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segunda-feira, 2 de maio de 2016

Balança comercial tem superávit de US$ 4,861 bilhões. O melhor abril da história


Balança comercial tem melhor abril da história
Divulgação As exportações brasileiras superaram as importações em US$ 4,861 bilhões

A balança comercial brasileira teve superávit (exportações maiores que importações) de US$ 4,861 bilhões em abril. É o melhor resultado para meses de abril desde o início da série histórica em 1989.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (2) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No primeiro quadrimestre, a balança acumula saldo positivo de US$ 13,249 bilhões.

O resultado positivo resultou de US$ 15,374 bilhões em exportações e US$ 10,513 bilhões em importações. As vendas externas cresceram 1,4% sobre abril de 2015 e subiram 5,7% em relação a março de 2016 segundo o critério da média diária, que mede o valor negociado por dia útil.

Do lado das compras do Brasil no exterior, houve queda de 28,3% no volume diário negociado na comparação com abril de 2015. As importações ficaram estáveis em relação a março de 2016. Estadão Conteúdo

FHC depõe na PF e imprensa mostra como trata 'gente diferenciada'



Ex-presidente não teve plantão de repórter na porta de casa, entrou e saiu da PF sem ser percebido e conteúdo de seu depoimento segue mantido em sigilo. Prerrogativas negadas a Lula

Não teve circo, jornalistas correndo atrás do carro, cobertura para TVs, não teve helicópteros e quase passou despercebido o depoimento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) na Polícia Federal (PF), na sexta-feira (29).A assessoria da PF explicou que FHC usou a prerrogativa conferida a ele por sua condição de ex-presidente para sair de forma discreta do prédio. A primeira pergunta inevitável. Por que não foi aplicada ao ex-presidente Lula a mesma prerrogativa? Quando os policiais chegaram.... Continue lendo aqui

Janot pede investigação contra Aécio


Caso Teori Zavascki determine abertura da apuração, tucano e senadores peemedebistas viram alvos da Lava Jato

A PGR (Procuradoria Geral da República) enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um pacote de pedidos de aberturas de inquéritos com base na delação do senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), dentre eles duas investigações contra o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e outra que atinge a cúpula do PMDB no Senado.

Caso o ministro Teori Zavascki determine a abertura dos inquéritos, Aécio passará a ser oficialmente investigado em desdobramento da Operação Lava Jato. São duas linhas de apuração contra o senador: uma, a suspeita do recebimento de propina de Furnas, e outra, a acusação de que maquiou dados do Banco Rural para esconder o mensalão do PSDB.

No caso do Banco Rural, também deve ser investigado o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), próximo a Aécio e que, segundo Delcídio, sabia que os dados estavam sendo maquiados.

Outro inquérito solicitado pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot é contra os senadores do PMDB Romero Jucá (RR), Jader Barbalho (PA), Valdir Raupp (RO) e Renan Calheiros (AL), presidente do Senado, sob suspeita do recebimento de propina das obras da hidrelétrica de Belo Monte.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), pedidos para investigar o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o deputado Marco Maia (PT-RS) e o ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União.

A medida foi tomada com base na delação do senador Delcídio Amaral (ex-PT-MS), preso em novembro de 2015 por tramar contra a Operação Lava Jato. Em fevereiro deste ano, o ex-líder do governo no Senado fez delação e foi solto.

Em sua delação, o senador afirmou que Aécio Neves atuou para maquiar dados do Banco Rural na CPI dos Correios. Presidida por Delcídio em 2005, a comissão investigou o mensalão, esquema que utilizava as empresas do empresário Marcos Valério para lavagem de dinheiro. Além disso, o delator também disse ter ouvido que o tucano  Aécio Neves mantém conta no paraíso fiscal de Liechtenstein.

O delator admitiu ter "segurado a barra" para que não viesse à tona a movimentação financeira das empresas de Marcos Valério no Banco Rural que "atingiriam em cheio" o atual presidente do PSDB e seus aliados, como o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP). Segundo Delcídio o tema foi tratado na sede do governo mineiro, por volta de 2005 e 2006, quando Aécio governava o Estado e ainda lhe teria oferecido o avião do governo de Minas para ir ao Rio, o que foi aceito pelo senador.

Delcídio Amaral afirmou, também em relação a Aécio, que "sem dúvida" o presidente nacional do PSDB recebeu propina em um esquema de corrupção na estatal de energia Furnas que, segundo o delator, era semelhante ao da Petrobrás, envolvendo inclusive as mesmas empreiteiras.

Senadores autorizaram as “pedaladas fiscais”, que agora condenam


Senadores pró-impeachment apoiaram gastos extras de Dilma

Está na Folha de São Paulo: Quase metade dos 51 senadores que declaram que a presidente Dilma Rousseff deve ser afastada por crimes contra o orçamento liberou a presidente Dilma  para gastar além do autorizado pelo Congresso.

Levantamento da Folha mostra que 24 desses senadores votaram em 2014 ou em 2015 a favor da mudança da meta fiscal. Nesses dois anos, o Congresso aprovou orçamentos em que o superavit primário (receita menos despesas, descontado o pagamento de juros) deveria ser superior a R$ 150 bilhões.

A mudança autorizou Dilma a fazer o oposto: dois déficits que, somados, chegaram a R$ 137 bilhões.

Essa autorização legislativa é um dos argumentos do governo para desqualificar uma das duas denúncias em que Dilma foi enquadrada: assinatura de decretos de suplementação orçamentária no ano de 2015.

Os acusadores apontam que esses decretos foram ilegais porque, quando assinados, o governo já sabia que não conseguiria fazer a economia prometida e por isso encaminhara projeto de lei para alterar a meta.

A denúncia diz que os atos ocorreram em 2014 e 2015, mas o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), só aceitou a denúncia em relação a 2015. O governo afirma que os decretos não alteram a meta fiscal do ano e, mesmo que alterassem, o Congresso ratificou o ato de Dilma ao mudar a meta.

O relator do processo na Câmara, Jovair Arantes (PTB-GO), ao analisar o argumento do governo, disse que o envio de projeto de lei mudando a meta não afastaria a necessidade de aguardar sua aprovação para a abertura de despesa nova. Por isso, considerou que Dilma cometeu crime de responsabilidade.

Em 3 de dezembro de 2015, quando a nova meta foi votada, Arantes era líder da bancada de quatro partidos (PTB, PP, PSC e PHS) e nem chegou a mencionar tal fato. A nova meta foi aprovada por 314 deputados e 46 senadores.

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não pôde repetir seu voto dado em 2014 para aprovar a nova meta fiscal. No momento da votação, ele chegava à Câmara para anunciar que estava abrindo o processo de impeachment da presidente baseado em sua suposta irresponsabilidade fiscal.

Em 2014, o relator do projeto foi outro que hoje defende a saída de Dilma: o senador Romero Jucá (PMDB-RR). "A alteração da meta afigura-se, antes de tudo, consequência de decisões que já adotamos ao longo deste e dos últimos dois ou três exercícios", afirmou Jucá, ex-líder do governo, citando benesses dadas pelo governo como desonerações e políticas sociais.

Marta Suplicy (PMDB-SP), que é ex-petista, nega mudança de posição e afirma que as votações "não convalidam os atos da Presidência" e que, se a mudança não fosse feita, "agravaria ainda mais a dívida pública, os resultados seriam desastrosos".

Simone Tebet (PMDB-MS) disse que votou consciente em 2015 de que sua posição não apagaria os erros cometidos e para não prejudicar o país, posicionamento semelhante ao dos peemedebistas Dário Berguer (SC) e Garibaldi Alves (RN).

Procurados, os deputados Jovair Arantes e Eduardo Cunha não responderam.

domingo, 1 de maio de 2016

Dilma: Esse golpe também é contra os trabalhadores





Presidenta Dilma em ato no Vale do Anhangabaú, (São Paulo), reafirmou não haver razão para impeachment e que golpistas vão retroceder em conquistas sociais e trabalhistas


Dilma anuncia correção do IR e aumento em programas sociais

Durante o 1º de Maio da CUT, presidenta apontou que, ao contrário dos golpistas, governo irá ampliar inclusão social

Diante de 100 mil pessoas que participam do 1º de Maio da CUT, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, a presidenta Dilma Rousseff anunciou a elevação de recursos para programas sociais e garantiu que novas conquistas virão se os golpistas não tomarem o poder.

O pacote da presidenta inclui o reajuste do programa Bolsa Família que deve elevar o benefício em 9% e lembrou que a proposta já estava prevista desde agosto de 2015.

Dilma anunciou também a correção da tabela do Imposto de Renda para pessoa física em 5%, a partir do ano que vem, uma história reivindicação da CUT, de outras centrais e movimentos sociais. 

A presidenta também divulgou a contratação de mais 25 mil moradias para o programa Minha Casa Minha Vida - Entidades, a criação de um conselho nacional tripartite do trabalho, que incluirá organizações sindicais, e a ampliação da licença-paternidade, de cinco para 20 dias, aos servidores públicos federais.

“Essa é uma forma de incentivar os homens a ajudarem as mulheres no cuidado com os filhos”, disse, a explicar a medida.

Dilma afirmou ainda que na terça-feira (3) lançará o 3º Plano Safra da Agricultura Familiar, que garante o financiamento à produção e à aquisição de alimentos.

Quem julga Dilma?

Com um “meus queridos e minhas queridas”, a presidenta explicou porque o impeachment é golpe e tratou de se diferenciar de grande parte dos parlamentares que julgam seu mandato ao lembrar que não cometeu crime de responsabilidade.

“Como eu não tenho conta no exterior, como eu jamais utilizei recurso público em causa própria, nunca embolsei dinheiro do povo brasileiro, não recebi propina e nunca fui acusada de corrupção, eles tiveram que inventar um crime. Como estava muito difícil achar um crime, eles começaram dizendo que eram os seis decretos”, referindo-se às chamadas pedaladas fiscais, para logo em seguida lembrar que foram 101, em 2001, no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Segundo Dilma, o golpe não fere apenas seu mandato, mas atinge a democracia e o próprio processo eleitoral. “Eles tiram os meus 54 milhões de votos. Mas não é só isso. Naquela eleição, em 2014, votaram 110 milhões de brasileiros e brasileiras. Não são apenas os meus votos que eles praticamente roubam. São os votos daqueles que não votaram em mim, mas que acreditam na democracia e no processo eleitoral.”

Ao lembrar a reação dos perdedores das últimas eleições, Dilma destacou que antes mesmo do impeachment, tentaram levar no tapetão ao pedir (e perder) a recontagem dos votos, auditoria das urnas e pedir que não fosse empossada sob a alegação de problemas nas contas da campanha que foram aprovadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Ato pró-Dilma e contra Bolsonaro na Praia de Iracema relembra vítimas da ditadura militar 
Os manifestantes seguravam faixas com os dizeres: "Golpe nunca mais" e "Fora Cunha e leva o Temer junto" e gritavam: "Não vai ter golpe, vai ter luta"

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Em evento internacional, fotógrafo brasileiro premiado denuncia o golpe


Denunciando o golpe da Globo

Maurício Lima, fotógrafo brasileiro ganhador do prêmio Pulitzer de 2016 na categoria "Fotografia noticiosa" por seu trabalho sobre a crise dos refugiados realizado para o jornal americano "The New York Times", criticou nesta quinta-feira (28) o golpe que ocorre no Brasil.
Durante a cerimônia de premiação do Overseas Press of America (OPC), em Nova York, Lima encerrou o seu discurso de agradecimento pelo prêmio conquistado com referências à crise política brasileira. "Eu sou do Brasil e tenho certeza de que todos que estão aqui sabem o que está acontecendo lá".Neste momento, Lima levantou um panfleto com a inscrição "Golpe Nunca Mais", escrita com o símbolo da Rede Globo no lugar da letra "o".

"Gostaria de expressar o meu apoio à liberdade de expressão e à democracia, que é exatamente o que não está acontecendo no Brasil neste momento. Sou contra o golpe", continuou, para em seguida encerrar sua fala.

Com voz embargada, Lima agradeceu aos colegas fotógrafos que dividiram a assinatura do trabalho sobre a crise migratória, e passou a maior parte do discurso agradecendo a uma família síria que o recebeu em sua casa durante os dias em que esteve no país. O fotógrafo acompanhou a saga dos sírios até a Suécia, onde a família vive hoje.Na Folha online

Auditoria aponta corrupção, desvios e mau uso de dinheiro público na gestão Anastasia em Minas



Anastasia é o  relator da comissão de impeachment ,é quem prepara o parecer sobre o afastamento da presidenta Dilma.Agora,imagine vocês se tudo isso que relata a matéria publicada hoje na Folha, estivesse acontecido  com a presidenta Dilma? E pior. Sabemos que nada vai acontecer com o tucano, que vai continuar posando de "homem santo" Aquele que vai julgar Dilma

Investigação da Controladoria-Geral de Minas aponta corrupção, desvios e mau uso de dinheiro público na construção de um centro internacional de meio ambiente no governo de Antonio Anastasia (PSDB), atual senador e relator da comissão especial do impeachment de Dilma.

A controladoria, órgão do governo estadual, auditou amostra de R$ 37,7 milhões da obra, ou 16% dos R$ 230 milhões do total do projeto. Localizado na cidade de Frutal (MG), incluiu recursos estaduais, federais e do BNDES.

Dessa parte, os auditores verificaram que os prejuízos aos cofres públicos chegaram a R$ 18 milhões, ou seja, 48% do que foi investigado.

As irregularidades encontradas foram pagamentos indevidos a empresas por serviços não prestados ou prestados em desacordo ao contratado, superfaturamento, não entrega de equipamentos, armazenagem e controle inadequado e restrição à competitividade de licitações.

A auditoria concluída no ano passado corre em sigilo. Suas conclusões foram obtidas pela Folha.

Parte das irregularidades, segundo os relatórios da Controladoria, beneficiou a CWP (Construtora Waldemar Polizzi), que pertenceu a parentes de Anastasia até quatro meses antes de ele assumir o governo mineiro em 2010.

A CWP, segundo os auditores, foi a beneficiária de desvios de R$ 8,6 milhões e deixou de recolher aos cofres públicos uma taxa de fiscalização da licitação no valor de cerca de R$ 400 mil.

Na licitação para construção de parte do centro de pesquisa, as quatro adversárias da CWP foram desclassificadas, e um dos argumentos foi o de que não possuíam técnico responsável com capacitação suficiente para a obra.

Apenas Waldemar Anastasia Polizzi, primo em primeiro grau do hoje senador, foi considerado apto para o trabalho, o que permitiu a vitória da construtora.

Segundo a controladoria, as exigências do edital da licitação foram irregulares e limitaram a livre competição.


CANOS

Intitulado "Cidade das Águas - Hidroex", o centro de pesquisa tem como objetivo desenvolver projetos na área de recursos hídricos e tem parceria com a Unesco, órgão da ONU para ciência, educação e cultura. É composto por laboratórios, alojamentos e salas de trabalho.

A obra foi tocada de 2010 até 2014, quando parou com cerca de 70% concluída. Há duas semanas parte do projeto foi retomada.

A CWP venceu o lote da licitação para fazer os prédios da biblioteca, do laboratório e do alojamento dos pesquisadores, por R$ 55,7 milhões. O contrato, porém, recebeu cinco aditivos e o valor saltou para R$ 69,3 milhões. O relatório da controladoria, concluído em julho do ano passado, recomendou que o Estado exigisse a devolução de R$ 8,6 milhões pagos indevidamente à CWP em razão de "serviços não executados, serviços executados de forma diversa ao estipulado no contrato e a pagamentos em duplicidade".

Também recomendou a instauração de processo administrativo punitivo para que a CWP seja impedida de contratar com a administração pública do Estado.

A auditoria aponta irregularidades grosseiras. O contrato entre a Cidade das Águas e a CWP previa instalar canos de cobre por onde circularia água aquecida.

Quando os auditores foram verificar, a tubulação instalada era de PVC, mais barata.

As prateleiras instaladas nas paredes tinham bancadas em granito de 2 cm, quando o contratado foi de 3 cm. Alguns itens foram pagos duas vezes, como sifões de pia que constavam nas tabelas de material "Louças e Metais" e também no item "Cubas". Só em sifões foram desviados R$ 30.351,74.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

TJ dá mais prazo para tucano Azeredo recorrer de condenação no mensalão tucano



Será o primeiro recurso de Azeredo em segunda instância desde que foi condenado na primeira instância em dezembro do ano passado, 17 anos após ocorrerem os crimes a ele atribuídos
E o Estadão mostra como a justiça funciona com os políticos do PSDB que cometeram corrupção...O desembargador Alexandre Victor de Carvalho, da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, deu prazo de até 9 de maio para a defesa do ex-governador do Estado e ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo apelar da sentença que o condenou a 20 anos e 10 meses de prisão por peculato e lavagem de dinheiro no escândalo do mensalão tucano. O prazo de 8 dias úteis para a defesa se manifestar começa a ser contado a partir do dia 2 de maio.

Com isso, será o primeiro recurso de Azeredo em segunda instância desde que foi condenado na primeira instância em dezembro do ano passado, 17 anos após ocorrerem os crimes a ele atribuídos. Azeredo é o único filiado ao PSDB condenado por envolvimento no esquema que desviou ao menos R$ 3,5 milhões de estatais mineiras por meio das empresas de publicidade de Marcos Valério -
Com o novo entendimento do Supremo sobre prisões após condenação em segunda instância, antes de esgotar recursos em todas as instâncias, caso o Tribunal de Justiça de Minas decida manter a condenação, o ex-governador poderá ser preso.

Em primeira instância, a juíza Melissa Costa Lage, que condenou Azeredo, rejeitou em fevereiro os embargos de declaração da defesa do tucano. Em dura sentença de 125 páginas, Melissa Costa Lage apontou que o tucano teria mentido várias vezes, inclusive em depoimentos à Justiça, ao tentar se desvincular das atividades de seu comitê eleitoral.

Azeredo teria utilizado contratos de publicidade de fachada para os eventos esportivos Enduro da Independência, Mundial de Supercross e Iron Biker patrocinados pelas estatais mineiras Comig (Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais, atualmente Codemig), Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) e o extinto Bemge (Banco do Estado de Minas Gerais, privatizado em 1998) por meio da SMP&B Comunicação e da DNA propaganda, usadas por Marcos Valério para abastecer os esquemas petista e tucano.

Esse dinheiro, segundo a juíza, abasteceu o caixa 2 da campanha de Azeredo em 1998. "Criou-se uma organização criminosa complexa, com divisão de tarefas aprofundada, de forma metódica e duradoura", assinalou Melissa Costa Lage na sentença.


Ganhador do Nobel da Paz que diz que impeachment de Dilma é golpe de estado


Nobel da Paz diz que Papa Francisco acompanha com preocupação crise no Brasil

Pérez Esquivel disse que veio prestar “solidariedade e apoio para que não se interrompa o processo constitucional de Brasil porque isso seria um dano não apenas para o povo brasileiro como para toda a América Latina.”
A presidente Dilma recebeu nesta quinta-feira (28) o apoio do ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1980, o argentino Adolfo Pérez Esquivel, contra o processo de impeachment que tramita no Senado.

“Está muito claro que o que se está preparando aqui é um golpe de estado encoberto, o que nós chamamos de um golpe brando”, afirmou Esquivel, após o encontro no Palácio do Planalto.

Ele comparou o processo de impeachment de Dilma ao que ocorreu em Honduras e no Paraguai com as destituições dos presidentes Manuel Zelaya, em 2009, e Fernando Lugo, em 2012. “Agora, a mesma metodologia, que não necessita das Forças Armadas, está sendo utilizada aqui no Brasil. A metodologia é a mesma, não há variação com o golpe de estado nesses países. Países que querem mudar as coisas com políticas sociais são alvo dessa política de tratar de interromper o processo democrático.”

Solidário com Dilma

O Nobel da Paz disse que veio prestar “solidariedade e apoio para que não se interrompa o processo constitucional de Brasil porque isso seria um dano não apenas para o povo brasileiro como para toda a América Latina.” “Seria um retrocesso muito grave para o continente. Sou um sobrevivente da época da ditadura [militar na Argentina]. Nos custou muito fortalecer as instituições democráticas. Aqui se está atacando as instituições democráticas”, afirmou Esquivel.

Segundo o argentino, um eventual governo de Michel Temer poderia ser questionado no Mercosul e na União de Nações Sul-Americanas (Unasul), que poderiam não reconhecer uma administração que surja de um “golpe de estado.” Da Agência Brasil

Nobel da Paz diz que Papa Francisco acompanha com preocupação crise no Brasil

 O Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel relatou nesta quinta-feira, 28, que o Papa Francisco acompanha com preocupação a crise política no Brasil. Em entrevista, o ativista argentino de direitos humanos disse que discutirá com o pontífice o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff num encontro marcado para o início do próximo mês no Vaticano. "Ele (Francisco) está muito preocupado com o que ocorre aqui. Também está preocupado com outros problemas no continente, retrocessos democráticos", afirmou.

As declarações de Pérez Esquivel foram dadas no Planalto, após um encontro dele com a presidente Dilma. Ele é um dos ativistas com maior acesso ao Papa Francisco. Ele não adiantou qual a avaliação do Papa sobre a questão no Brasil.

Pérez Esquivel relatou que a presidente Dilma agradeceu o apoio, reafirmou que considera o impeachment um golpe e está "muito firme" diante do processo. O ativista disse que a esquerda no continente precisa fazer uma reflexão crítica. Na avaliação de Pérez Esquivel, "muitas vezes tem muito discurso e pouca prática por parte da esquerda latino-americana".

Ele também comentou sobre a referência feita do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra durante a votação do impeachment no dia 17 de abril na Câmara. Para Esquivel, o posicionamento do parlamentar brasileiro não é democrático.

Sobre um eventual governo Michel Temer, Pérez Esquivel disse esperar que a Unasul use a mesma carta orgânica que costumou usar em outras situações de "golpe".

Ministério Público de SP manda mulher de deputado do DEM devolver R$ 30 milhões


Na Câmara, Eli Corrêa Filho, votou  a favor do impeachment e ainda argumentou que estava votando contra a corrupção


A Justiça paulista determinou nesta quarta-feira (27) que uma empresa de propriedade da mulher do deputado federal Eli Corrêa Filho (DEM-SP) devolva, em 48 horas, R$ 30 milhões que havia obtido em um processo de desapropriação relativo a obras do trecho norte do Rodoanel.

A Dersa e o DER (Departamento de Estradas de Rodagem), órgãos do governo do Estado, questionam os valores de perícia judicial de um terreno de propriedade da Empreendimentos Imobiliários Quadra de Ás, que tem entre seus sócios Francislene Assis de Almeida Corrêa.

Inicialmente, o Estado fizera uma oferta inicial de R$ 5 milhões pela área, que a empresa questionou em juízo. A 1ª Vara da Fazenda Pública de Guarulhos determinou que nova perícia fosse feita por perito judicial da região; dessa vez, chegou-se ao preço total de R$ 37 milhões.

Sem que a decisão fosse publicada, a Justiça de Guarulhos autorizou a empresa Quadra de Ás a resgatar 80% desse valor maior –um procedimento que o Tribunal de Justiça considerou incorreto em novembro de 2015, mas que só agora foi reconhecido em primeira instância.

Com base em casos similares, o Ministério Público instaurou inquérito civil e procedimento investigatório criminal para apurar um suposto esquema de superfaturamento em desapropriações do trecho norte do Rodoanel.

Os desvios podem chegar ao valor de até R$ 1,3 bilhão. As investigações se concentram em perícias no trecho da obra na região de Guarulhos, cidade em que Eli Corrêa Filho concorrerá à prefeitura.

Em nota, a Dersa, o DER e a Procuradoria Geral do Estado afirmam que "esperam que os valores abusivos apurados pelos peritos judiciais e que foram depositados em juízo atendendo a determinações judiciais retornem aos cofres públicos o mais breve possível". Informações da Uol

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Anastasia recebeu doações de 5 empreiteiras e 1 banco citados na Lava Jato



Escolhido para ser o relator do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) no Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG) recebeu, na eleição de 2014, doações de empreiteiras e de um banco citados na Operação Lava Jato. Anastasia teve a campanha mais cara do país entre todos os candidatos ao Senado
 Governador de Minas Gerais entre 2010 e 2014, Anastasia foi o dono da campanha mais cara do país entre todos os candidatos ao Senado no ano retrasado.

Ele recebeu R$ 18,1 milhões em doações, contra R$ 15,2 milhões do segundo colocado, o ex-ministro Gilberto Kassab (PSD-SP), de acordo com informações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Em Minas, Anastasia arrecadou mais que o dobro do que a soma recebida por todos os outros sete candidatos a senador.

Com as empreiteiras Andrade Gutierrez, UTC, OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão e o banco BTG Pactual, todos citados na Lava Jato, a campanha do tucano arrecadou R$ 2 milhões, o que representa 11,1% do total recebido pelo então candidato. Dirigentes das seis empresas foram presos na operação --alguns já foram condenados. A Lava Jato investiga um grande esquema de corrupção na Petrobras envolvendo políticos e empreiteiras, como o pagamento de propinas por meio de doações ilegais para campanhas eleitorais.

A maior parte das contribuições das construtoras foi repassada à campanha de Anastasia pelo PSDB e por outras candidaturas do partido. O banco doou R$ 1 milhão diretamente ao seu comitê.

Quatro das empreiteiras citadas acima participaram de consórcios que construíram a Cidade Administrativa do governo de Minas Gerais. Ao custo de mais de R$ 1 bilhão, o conjunto foi inaugurado em 2010.

Em novembro de 2014, logo após as eleições, a Lava Jato avançou na investigação de empreiteiras suspeitas de participar de desvios na Petrobras. Um ano depois, veio à tona a investigação de André Esteves, que controlava o BTG Pactual e foi preso por suspeita de tentar obstruir as investigações da operação -- sua prisão domiciliar foi revogada na segunda-feira (25).

Em novembro de 2014, logo após as eleições, a Lava Jato avançou na investigação de empreiteiras suspeitas de participar de desvios na Petrobras. Um ano depois, veio à tona a investigação de André Esteves, que controlava o BTG Pactual e foi preso por suspeita de tentar obstruir as investigações da operação -- sua prisão domiciliar foi revogada na segunda-feira (25).

Investigação arquivada
Por suspeita de lavagem de dinheiro, Anastasia chegou a ser incluído em um dos inquéritos da operação. A investigação foi aberta em março de 2015 porque o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho havia dito em depoimento que entregara, em 2010, a mando do doleiro Alberto Youssef, R$ 1 milhão a uma pessoa que parecia ser o senador.

Sete meses depois, o inquérito foi arquivado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki. O magistrado acolheu pedido da Procuradoria Geral da República, que avaliou não haver elementos suficientes para manter a investigação.

Dois meses atrás, Zavascki manteve o arquivamento do inquérito, acolhendo novamente um pedido da Procuradoria. A Polícia Federal pedia a reabertura da investigação com base em documentos que poderiam envolver Anastasia em supostos pagamentos feitos pelo governo de Minas Gerais às construtoras OAS e UTC.

"Dilmasia"
Advogado, o atual senador elegeu-se vice-governador de Minas em 2006, com Aécio Neves na cabeça de chapa. Assumiu a administração estadual em março de 2010, quando Aécio renunciou para disputar uma vaga no Senado. Cinco meses depois, Anastasia foi eleito governador para um novo mandato.

Curiosamente, na época, ganhou força em Minas o voto "Dilmasia", ou seja, a combinação de votos em Dilma para presidente e Anastasia para governador, deixando em segundo plano o então candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Da Uol

E Aécio Neves posa, todo sorridente, ao lado de Anastia, o relator do golpe, que pode afastar Dilma da presidência
 

Governador Alckmin nomeia para seu governo envolvido na Alba Branca por propina na merenda



        Seria um premio pela corrupção praticada no governo tucano?


Mesmo tirando foto com o dinheiro da propina da Merenda, ele não foi para a cadeia
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), nomeou para o cargo de coordenador do Arquivo Público de São Paulo Fernando Padula Novaes, ex-chefe de gabinete da Secretaria da Educação do Estado que está sob investigação da Operação Alba Branca - ação integrada da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual para combate à máfia da merenda escolar.
 Grampos da Alba Branca indicam que Padula era chamado de "nosso homem" por um operador da organização que fraudava licitações da merenda - Luiz Roberto dos Santos, o "Moita", ex-chefe da Casa Civil de Alckmin.O decreto de nomeação de Padula para o Arquivo Público, em comissão, foi publicado no Diário Oficial edição de quinta-feira, 21. Ele assume a vaga deixada por Izaias José de Santana.
O Arquivo é responsável pela formulação de políticas públicas de gestão documental para o Governo Geraldo Alckmin (PSDB) e possui um rico acervo formado por quase 35 mil metros quadrados lineares de documentação sobre a história de São Paulo e mais de 400 mil imagens digitalizadas.

Quadro do PSDB, Fernando Padula é alvo da Alba Branca, investigação sobre organização que se infiltrou em pelo menos 22 prefeituras paulistas para fraudar licitações da merenda escolar. O grupo também mirava em contratos da Secretaria da Educação de Alckmin.

Em fevereiro, acolhendo pedido da Procuradoria-Geral de Justiça, o desembargador Sérgio Rui da Fonseca, do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Padula.

Também foram alcançados pela medida o deputado Fernando Capez (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, e um outro ex-assessor de Alckmin - Luiz Roberto dos Santos, o "Moita", que foi chefe de gabinete da Casa Civil na gestão Edson Aparecido e é quadro efetivo da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

A quebra do sigilo é extensiva ainda a um assessor e dois ex-assessores de Capez, apontados na investigação: Luiz Carlos Gutierrez, o Licá, Jeter Rodrigues Pereira e José Merivaldo dos Santos, o "Meriva". A Justiça autorizou inclusive acesso aos computadores utilizados pelos aliados do presidente da Assembleia.

Ao todo, o desembargador decretou o afastamento do sigilo de 12 investigados, inclusive da Cooperativa Coaf - apontada como carro chefe das fraudes -, de seus ex-diretores e de outras empresas.

A decisão foi tomada pelo desembargador Sérgio Rui, relator da Alba Branca no TJ, Corte que detém competência para investigar parlamentares estaduais.

Grampos da Alba Branca pegaram "Moita", também ligado ao PSDB, operando com a quadrilha da merenda de sua sala no Palácio dos Bandeirantes, sede do Executivo estadual.

Uma escuta flagrou "Moita" aconselhando o lobista da organização Marcel Júlio a pedir reequilíbrio financeiro de um contrato com a Educação estadual. Ele teria sido orientado pelo então chefe de gabinete da Pasta, Fernando Padula. Em ligação grampeada, "Moita" fala do "nosso homem", segundo os investigadores referência a Padula.

O presidente da Assembleia Legislativa Fernando Capez nega categoricamente envolvimento com a organização desmontada pela Alba Branca. Indignado, ele afirma que nunca recebeu propinas da máfia da merenda.

O ex-chefe de gabinete da Educação Fernando Padula também já negou ter agido no interesse da organização. No início da Operação Alba Branca, quando seu nome foi citado, Padula disse que é "um objeto em extinção" - referindo-se à sua honestidade.Estadão Conteúdo

terça-feira, 26 de abril de 2016

Globo tenta se mostrar 'tolerante', mas quer é empurrar o golpe goela abaixo



Quando a oposição começou bater forte na presidenta Dilma Rousseff, enquanto Michel Temer conspirava nos corredores das redações de jornais brasileiros, a imprensa internacional estava fazendo cobertura pautada pela imprensa brasileira.Percebendo que a história estava mal contada, os correspondentes dos jornais do exterior no Brasil resolveram  prestar atenção no que está acontecendo no Brasil

Enquanto o Jornal Nacional dedicava horas e horas mensais para "sangrar" o governo Dilma e o Partido dos Trabalhadores, pouco falava sobre quem queria derrubá-la e tomar seu lugar. 

O  "New York Times", "Wall Street Journal" e "Washington Post", os três principais jornais americanos, destacaram  em paginas inteiras reportagens enfatizando as denúncias contra os líderes do movimento para derrubar  Dilma.Na  primeira página, o “New York Times”  mostrou reportagem... Continue Lendo aqui

Supremo autoriza a abertura de mais dois inquéritos contra Cunha



O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou nesta segunda-feira, 25, a abertura de mais dois inquéritos contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no âmbito das investigações da Operação Lava Jato. Os pedidos foram encaminhados pela Procuradoria-Geral da República no último dia 18 e autorizados pelo ministro Teori Zavascki, responsável pelos processos que apuram os desvios na Petrobrás na Corte.

Na sexta-feira, 22, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia dito numa palestra na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que, "em breve", o Supremo deveria "considerar mais duas" denúncias contra Cunha. "Não podemos admitir que o terceiro homem na linha sucessória tenha um passado como o dele", afirmou Janot na ocasião.

Os dois novos inquéritos correm sob segredo de Justiça. Em março, Cunha se tornou o primeiro parlamentar réu em uma ação na Lava Jato, pelo suposto recebimento de propina em contratos de navios-sonda com a Petrobras. Até agora, há cinco processos contra o presidente da Câmara tramitando no Supremo.

Em um deles, são investigadas as contas ilegais mantidas por Cunha na Suíça. A mulher do parlamentar, Cláudia Cruz, e a filha, Danielle Dytz, também são alvo dessa investigação, mas, não terem foro privilegiado, os processos das duas foram enviados à primeira instância, em Curitiba, sob a condução do juiz Sérgio Moro.

Há ainda um procedimento que foi aberto com base nas delações dos empresários Ricardo Pernambuco Júnior e seu pai Ricardo Pernambuco. O inquérito é baseado em indícios de que o peemedebista teria recebido R$ 52 milhões em propina nas obras do Porto Maravilha. Estadão Conteúdo

Pesquisa aponta preferência por novas eleições, se Dilma sair



Enquanto os senadores iniciam o golpe, a tese de novas eleições começa ganhar força junto a população.Ontem, o Portal G1 divulgou uma pesquisa do Ibope na qual 62% dos entrevistados preferem a realização de novas eleições presidenciais. 

Na avaliação, a saída de Dilma e do vice Michel Temer (PMDB) seria a melhor forma de superar a crise política no país.Já o impedimento da petista teve o apoio de apenas 8% dos entrevistados.  25% disseram que Dilma deve continuar no cargo, mas com um novo pacto entre governo e oposição.  A pesquisa foi realizada de 14 a 18 de abril. Foram ouvidas 2.022 pessoas em 142 municípios. A margem é de erro de dois pontos para mais ou para menos.

A pesquisado Ibope mostra uma mudança de cenário em relação ao afastamento de Dilma. No início de abril, pesquisa realizada pela Datafolha mostrou que o impedimento da petista tinha o apoio de 61%dos entrevistados. 

Já o grau de satisfação em relação ao funcionamento da democracia no Brasil, somente 12% afirmaram que estavam satisfeitos e 49% disseram que não estão"nada satisfeitos".

Pesquisa Ibope

Segundo os entrevistados, a melhor forma de superar o momento de crise política seria:

62% - Dilma e Michel Temer saírem do governo e ocorrerem novas eleições para presidente
25% - Dilma continuar seu mandato com um novo pacto entre governo e oposição
8% - Dilma sofrer impeachment e o vice-presidente Michel Temer assumir a presidência
3% - Não sabe/não respondeu
2% - Nenhuma dessas/outra

Processo de impeachment

O plenário do Senado elegeu nesta segunda-feira (25) os 21 membros titulares e 21 suplentes da comissão especial que analisará as acusações contra a presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment. A partir desse momento, o relator terá 10 dias úteis para elaborar um parecer pela admissibilidade ou não do processo de impeachment. O relatório é votado na comissão e depois submetido ao plenário. A oposição quer concluir a votação no plenário entre os dias 11 e 15 de maio.
Se houver voto favorável da maioria – 41 dos 81 senadores, o processo é instaurado e Dilma é afastada temporariamente do cargo. Se isso ocorrer, inicia-se a fase de coleta de provas. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, assumirá a condução do processo e Dilma terá direito de apresentar defesa. Para cassar o mandato da presidente, o quórum exigido é maior – dois terços, ou 54 dos 81 senadores.

Temer, Skaf e o pato golpista



Uma frase pipocou por aí, mais ou menos assim: não existe deputado em dúvida; existe deputado que espera para vender seu apoio mais caro. A reação do governo, de Lula inclusive, à derrota acachapante na votação do impeachment na Câmara denunciou a negociata. Havia parlamentares no cálculo palaciano que votaram contra Dilma no fim das contas.

 A razão do pêndulo? A lógica do leilão. Às vésperas da votação, a imprensa golpista bradou que Dilma estava em liquidação, negociava cargos em troca de voto. Se o governo tinha cadeiras para trocar, qual foi o atrativo do outro lado? Um colunista de peso da "Folha" publicou que o preço combinado foi de R$ 1 milhão pela abstenção e R$ 2 milhões pelo voto "sim". 

Se rolou mala preta, de onde veio a grana? Escreveu o jornalista que talvez "o pato da Fiesp" soubesse a origem. Está para ser escrito na história o papel, em função e dimensão, da Federação das Indústrias de São Paulo no golpe em curso. Os meios pelos quais agiu em 1964 em apoio ao Exército só recentemente foram revelados, com a divulgação de documentos da Escola Superior de Guerra. Na nova derrocada, ainda é preciso tempo. Outra vez, a questão é "follow the money". 

Ingênuo pensar que os movimentos anti-Dilma tenham força espontânea e que seus jovens líderes sacrifiquem as economias de suas famílias pela derrubada do governo. A organização dos atos, o material de campanha, logomarcas, sites, viagens, lobbies, quem financia? Da venda de camisetas e pixulecos delivery é que não é. Aliás, a fábrica que fez os grandes bonecos infláveis de Lula e Dilma vestidos de presidiários é a mesma do pato anti-CPMF?

 Como o japonesinho e seus amigos num dia estão nas entranhas da Câmara acharcando deputados e, no outro, em Nova York para monitorar o discurso da Dilma na ONU? É íntima a relação de Temer com Paulo Skaf. Foi o vice traidor quem levou o empresário do ramo têxtil para o PMDB em 2011 e, três anos depois, apadrinhou a candidatura dele ao governo paulista. Seria essa parceria o núcleo gestor do golpe desde a reeleição ao fim de 2014? Imaginávamos ter sido o PSDB e satélites, solapando o governo, questionando a eleição e provocando o TSE. 

Mas não estaria Temer, dissimulado, contando com as manobras do gângster Cunha e o poder financeiro da Fiesp, agindo há 18 meses para puxar o tapete da cabeça de chapa? A entidade patronal, a maior do Brasil, responde por uns 12% do PIB do país. Imaginemos os desdobramentos no setor produtivo nacional de uma greve branca coesa promovida pelo empresariado paulista retendo investimentos. Imaginemos o volume de parlamentares que tem sob as mangas. Mas a coisa vai além: a "Ponte para o Futuro".

 A cartilha liberal é o protocolo de apoio ao golpe. Quem não leu que leia o tamanho da guinada. O documento diz esperar contar com "uma maioria política articulada com os objetivos deste crescimento" para a construção de um Estado "democrático e justo". Mas, pelos meios, percebe-se que democracia e justiça passam longe das prioridades. À época do lançamento da Ponte, há uns seis meses, Skaf disse se tratar de um programa não para Temer em 2018, mas para "um governo de transição". Quem pode, pode. - Artigo de João Gualberto Junior, no jornal O Tempo

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Movimento Sindical do Território Federal Australiano solta nota contra o golpe


"O Movimento Sindical do Território Federal Australiano está profundamente preocupado com os acontecimentos no Brasil, onde parece que as forças conservadoras estão tentando derrubar o governo democraticamente eleito da presidente Dilma Rousseff.

Qualquer remoção antidemocrática da presidente Rousseff seria um grande passo para trás para o Brasil e para as milhões de pessoas trabalhadoras e que foram tiradas da pobreza pelo Partido dos Trabalhadores. Estamos também preocupados que os ativistas e líderes trabalhistas que estão sendo alvo de ataques violentos da direita" (Alexander White, Secretario da UnionsACT)

Enviado por,  Julia, do  Sindicato dos Trabalhadores do Território Federal Australiano.