melancólico" da gestão petista em função da crise política atual e da corrupção, que segundo ele "atingiu setores do partido". Tarso disse, porém, acreditar na possibilidade de "reversão". "Se as coisas continuarem na marcha atual, vamos ter em 2018 uma coalizão de centro-direita fortíssima." Em discurso antes de Tarso, o ex-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, disse não acreditar hoje em risco de impeachment da presidente Dilma Rousseff porque "o alvo não é a Dilma, é o Lula", referindo-se à eleição de 2018.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Petrobras salvou Santos de tragédia tóxica



Chamada às pressas, a Petrobras salvou a população dos bairros da zona portuária de Santos (SP) de uma tragédia tóxica no incêndio que atingiu seis tanques que estocavam combustíveis no pátio da Ultra cargo. Relatórios sigilosos de engenheiros da petroleira citam que as chamas lamberam dois tanques que continham cloro e amónia, e foram resfriados com prioridade, com sucesso. Caso atingidos pelo fogo, o cloro, apesar de não inflamável, intensificaria a combustão; e a amónia causaria sérios danos a pessoas que a inalassem: riscos de cegueira, crise respiratória e queimaduras fatais.

Alerta presidencial

Informada pelo serviço de inteligência, durante o incêndio que durou a Semana Santa, a presidente Dilma ordenou à petroleira que ajudasse com todos os recursos.

Salva guarda

A petroleira utilizou dois navios para puxar água do mar, e seis caminhões-tanques para apoio aos bombeiros. Além das orientações dos engenheiros sobre o resfriamento.

Não deu conta

O Corpo de Bombeiros de Santos, com atuação tímida e impotente - a despeito do reforço de São Paulo - não deu conta.

Os técnicos da Petrobras foram essenciais.

A nota, que  não foi publicada em nenhum grande jornal, pode ser lida no blog  Esplanada Editado por Lenadro Mazzini 

Entrada de dólares supera saída em US$ 9,1 bilhões no ano até 17 de abril


A entrada de dólares no Brasil neste ano até a última sexta-feira (17) superou a saída em US$ 9,174 bilhões, de acordo com informações do Banco Central. Em igual período de 2014, o fluxo cambial estava positivo em US$ 5,130 bilhões.

O saldo acumulado de 2015 até agora é resultado de entradas líquidas de US$ 7,093 bilhões da área financeira, que reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações. Neste segmento foram registradas chegadas de US$ 172,240 bilhões e envios de US$ 168,337 bilhões no período.

No comércio exterior, o saldo anual até 17 de abril ficou positivo em US$ 1,270 bilhão, com importações de US$ 50,817 bilhões e exportações de US$ 52,087 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 10,209 bilhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 11,289 bilhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 30,590 bilhões em outras operações.

Ex-assessora do governo Alckmin vira sócia de blogueiro antipetista no dinheiro público


Apereceu mais alguns mandando nas tetas do Alckmin, enquanto contam mentiras nas redes sociais

Enquanto os professores do Estado de São Paulo ganham salário de fome e estão em greve por um reajuste salario mais digno, o governador tucano Geraldo Alckmin, dá R$ 70 mil mensais do cofre público, dinheiro do contribuinte, para um blogueiro e uma ex empregada do governo tucano, atacarem a presidente Dilma e o PT, na internet

Uma ex-assessora da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo tornou-se sócia do blogueiro antipetista  Fernando Gouveia, ou Gravatai  Meregue, como é conhecido nas redes sociais, que presta serviços de comunicação para a área que ela chefiou até sair do governo Geraldo Alckmin (PSDB).
 A empresa do blogueiro antipetista  é a Appendix Consultoria, criada pelo advogado e blogueiro Fernando Gouveia há dois anos. A empresa recebe dos cofres estaduais -- dinheiro público -  R$ 70 mil por mês para atualizar o portal e os perfis da secretaria nas redes sociais.

Sua nova sócia é a jornalista Cristina Ikonomidis, que chefiou a comunicação da Secretaria da Cultura por mais de dois anos e exercia a função quando a Appendix começou a trabalhar para a pasta.

De acordo com documentos oficiais, pelo menos uma das ordens de serviço que liberaram pagamentos à Appendix foram assinadas pelo também jornalista Juliano Nóbrega, então número dois da Subsecretaria de Comunicação do Palácio dos Bandeirantes e marido de Cristina.

Ela deixou o governo em setembro de 2013, três meses após a contratação da Appendix. Cristina virou sócia da empresa em fevereiro deste ano, um mês depois de o marido se desligar do governo.

SEGUIDORES

Como a Folha informou no sábado (18), a Appendix foi criada em janeiro de 2013 por Gouveia, que usa o pseudônimo Gravataí Merengue na internet. Ele se apresenta como "CEO", ou executivo principal, do site Implicante, que tem quase meio milhão de seguidores no Facebook.

O site difunde notícias, artigos, memes, vídeos e montagens contra petistas. Gouveia também colabora no site Reaçonaria, de mesmo perfil.

Cinco meses após ser criada por Fernando Gouveia com dois amigos, a Appendix foi contratada pela Propeg, uma das três agências que cuidam da publicidade oficial do governo tucano, para prestar serviços à Secretaria da Cultura.

Os R$ 70 mil mensais são pagos para a Appendix fazer "revisão, desenvolvimento e atualização das estruturas digitais" da secretaria, de acordo com documentos oficiais consultados pela Folha. Segundo Gouveia, dois funcionários que fazem esse serviço trabalham nas dependências da própria secretaria.

Com a entrada de Cristina Ikonomidis na Appendix, que tem capital de R$ 28 mil, a empresa passou a ter quatro sócios. Gouveia e Cristina são donos de 40% cada. André Moura e Andres Ponte dividem os outros 20%. Moura e Ponte disseram trabalhar na própria empresa.
 O governo do Estado diz que a responsabilidade pela contratação da Appendix é da Propeg, mas relatórios oficiais mostram que o blogueiro presta contas diretamente à Subsecretaria de Comunicação, que é responsável por verificar as informações e autorizar os pagamentos à empresa. Informações da Folha

terça-feira, 21 de abril de 2015

E, se fosse senador do PT, a PF achava ou não?

A desculpa  é para não investigar o tucano ou para prescrever o crime do tucano?

Para PF, investigação contra Anastasia depende de depoimento de Jayme Careca...que a Policia Federal diz que não sabe onde esta, depois que o juiz moro mandou soltar
 Em pedido de prorrogação de prazo para diligências do inquérito envolvendo o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), a Polícia Federal escreveu ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é essencial dar continuidade às investigações a partir da oitiva do ex-agente da PF Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido por "Jayme Careca". Diante da dificuldade de ouvir o ex-agente da Polícia, foi solicitado o prazo de extensão de 30 dias para cumprimento das diligências.

O documento foi encaminhado a Zavascki em 10 de abril, assinado pelo delegado da PF Thiago Machado Delabary. "Trata-se, portanto, de diligência antecedente às demais, posta que, se infrutífera, tornará exponencial a dificuldade de se obter evidências quanto à suposta entrega de dinheiro, quer pelo afastamento temporal do evento, quer pela negativa do suposto remetente da quantia, Alberto Youssef", escreveu o delegado, explicando que a PF não tinha conseguido até então cumprir a oitiva de Careca, e que o depoimento estava marcado para o dia 17, na última sexta-feira.

O depoimento do ex-agente da PF está entre os que foram adiados por Zavascki, relator da Lava Jato no STF, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). A suspensão temporária das diligências que seriam cumpridas entre os dias 15 e 17 de abril aconteceu depois de um desentendimento entre PF e MPF sobre a condução das investigações. A agenda de coleta de depoimentos deve ser retomada em breve, após negociações entre os órgãos.

Anastasia é investigado por ter supostamente recebido R$ 1 milhão por meio de Careca de um dinheiro que teria sido repassado pelo doleiro Alberto Youssef, um dos delatores da Lava Jato. O inquérito contra Anastasia foi aberto pelo STF no dia 6 de março.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Imprensa abafa operação Voldemort, o esquema de corrupção no ninho tucano


Primo de Beto Richa e outras seis pessoas são acusadas pelo MP de esquema criminoso para obter contrato emergencial de R$ 1,5 milhão com o governo paranaense
 No inicio deste mês, o Ministério Público do Paraná abriu ação penal contra o empresário Luiz Abi Antoun, primo do governador Beto Richa e ex-assessor parlamentar do tucano. Para a Justiça, Abi é considerado um dos nomes mais influentes no governo Richa, ainda que não ocupe nenhum cargo público. Abi e outras seis pessoas são acusadas pelo MP de montar um esquema criminoso para obter um contrato emergencial de R$ 1,5 milhão com o governo do estado. ..E Beto Richa, foi pedir conselhos para ..Continue lendo aqui

Lava Jato, só o PT é punido? E os outros?


De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, os procuradores que estão à frente da Operação Lava Jato deverão impor uma multa de R$ 200 milhões ao PT, valor equivalente ao citado pelo ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, em suas delações premiadas.

O objetivo seria criminalizar o partido, classificando todas as suas doações, levantadas pelo ex-tesoureiro João Vaccari Neto, preso há uma semana, pelo chamado "caixa 1", como fruto de "propina". Sem recursos mínimos, o partido não teria meios para sobreviver, nem para disputar futuras eleições.
 O Jornal do Brasil, comprometido com a verdade e com a ampla e irrestrita amplitude da investigação, questiona: onde está o mesmo rigor com os demais partidos e políticos envolvidos na Lava Jato? Onde estão as medidas com relação ao PP? Como anda a investigação com relação ao envolvimento de ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra? O fato de ele já ter falecido minimiza seu suposto envolvimento? Ninguém responde pelos supostos crimes? A forma exageradamente direcionada com que as medidas estão sendo tomadas deixa transparecer um viés de perseguição. Enquanto supostos corruptos são perseguidos, outros são privilegiados. - JB