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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Rombo de R$ 30 milhões por mês: PF acaba com a farra do prefeito playboy do PSDB


Essa notícia você não vai ler na Folha, Estadão, O Globo, Veja...Operação Gafanhoto da Policia Federal  tenta prender tucano...que foge
Farra de prefeito do PSDB de Itaguaí provocava rombo de R$ 30 milhões por mês

Segundo investigações da PF, Luciano faz parte de esquema que envolve secretários, empresários e servidores da cidade

Prefeito é suspeito de liderar quadrilha

Luciano Motta é acusado de comandar grupo que desvia verbas públicas do município. Polícia Federal cumpriu ontem 11 mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva

A Polícia Federal desarticulou, ontem, uma quadrilha que atuava na Prefeitura de Itaguaí, na região metropolitana do Rio de Janeiro, desviando verbas públicas.

O prefeito Luciano Mota (PSDB) é suspeito de liderar o grupo. O prejuízo mensal aos cofres públicos seria de até R$ 30 milhões por mês, com práticas como licitações fraudulentas, contratos irregulares, "laranjas" e funcionários fantasmas. A receita mensal da prefeitura é estimada em R$ 90 milhões.

Agentes da Operação Gafanhoto cumpriram 11 mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva (obrigado a prestar depoimento) em Itaguaí, Mangaratiba e Niterói. Segundo a PF, a quadrilha também envolve três secretários municipais - Turismo, Transporte e Assuntos Extraordinários - e um gerente de empresa de coleta de lixo.

"Todo o material apreendido, como documentos que comprovam bens de alto valor adquiridos com dinheiro público, vai anexado aos autos como novas provas dos desvios", disse o delegado Hylton Coelho, da Polícia Federal.

Em setembro, na primeira fase da investigação, a PF apreendeu dois carros de luxo adquiridos pela quadrilha. Os agentes não encontraram o prefeito, que está em seu primeiro mandato, para prestar esclarecimento. 
O estilo de vida lembra o de um bon vivant. Roupas caras, carros importados e até um helicóptero. A farra, que seria patrocinada com o dinheiro público, tinha na ponta o prefeito de Itaguaí, Luciano Mota (PSDB). Ele, segundo investigações da Polícia Federal (PF), faz parte de um esquema que envolve secretários, empresários e servidores que provocava um rombo mensal de R$ 30 milhões nos cofres do município.
O prefeito Luciano Mota
 Agentes estiveram nesta quinta-feira na cidade e fizeram uma operação, que resultou numa devassa na prefeitura. A ação da polícia foi comemorada com gritos e fogos de artifício por um grupo de moradores. Doze pastas com nomes de funcionários fantasmas foram localizadas na Secretaria Municipal de Administração.

Os policiais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão e cinco de condução coercitiva em Mangaratiba, Niterói e Itaguaí. Os alvos eram o prefeito Luciano Mota, dois secretários ( Turismo e Eventos e Transporte), o assessor de Assuntos Externos e também um gerente da empresa Tristars, contratada para coleta de lixo. 
 Foram encontrados apenas o secretário de Turismo, Ricardo Luiz Rosa Soares, que será indiciado, e o assessor de Assuntos Externos Amaro Gagliardi, indiciado por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, desvio de verba pública, fraude de licitação e crime ambiental. Mota não foi localizado pela PF. 

As nomeações irregulares, segundo o delegado federal Hylton Coelho, da Delegacia Regional da PF, em Nova Iguaçu, devem gerar um gasto próximo de R$ 1,5 milhão na folha mensal de pagamento. Um dos objetivos da investigação é comprovar que esses fantasmas eram recrutados com ajuda de alguns vereadores, que teriam uma cota de até 30 vagas na prefeitura. Os salários eram de R$ 7 mil, mas os “funcionários” recebiam na verdade entre R$ 500 e R$ 700.

A investigação não acabou. Mas todos os indícios apontam para que ele (o prefeito) seja o cabeça deste esquema. Está acontecendo ali uma fraude ao estilo mensalão”, afirmou o delegado. A Operação Gafanhoto — o nome foi escolhido porque o grupo era considerado um enxame que dilacerava o erário público — é resultado de seis meses investigação.

O esquema na prefeitura envolve também licitações fraudulentas e contratos irregulares, sempre milionários. Até mesmo a arrecadação de royalties de petróleo do município está na mira da PF. Os recursos estariam sendo usados para pagar empresários participantes da quadrilha que fraudava a prefeitura.

Laranjas do prefeito gastaram R$ 144 mil na compra de ternos e TV 

As suspeitas de uso indevido dos recursos do município começaram após denúncias anônimas. Um ex-segurança do prefeito se tornou peça-chave nas investigações. Ele ajudou com filmagens e fotos a comprovar parte do esquema que mostrava gastos exorbitantes do chefe do Executivo e altas quantias de dinheiro em malas. Este ano, por exemplo, Luciano Mota teria adquirido dez ternos da grife alemã Hugo Boss num famoso shopping da Barra da Tijuca. Pela renovação do guarda-roupa foram pagos R$ 45 mil, em dinheiro. A compra foi feita pelo ex-segurança. 

Da mesma forma, sem colocar seu nome, segundo o delegado Hylton Coelho, Mota adquiriu uma televisão no valor de R$ 99 mil, também comprada em nome de um funcionário, mas entregue na casa do prefeito. O pagamento também foi feito em espécie na loja de eletrodomésticos.

Operação antecipou recesso dos Vereadores 

Se comprovado o rombo nos cofres de Itaguaí, isso significa que um terço da arrecadação do município, de R$ 90 milhões mensais, é usado de forma ilícita. Durante a primeira fase da investigação, a PF apreendeu dois veículos de luxo adquiridos pela quadrilha, que tem pelo menos 50 pessoas envolvidas. Um dos carros era uma Ferrari, avaliada em cerca de R$ 1,5 milhão, usada pelo prefeito. 

Na lista de bens que também pertenceriam ao grupo está um helicóptero Robinson R66, cujo valor de mercado pode chegar a R$ 2 milhões. A operação da PF antecipou o recesso da Câmara de Vereadores. A sessão extraordinária prevista para hoje, que seria a última do ano, foi cancelada.
A presença da PF na prefeitura foi aplaudida. Até mesmo quem participou da campanha do prefeito comemorou. “ Hoje (quinta), com a PF aqui, estamos em festa”, afirmou Sueli Fernandes, 32. Mota venceu a eleição com 47, 09% dos votos.

Enquanto a grande imprensa esconde....o "pequeno" mostra o roubo do PSDB
Prefeito tucano roubava R$ 1 milhão por dia e comprava helicóptero, Ferrari, roupas de luxo...

Cai a proporção de brasileiros que passam fome



O Brasil conseguiu reduzir em 35,7% o total de pessoas que vivenciam situação grave de privação de alimentos, inclusive experiência de fome, de 2009 para 2013, segundo dados divulgados ontem da Pesquisa Nacional de Amostras de Domicílios (Pnad) sobre Segurança Alimentar, do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo aponta que 7,2 milhões de brasileiros enfrentaram no ano passado situação grave de falta de alimentos — em 2009, eram 11,2 milhões de pessoas nesta situação. Segundo a pesquisa, a insegurança alimentar grave apresentou reduções importantes ao longo dos últimos dez anos. O indicador caiu de 6,9% do total de domicílios em 2004 para 5,0% em 2009 e, em 2013, atingiu seu patamar mais baixo: 3,2%do total.

São domicílios onde, além de adultos, as crianças também passavam pela privação de alimentos. Para a especialista em sustentabilidade Vivian Blaso, professora da pós-graduação da Faculdade Mackenzie, a melhora da renda e as políticas governamentais de transferência de renda foram fundamentais para essa melhora. "As políticas sociais têm papel importante no acesso à alimentação, e o mesmo vale em relação à melhora da renda, que vem com o aumento real do salário mínimo. Ainda assim, o acesso à alimentação não significa necessariamente que essas pessoas estejam bem nutridas, pois o alimento bom, qualitativo e saudável ainda é muito caro. Daí a preferência de quem acessa ao consumo por produtos processados ou alimentos massificados, pois é o que cabe no orçamento."

A Pnad apontou que o percentual de domicílios que se encontrava em algum grau de insegurança alimentar — desde a preocupação quanto à disponibilidade de alimentos no futuro até passar fome, caiu de 30,2% em 2009 para 22,6% em 2013. No ano passado, 52 milhões de pessoas apresentavam alguma restrição alimentar ou alguma preocupação com a possibilidade de ocorrer restrição, devido à falta de recursos. Dos 65,3 milhões de domicílios no Brasil, 77,4% estavam em situação de segurança alimentar em 2013. Eram 149,4 milhões de pessoas, o equivalente a 74,2% dos moradores em domicílios particulares do país. Isso significa que 21,7 milhões de moradores passaram a ter acesso regular e permanente a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente na passagem de 2009 para 2013.

A insegurança alimentar era maior nas regiões Norte e Nordeste, atingindo, respectivamente, 36,1% e 38,1%dos domicílios, e na área rural em todo o país (35,3%). Além disso, a insegurança alimentar era maior em domicílios onde residiam menores de 18 anos (28,8%), entre os pretos e pardos (33,4%) e para aqueles com um a três anos de estudo (13,7%com insegurança moderada ou grave). Para a presidente e fundadora da ONG Banco de Alimentos, Luciana Chinaglia Quintão, não há como negar os avanços, especialmente por conta do Bolsa Família, que tirou milhões de pessoas da situação de miséria extrema. Ainda assim, ela acredita que o número de pessoas que ainda passa fome está subestimado. "Eu vivo isso diariamente, e sei que ainda existe um contingente enorme de pessoas sem acesso à alimentação."

Ela lembra que brasileiros que não têm endereço fixo, por exemplo, ficam fora da pesquisa do IBGE. Embora reconheça as conquistas dos últimos anos, Luciana destaca a importância da busca pelo fim da fome ser permanente. Segundo a ONG Bolsa de Alimentos, dados da Embrapa apontam que, no Brasil, cerca de 26,3 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçadas todo ano, quantidade suficiente para alimentar 19 milhões de brasileiros com as três refeições básicas.

Quanto menos serviços coletivos, mais fome

A Pnad apontou que domicílios em insegurança alimentar leve eram menos atendidos por rede coletora de esgoto (44,2%) do que aqueles em segurança alimentar (63,2%). A proporção de domicílios em insegurança alimentar grave atendidos por esse serviço era ainda menor (34,4%). Entre os domicílios com segurança alimentar, 92,0%tinham lixo coletado diretamente; 87,2% contavam com a rede geral de abastecimento de água; e 98,8% tinham banheiro. Para aqueles em insegurança alimentar grave, os percentuais foram 75,2%; 73,6% e 87,5%, respectivamente.

Aécio quer ser presidente no grito e no tapetão


Pressionando o Judiciário
O PSDB produziu relatório alternativo ao da CPI da Petrobras para pressionar o Judiciário. Seus estrategistas apostam que, fomentando a gana por justiça da opinião pública, vão constranger o ministro do STF Teori Zavascki e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O alvo imediato da oposição é obter o indiciamento da presidente Graça Foster e do restante da diretoria da Petrobras.

O lobby da oposição

Os líderes da oposição Antônio Imbassahy (PSDB-BA), Mendonça Filho (DEM-PE) e Rubens Bueno (PPS-PR) estiveram na terça-feira com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Eles entregaram, em primeira mão, o relatório paralelo que seria apresentado pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) na CPI da Petrobras. Os oposicionistas saíram de lá relatando que Janot lhes recomendou que radicalizassem. Um deles comentou: "Janot nos disse que poderíamos "carregar na tinta" "". Por esse relato, o procurador também lhes teria afirmado que usaria aquele relatório, que não seria aprovado na CPI, como subsídio do parecer que enviará ao STF. (Da coluna de Ilimar Franco)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

PSDB pede cassação de Dilma e diplomação de Aécio como presidente e Aloysio Nunes vice


O mico do ano! Parece piada, mas é verdade. Ridículo!

Minutos antes do início da cerimônia de diplomação de Dilma Rousseff (PT), o PSDB pediu nesta quinta-feira (18) ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a cassação do registro de candidatura da presidente reeleita e do vice, Michel Temer (PMDB).

Além disso, os tucanos solicitaram que o tribunal diplome Aécio Neves e Aloysio Nunes para os cargos de presidente e vice-presidente da República, respectivamente.

Segundo o PSDB, Dilma deve perder a Presidência porque fez uso da máquina administrativa e praticou abuso do poder econômico durante a campanha. Para o partido, estas supostas práticas "comprometeram a legitimidade das eleições".

Os tucanos usam como exemplos de supostas irregularidades "a convocação imprecisa de redes de rádio e televisão para pronunciamentos, a manipulação de indicadores sócio-econômicos, o uso de prédios públicos, entre outros."

Antes da cerimônia de diplomação, marcada para começar às 19h na sede do TSE, em Brasília, o presidente do PT, Rui Falcão, minimizou o recurso. "Deixa a oposição criar seus factoides."

O tribunal não tem data para julgar o pedido, e a diplomação de Dilma irá ocorrer normalmente.

Desde 2011, a câmara arquivou 12 solicitações de abertura de processo contra a presidente. Todos do PSDB. Especialistas dizem que banalização de instrumento é ameaça à democracia

Aécio teve 48,36% dos votos no segundo turno das eleições, contra 51,64% de Dilma.Para quem acha que isso é uma piada, está aqui na Uol

Toffoli diploma Dilma e diz que ações da oposição são "página virada"

A presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) recebeu, na noite desta quinta-feira (18), o diploma de presidente da República das mãos do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Dias Toffoli. O vice-presidente reeleito, Michel Temer (PMDB), também recebeu o documento. A diplomação habilita os vencedores das eleições a tomar posse no próximo dia 1º de janeiro para o mandato de 2015 a 2018.
Em seu discurso após entregar o diploma a Dilma, Toffoli disse que as ações da oposição para tentar impedir a posse de Dilma são "página virada". "Não haverá terceiro turno na Justiça Eleitoral", disse o presidente do TSE.

O ex-presidente Lula (PT) compareceu à cerimônia e sentou-se bem próximo à tribuna.  Também compareceram o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o senador José Sarney (PMDB-AP), que se sentou na primeira fileira, entre outras autoridades. 

Neste ano, mais de 700 pessoas foram convidadas para o evento, número bastante superior aos cerca de 250 convidados que participaram da primeira diplomação de Dilma, em 2010. Segundo o cerimonial do TSE, da lista, 20 são convidados da presidente.

O Brasil obteve uma vitória política, diplomática e comercial.


Dilma sabia!

Para quem não leu, a BBC, publicou em janeiro desse ano a manchete: "Dilma inaugura porto em Cuba de olho em exportações para EUA"  que pode ser lida aqui

Hoje, a BBC publicou mais uma matéria sobre o assunto. Aqui no blog um resumo...


A reaproximação entre Cuba e Estados Unidos representa um ganho diplomático para o governo brasileiro, na opinião de analistas ouvidos pela BBC Brasil

Estudiosos em comércio e relações internacionais afirmam que o início do diálogo entre os dois inimigos históricos é uma "vitória política" para  Dilma e Lula, que sempre pressionou por uma reaproximação.

Para Geraldo Zahran, professor da PUC-SP e autor de Tradição Liberal e Política Externa nos Estados Unidos, o governo brasileiro sempre militou por uma distensão das relações entre Washington e Havana e deve apresentar a retomada de relações como uma vitória política.

"Em certa medida esses avanços também ajudam a criar condições para uma reaproximação do Brasil com os EUA", afirma Zahran, lembrando que o vice-presidente Joe Biden deve fazer uma visita ao Brasil na semana que vem.Na avaliação de Rubens Barbosa, embaixador do Brasil em Washington entre 1999 e 2004, o reestabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países foi um "ganho político para todos".

"Havia uma ansiedade política para que Cuba voltasse a integrar a comunidade latino-americana. Tanto é que vários países, incluindo o Brasil, já vinham pressionando para que a ilha participasse da próxima Cúpula das Américas em maio no Panamá, a despeito, até então, da oposição da Casa Branca", diz Barbosa.

Nos últimos anos, Brasil e Cuba estreitaram laços fortalecidos por uma natural sintonia ideológica entre os governos. Como resultado, o intercâmbio comercial entre os dois países cresceu quase sete vezes, passando de US$ 92 milhões em 2003 para US$ 625 milhões em 2013. Atualmente, o Brasil é o terceiro maior parceiro comercial de Cuba, após a China e a Venezuela.

O ápice das relações entre os dois países veio com a construção do porto de Mariel, obra tocada em grande parte pela brasileira Odebrecht a um custo de US$ 975 bilhões e financiada com dinheiro do BNDES.

O terminal ocupa uma área de 400 quilômetros quadrados que abriga a "zona de desenvolvimento especial" de Cuba, uma zona franca e industrial para a qual o governo pretende atrair indústrias estrangeiras por meio de incentivos.

Ali vigora um sistema diferente do resto da ilha, onde empresas têm poucas restrições para contratar, contam com isenção de impostos e não são obrigadas a se associar a companhias estatais.

Por causa da origem dos recursos de financiamento, o terminal portuário foi alvo de críticas de  oposição - Aécio Neves, foi o mais raivoso, e a imprensa,  que criticaram a realização da obra em Cuba, segundo eles, motivada pelo alinhamento ideológico entre os dois países.
Dilma ja dise  que o investimento gerou emprego e renda no Brasil, beneficiando mais de 400 empresas fornecedoras de equipamentos.

Inaugurado em janeiro deste ano, o porto de Mariel é operado por uma empresa de Cingapura. A Odebrecht agora trabalha na ampliação do aeroporto Jose Martí, em Havana, e desenvolve um programa de melhorias e incremento da produção agrícola e industrial no setor sucroalcooleiro, informou a empresa em nota enviada à BBC Brasil.

De grande profundidade, o terminal pode receber navios gigantes, capacidade que poucos portos da região têm, inclusive na costa americana. Além disso, vem sendo modernizado no mesmo momento em que são realizadas obras de ampliação do canal do Panamá, que passará a receber navios que transportam até o triplo da carga dos navios atuais.

"A região é estratégica, já que boa parte do comércio da Ásia para a costa leste dos EUA passa pelo canal do Panamá", disse à BBC Brasil Luis Fernando Ayerbe, coordenador do Instituto de Estudos Econômicos Internacionais da Unesp.

"Do ponto de vista estratégico, o investimento foi feito de olho no potencial da região. A ideia é que empresas brasileiras possam se estabelecer na zona de livre comércio ao redor do porto e de lá exportem diretamente aos Estados Unidos e a outros países da América Central", afirmou.

"Cuba criou muitas facilidades para a instalação de empresas nesse local. O Brasil chegou primeiro e pode se beneficiar disso", completou.

Na opinião de Ayerbe, o Brasil considerou o investimento no porto como uma aposta na suspensão do embargo.

Para Zahran, da PUC-SP,  a distensão pode ajudar a impulsionar a economia cubana, o que beneficiaria o Brasil e em especial as empresas brasileiras que nos últimos anos começaram a fincar o pé na ilha.

Garman, da Eurasia Group, concorda: "É claro que no caso de um eventual fim do embargo poderia haver uma diminuição da posição do Brasil como parceiro comercial de Cuba, mas seria pouca coisa. Por outro lado o bolo da economia cubana também iria crescer – então seria de se esperar uma fatia maior para os brasileiros que já estão apostando na ilha".

Alckmin já tem plano para enganar eleitores


A equipe do governador paulista, Geraldo Alckmin, foi orientada a preparar uma espécie de vacina para a falta de água, que na avaliação da administração paulista ainda vai se agravar, apesar das primeiras chuvas de fim de ano.

Alckmin pediu aos auxiliares – principalmente os que chegam agora à equipe – que invistam pesado em medidas que permitam mostrar ao eleitorado que o governo está fazendo tudo o que é possível para sanar o problema. Ou seja, tudo o que acontecer a partir daí, é culpa de São Pedro.

Alckmin espera entrar no novo governo já com a estratégia bem definida para responder às críticas que vierem quando a secura nas torneiras piorar.

Todas as ações que tenham relação com a área deverão ser feitas em conjunto com o novo secretário de Recursos Hídricos, Benedito Braga. Alckmin, segundo um interlocutor, priorizou o perfil de gestão à imagem política na hora de indicar o novo secretário.No ig

Prefeito do DEM diz que turista pobre não é bem-vindo na praia de Guarapari (ES)



Destino certo para milhares de mineiros que escolhem o Espírito Santo para aproveitar as praias todos os anos – foram 300 mil em 2013 –, uma das cidades mais procuradas pelos turistas, Guarapari pode ter novas “normas” para a entrada dos visitantes. Em entrevista à rádio CBN Vitória, nesta quarta, o prefeito Orly Gomes (DEM) disse que quer limitar o número de pessoas em casas de veraneio e receber turistas que gastem R$ 200 por dia.

“Precisamos de pessoas que venham com dinheiro para gastar e, assim, justificar os investimentos na cidade. Seria melhor ter 100 mil turistas com melhor poder aquisitivo, que frequentassem restaurantes, bares e ocupassem hotéis, que gerassem renda para a cidade, que gastassem R$ 200 por dia”, disse.

Com a expectativa de que entre o feriado de Natal e o Carnaval do próximo ano mais de 1 milhão de turistas passem por Guarapari, o prefeito propôs a adoção de regras para evitar a superlotação da cidade.

“Pretendemos normatizar as casas de veraneio, assim elas gerarão impostos. O excesso de pessoas em uma única casa é o que causa transtorno, como a falta de água. As casas terão que ter alvarás e serão fiscalizadas pelos bombeiros. A metragem quadrada terá que determinar o número de pessoas. A criação de uma microempresa seria uma das possibilidades, assim as casas pagariam impostos”, explicou. As medidas ainda não valem para 2015.

O prefeito da cidade, Orly Gomes, também disse que a cobrança de taxas para os ônibus de turismo está entre as medidas que podem ser adotadas para receber um turista com maior poder de consumo.

No entanto, Guarapari ainda deixa a desejar em alguns aspectos, como infraestrutura, segurança e opções de lazer. De acordo com o último levantamento feito pela Secretaria de Turismo do Espírito Santo, na avaliação de 807 turistas, para apenas 34,10% nada faltou ao destino escolhido durante o período de estadia na alta temporada de 2013. Enquanto 20,60% criticaram a falta de infraestrutura para atender o turista, 13,50% sentiram falta de mais opções de lazer e 8,60% esperavam mais segurança.

Acesso de jovens de baixa renda a universidades públicas no país é 4 vezes maior que em 2004


A participação dos mais pobres no ensino superior público do Brasil cresceu quatro vezes entre 2004 e o ano passado. Na outra ponta, os mais ricos deixaram de ser maioria entre os estudantes da rede, no mesmo período. É o que mostra o estudo Síntese de Indicadores Sociais 2014, divulgado ontem pelo IBGE. Segundo a pesquisa, que leva em conta o rendimento mensal familiar per capita, em nove anos o acesso dos com rendimentos mais baixos saltou de 1,7% para 7,2% em universidades administradas pelo Estado. Nas particulares, a fatia desses alunos mais que dobrou. Se, em 2004, os 20% mais pobres representavam 1,3% dos estudantes, em 2013 alcançavam 3,7%. Já os 20% mais ricos foram de 55% para 38,8%, no ensino superior público; e de 68,9% para 43%, no privado.

 Houve ampliação grande do acesso ao ensino superior. Os 20% mais ricos, que eram ampla maioria em 2004, passam a ter participação menor. Houve um aumento de vagas, cotas e crédito educativo que fez crescer a participação dos mais pobres - afirmou Barbara Coco, coordenadora de População e Indicadores Sociais do IBGE.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Estados Unidos e Cuba retomam relações após 53 anos de embargo

Em reunião do Mercosul, Dilma Rousseff falou sobre a reaproximação entre Cuba e Estados Unidos.
"Imaginamos que nunca veríamos esse momento do início da relação entre EUA e Cuba. Quero saludar o presidente de Cuba e o presidente dos EUA e principalmene o papa Francisco (intermediador do diálogo). 

Esse é um momento que marca mudanca na civilização nos nossos dias. Um dia que marca o restabelecimento das relacoes interrompidas há muitos anos."

Cristina Kirchner também voltou a falar sobre o "dia histórico" entre Cuba e Estados Unidos:
"Um fato que nos comoveu a todos. Que bom que ocorreu durante uma reunião do Mercosul. Uma decisão inteligente do presidente dos Estados Unidos."
Em pronunciamento na Casa Branca sobre as relações dos Estados Unidos com Cuba, o presidente Barack Obama anunciou nesta quarta-feira a mais radical mudança na política americana em relação à ilha comunista em mais de meio século, abrindo negociações para normalizar as relações diplomáticas e reestabelecendo uma Embaixada americana em Havana.

"O isolamento não funcionou", disse Obama. "É hora de uma nova abordagem".

"Vamos começar a normalizar as relações entre nossos dois países", afirmou Obama, acrescentando que os Estados Unidos pretendem criar mais oportunidades para que americanos e cubanos trabalhem juntos.

"Aumentar o comércio é bom para americanos e para o povo cubano", disse Obama, que autorizou o aumento nas conexões de telecomunicações entre os dois países.

Enquanto falava em Washington, o presidente de Cuba, Raul Castro, também fazia seu próprio pronunciamento à nação em Havana. Os dois líderes conversaram por telefone por mais de 45 minutos na terça-feira, o primeiro contato presidencial significativo entre Estados Unidos e Cuba desde 1961.

Aos cubanos, Castro disse que a decisão do presidente Obama merece respeito e reconhecimento do nosso povo. Ele também agradeceu especialmente os esforços do Canadá e, principalmente do papa Francisco.

"Quero reconhecer o apoio do Vaticano e, em especial, do papa Francisco, na melhoria das relações entre Cuba e os Estados Unidos", afirmou Castro.

Porém, o líder cubano reafirmou que segue pendente um tema importante para o seu povo, que é o embargo econômico dos Estados Unidos sobre Cuba. Ele disse que instou o governo Obama a "remover os obstáculos que impedem ou restringem os vínculos" entre os dois países.

O anúncio de hoje ocorre após mais de um ano de negociações secretas entre Washington e Havana. O restabelecimento das relações diplomáticas foi acompanhado pela libertação do americano Alan Gross, preso há mais de cinco anos em Cuba, e a troca de um espião americano mantido em Cuba por três cubanos presos na Flórida.

Obama disse que a prisão de Gross era um "grande obstáculo" na normalização das relações entre os países. Gross desembarcou nesta manhã em uma base militar nos arredores de Washington, acompanhado de sua mulher e de alguns congressistas americanos. Ele foi imediatamente levado para um encontro com o secretário de Estado, John Kerry.

Como parte das medidas para retomar os laços diplomáticos com Cuba, os Estados Unidos vão reabrir em breve uma Embaixada em Havana e os governos trocarão visitas e contatos de alto nível. Washington também vai facilitar as viagens para Cuba, incluindo para permitir visitas familiares, negócios oficiais do governo dos EUA e atividades educacionais. As viagens de turismo, no entanto, permanecem proibidas.

E a Folha, que sempre foi contra, não perdeu tempo, anunciou em seguida:Alvo de críticas, financiamento do porto Mariel é golaço do Brasil
Com o porto de Mariel e outros inúmeros investimentos em Cuba, o Brasil é um dos países que estão mais bem posicionados para se beneficiar da queda do embargo americano à ilha, cuja negociação será anunciada hoje.

Alvo de críticas ferrenhas,-- por parte do PSDB-- o porto de Mariel,  está a apenas 200 quilômetros da costa da Florida.

Depois da dragagem, poderá receber navios grandes como os Super Post Panamax, que Dilma citou várias vezes durante a cúpula da Celac este ano, e concorrer com o porto do Panamá.

Mesmo sem a dragagem, já será concorrente de portos como o de Kingston, na Jamaica, e das Bahamas, bastante movimentados.

O raciocínio do governo brasileiro sempre foi o de "entrar antes da abertura para já estar lá quando caísse o embargo".

Essa estratégia se provou acertada.

Dilma defende Porto de Mariel, em Cuba
A presidente Dilma citou o Porto de Mariel, em Cuba, financiado com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pouco antes de embarcar de volta da Argentina para o Brasil. "Fico muito feliz com o acordo entre os Estados Unidos e Cuba porque toda a política do governo brasileiro até agora tem sido enfatizar, e não só do ponto de vista retórico, mas com ações concretas, a forma pela qual Cuba tem de ser integrada. Algo que foi tão criticado durante a campanha, o porto de Mariel, mostra hoje mesmo a sua importância para toda a região. E para o Brasil principalmente na medida em que hoje o porto é estratégico pela sua proximidade com os Estados Unidos", afirmou Dilma, na porta do carro oficial que a levou para a base aérea de Paraná.

O tema "Porto de Mariel" foi uma das principais críticas feitas pela oposição durante a campanha presidencial, vencida por Dilma no segundo turno por margem estreita de votos. Liderados pelo tucano Aécio Neves (PSDB-MG), os oposicionistas criticaram a decisão do governo federal petista de usar recursos subsidiados do BNDES para financiar a construção de um porto em Cuba, comandado há quase 56 anos pelos irmãos Fidel e Raúl Castro.

"Eu achei fantástica essa retomada das relações entre os Estados Unidos e Cuba. Acredito que isso é um marco das relações da nossa região", completou Dilma

Venina procurou imprensa em retaliação por ter sido afastada da Petrobras


A vingança da Venina...

A presidente da Petrobras, Graça Foster, afirmou nesta quarta-feira, 17, que havia sido avisada de que a funcionária Venina Velosa da Fonseca procuraria a imprensa em retaliação à decisão da empresa de afastá-la do cargo. Venina era chefe do escritório da Petrobras em Cingapura e foi afastada do cargo pela comissão interna que apura desvios de recurso.

"Em 2009, Venina teve uma briga com o Paulo Roberto (ex-diretor de Abastecimento). Não sei o porquê. Quando ela conversou comigo sobre a área de comunicação, foi a primeira vez que soube que eles tinham se desentendido. E eu falei com o Paulo Roberto: você e Venina precisam conversar", afirmou durante encontro de fim de ano com a imprensa, na sede da empresa, no centro do Rio.

Graça destacou a aproximação de Venina com o ex-diretor Paulo Roberto Costa, delator na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. "Eles trabalharam juntos por anos", afirmou.

Já em outubro de 2011, relatou Graça, Venina enviou novo e-mail falando de esquartejamento de projeto. "Não sei o que é esquartejamento de projeto. De novo levei o assunto para o Paulo Roberto e disse: a Venina se ressente e diz em ineficiência. Eu era diretora e o Gabrielli, presidente. Como presidente da Petrobras, depois, ela mandou e-mail e eu enviei para o jurídico, para que fossem feitas as ações cabíveis. Nós diretores sabemos o que vai para a reunião de diretoria. Não tenho como saber a outra parte", disse a presidente da Petrobras.

CNI/Ibope: para 44% dos brasileiros o noticiário é desfavorável ao governo Dilma

O povo acordou...

O noticiário sobre a Operação Lava Jato, conduzida pela Polícia Federal para investigar a Petrobras, foi lembrado pela maior parte da população em pesquisa realizada pelo Ibope no início de dezembro. Disseram que acompanharam notícias relacionadas à Lava Jato 45% dos entrevistados. A operação foi citada diretamente por 31% dos entrevistados, seguida pela prisão de ex-diretores da Petrobras (19%). A prisão de diretores de empreiteiras foi lembrada por 6% dos entrevistados.

Para 44% das pessoas ouvidas, as notícias são desfavoráveis para o governo da presidente Dilma Rousseff, esse porcentual era de 32% no levantamento anterior, realizado em setembro. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios, tem margem de erro de dois pontos porcentuais nível de confiança de 95%. As entrevistas foram feitas entre os dias 5 e 8 de dezembro a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A pesquisa mediu ainda a expectativa do brasileiro para o segundo mandato da presidente Dilma. O resultado positivo é próximo do registrado atualmente. Dos entrevistados, 43% avaliam que o próximo governo será ótimo ou bom, 25% acreditam que será regular, 13% acham que os próximos quatro anos serão péssimos e 4% não sabem ou não responderam.

Para a população, o principal aspecto positivo do primeiro governo Dilma é o combate à fome e à pobreza, fato que foi citado espontâneamente por 24% dos entrevistados.

Em seguida, os aspectos mais lembrados foram: investimentos em programas sociais (17%), investimentos na área de educação (15%), prioridade para a população mais carente (13%) e dar continuidade ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (11%). Não indicaram nenhum aspecto positivo 19% dos entrevistados e não sabem ou não responderam 11%. Cada entrevistado podia citar até três aspectos.

Especialista vê melhora na avaliação de Dilma como chance para mudar Petrobras

A melhora nos indicadores de aprovação da presidente Dilma Rousseff (PT), segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira, 17, abre a possibilidade de a presidente fazer com tranquilidade mudanças na diretoria da Petrobras e eventualmente em outras áreas para o segundo mandato. A avaliação é do cientista político e professor da Fundação Getulio Vargas Fernando Abrucio. "Ela tem que aproveitar esse otimismo inicial para fazer essas mudanças", disse ao Broadcast Político.

Os indicadores melhores, explica Abrucio, são uma tendência natural após o período eleitoral. "Há uma esperança e um otimismo que são normais após uma eleição", avaliou. Para ele, o resultado mostra também que as denúncias da Petrobras não têm atingido a imagem da presidente para a população em geral. "A história da Petrobras, no fundo, é paradoxal. De um lado desgasta o governo, especialmente entre economistas e formadores de opinião, de outro reforça a imagem de faxina", disse o professor.

Com relação à guinada ortodoxa de Dilma na economia para o segundo mandato, com indicação de Joaquim Levy para a Fazenda, Abrucio pondera que é um fator de pouco apelo popular e que deve ter tido pouca influência no levantamento encomendado pela CNI.

O levantamento CNI/Ibope divulgado nesta manhã mostrou que a aprovação à maneira de governar da presidente passou de 48% para 52% entre setembro e dezembro, ao passo que a desaprovação passou de 46% para 41% no mesmo intervalo. A confiança no governo Dilma também cresceu, passando de 45% para 51%. O governo petista foi avaliado como ótimo ou bom por 40% dos entrevistados, ante 38% em setembro. A avaliação regular do governo Dilma oscilou de 32% para 33% e a ruim ou péssima oscilou de 27% para 28%.

CNI/Ibope: Popularidade da presidenta sobe para 52% e mais da metade da população aprova governo

Segundo o levantamento, o percentual da população que aprova a maneira de governar da presidente aumentou quatro pontos percentuais entre setembro e dezembro de 2014.

Em setembro, 48% disseram aprovar o governo de Dilma. Em dezembro, a porcentagem subiu para 52%.
A pesquisa foi  divulgada nesta quarta-feira em Brasília

A avaliação do governo Dilma subiu em setembro. O governo  Dilma foi avaliado como ótimo ou bom por 40% dos entrevistados pelo Ibope entre os dias 5 e 8 de dezembro, com margem de erro de dois pontos porcentuais. Em setembro, a avaliação positiva era de 38%.

A avaliação regular do governo Dilma oscilou de 32% para 33% no mesmo período. Os que consideram a atual administração ruim ou péssima somaram 28% em dezembro, ante 27% em setembro. O porcentual dos que não souberam ou não quiseram responder se manteve em 1%.

A aprovação da maneira de governar de Dilma Rousseff também subiu: passou de 48% para 52% entre setembro e dezembro. A pesquisa mostra também um recuo no número dos brasileiros que desaprovam o modo Dilma de governar, que passou de 46% para 41% no mesmo período. Os que não souberam ou não responderam passaram de 6% em setembro para 8% em dezembro.

A confiança no governo Dilma também cresceu, passando de 45% para 51%. Outros 44% disseram que não confiam na administração da petista, mas essa fatia foi menor na comparação com os 50% em setembro. Os que não souberam ou não responderam se mantiveram em 5%.

O aumento da popularidade foi mais sensível na região Sudeste, embora ela continue maior no Nordeste.

A sondagem foi encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios de todo o País.

Governador eleito do PSDB de MS pode ter vínculo com morte de jornalista no Paraguai


Uma Comissão do Congresso do Paraguai vinculou nesta terça-feira governador eleito do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, com Vilmar Acosta, considerado o "cérebro" do assassinato do jornalista Pablo Medina e de seu assistente, Antonia Almada, há dois meses.

A suposta relação foi divulgada pelo senador Arnoldo Wiens, membro da Comissão parlamentar bicameral que investiga o assassinato de Medina, correspondente do jornal "ABC Color" e conhecido por suas matérias sobre o narcotráfico no departamento de Canindeyú, na fronteira com o do Mato Grosso do Sul.

Wiens afirmou que Azambuja tinha "muita amizade" com Vilmar Acosta, que estava foragido desde a morte de Medina e é acusado de produção e tráfico de maconha.

O senador acrescentou que não há dúvidas sobre as conexões existentes entre o "clã Acosta" e políticos muito importantes do Brasil.

O legislador se referiu a dados e informações obtidas na região do assassinato de Medina e Almada, além dos entregues pela promotoria e as declarações de Arnaldo Cabrera, motorista de Vilmar Acosta, o único detido pelo crime até o momento.

Reinaldo Azambuja, do PSDB, foi eleito governador do Mato Grosso do Sul no segundo turno das eleições, em 26 de outubro, e foi diplomado ontem no Tribunal Regional Eleitoral do estado.

Vilmar Acosta era até fugir o prefeito pelo governante Partido Colorado da cidade de Ypejhú, no departamento de Canindeyú.

Os supostos autores materiais do crime, seu irmão Wilson e seu sobrinho Flavio Acosta, também estão foragidos.

Hoje o assassinato de Pablo Medina e Antonia Almada, completa dois meses.

Paraguai é o maior produtor de maconha da América do Sul e o Brasil o principal destinatário dessa droga.

A morte de Medina e Almada provocou um enorme debate no Paraguai sobre as conexões entre narcotraficantes e políticos, colocadas em evidência em um relatório da Secretária Nacional Antidrogas revelado pelo Congresso. Aqui na Uol

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Polícia Federal fecha o cerco ao ninho tucano, mas imprensa finge que não vê


A mídia tradicional vem martelando na cabeça dos leitores 24 horas por dia o assunto Petrobras, mas "esquece" a roubalheira no metrô, trens e monotrilho de São Paulo
O jornal Folha de S.Paulo denuncia que planilhas apreendidas pela Polícia Federal na sede da empreiteira Queiroz Galvão, na capital paulista, mostram que a empresa vincula valores recebidos por obras públicas a doações eleitorais para partidos e candidatos de oposição ao governo federal.
Um dos registros dos papeis encontrados, nomeado como "VLT" – uma provável referência ao Veículo Leve sobre Trilhos da Baixada Santista, obra realizada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin(PSDB), por meio da ... Leia mais aqui

STF anula provas contra Daniel Dantas


A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade anular as provas obtidas contra o banqueiro Daniel Dantas em busca e apreensão feita na sede do Banco Opportunity, no âmbito das investigações das Operações Satiagraha e Chacal.

Por quatro votos a zero, os ministros da segunda turma acataram o pedido de habeas corpus da defesa de Dantas, e invalidaram provas obtidas por meio da apreensão de um disco rígido (HD) em outubro de 2004, na sede do Opportunity. A defesa alegou que o material foi coletado em endereço diferente daquele que constava no mandado judicial que autorizava a busca e apreensão e que, portanto, as provas eram ilegais.

Na ocasião, os policiais federais apreenderam o HD no 3º andar de um prédio localizado em São Paulo, onde está localizada a sede do Opportunity. Contudo, o mandado expedido por um juiz da 5ª vara da Justiça Federal de São Paulo, autorizava busca e apreensão no 28º andar. O juiz responsável pela autorização soube da divergência dos endereços, mas mesmo assim autorizou a obtenção de provas. Diante disso, os ministros do Supremo viram a divergência dos endereços como uma "violação do direito constitucional de inviolabilidade domiciliar".